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13 de julho de 2017

A Junta de Freguesia assinalou mais um local histórico da Póvoa: o nicho das “alminhas”

Trata-se do nicho das Alminhas que tem, agora, uma placa com uma citação do Dr. José Pedro Martins Barata sobre a Irmandade das Almas. O texto refere-se a Montalvão, mas o funcionamento e a missão da referida Irmandade eram idênticos: ambas tinham a incumbência de manter acesa a candeia dos respectivos nichos.
O local escolhido tem relação com o primitivo local de enterramento, a Igreja do Espírito Santo e o seu adro, que terá funcionado até à destruição da Póvoa em 1642.
Após a reconstrução da vila, anos mais tarde, a pequena capela de Nossa Senhora da Graça, foi remodelada e ampliada, ganhando o estatuto de Igreja Matriz. Desde então, os enterramentos passaram a fazer-se nesta Igreja, em cova da Fábrica ou em locais nobres, como a Capela-Mor ou a porta principal, para quem podia pagar e no seu adro, para os pobres. Houve, no entanto, alguns períodos em que os enterramentos voltaram a ser feitos, na Igreja do Espírito Santo e mesmo na de Santa Margarida.
Finalmente, no século XIX, com a proibição dos enterramentos nas igrejas, passou a utilizar-se o cemitério público que, se pensa, terá funcionado nas traseiras da Igreja Matriz. © Jorge Rosa/NCV

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