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3 de agosto de 2017

Incêndio no Festival Andanças 2016: 69 lesados vão avançar com ação judicial de 1,5 milhões de euros contra a Câmara Municipal e a PédeXumbo


(Clicar na imagem para ver a notícia da RTP)
Um grupo de 69 lesados pelo incêndio ocorrido no parque de estacionamento do Festival Andanças vão avançar para tribunal e reclamar à Câmara Municipal de Castelo de Vide e à Associação PédeXumbo um total de 1,5 milhões de euros, dos quais 600 mil euros a título de morais. A petição inicial da correspondente ação judicial já está pronta e dará entrada ainda durante o corrente mês de Agosto, de acordo com a notícia que foi divulgada à comunicação social (nomeadamente à TSF e à RTP) pelo advogado Pedro Proença que os representará.
Neste momento decorre a liquidação da taxa de justiça (cerca de 400 euros cada um) por parte de todos os lesados; aliás, estes custo elevados são uma das razões pelas quais são tão poucos a chegarem a tribunal, depois de no início do ano o Ministério Público ter arquivado o inquérito criminal “por não ter encontrado sinais de que o fogo tenha sido ateado de forma deliberada ou intencional”. O grupo incluía inicialmente mais de 120 lesados, de entre os 422 proprietários dos veículos afetados.
Segundo as afirmações de Pedro Proença à comunicação social, “há muitos lesados que um ano depois ainda não ultrapassaram o trauma de verem tantos carros a arder, havendo pessoas que nunca mais conseguiram ter automóvel, afetando naturalmente o seu dia-a-dia a irem para o trabalho ou a levarem os filhos à escola”.
O advogado garante “que o festival Andanças do ano passado teve várias falhas de segurança, detalhadas por especialistas em bombeiros e proteção civil que estarão na queixa apresentada em tribunal. Nomeadamente, a existência de muito material combustível, ou seja, palha resultante do corte de erva pela autarquia que não foi recolhida e que depois potenciou a destruição de tantos carros”.
A acusação queixa-se ainda, entre outras coisas, “da falta de extintores no recinto do festival e de um camião autotanque, com a organização a ter recusado a presença dos bombeiros, o que fez com que não existisse resposta atempada, além de portões fechados a cadeado que impediram a passagem de uma viatura dos sapadores florestais”. © NCV

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