Boas Festas

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23 de agosto de 2014

Encerramento da escola de Póvoa e Meadas:
“houve acordo com a Câmara”
referiu a DGESTE ao Sindicato dos Professores

No caso da escola básica de Póvoa e Meadas, segundo informação da DGESTE - Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares ao SPZS-Sindicato de Professores da Zona Sul, “houve acordo com a Câmara para encerrar esta escola”.
A informação foi fornecida durante uma reunião entre aquelas entidades ocorrida em beja no passado dia 14 de Agosto e divulgada em comunicado de imprensa pelo Sindicato.
Durante a reunião, destinada a abordar a reorganização da rede escolar e o recente processo de encerramento de escolas do primeiro ciclo no Alentejo, o Sindicato dos Professores da Zona Sul, reafirmou “não aceitar os critérios utilizados pelo Ministério da Educação e Ciência, que levaram ao encerramento de escolas por questões economicistas e ideológicas”. 
Relativamente ao caso da escola de Póvoa e Meadas o comunicado a que fazemos referência, datado de 18 de Agosto e até hoje não contraditado, sublinha tratar-se “da única freguesia rural deste concelho”, e “o descontentamento da população e das autarquias”.
“O SPZS defendeu nesta reunião que o Governo deverá ouvir as comunidades e as populações neste processo, assim como deveria ter tido em linha de conta a posição das autarquias”. 
“O SPZS alertou ainda para o facto de ser o próprio Governo que, ao deslocar alunos de uma escola para outra, está a contribuir para o despovoamento do interior do país e das zonas rurais, e a criar situações de desigualdade entre os alunos e as suas famílias”.
“O SPZS conclui que o MEC continua a atentar contra a Escola Pública e o seu papel nas comunidades. A DGESTE ao apontar a construção dos Centros Escolares como razão para justificar encerramentos de escolas, está em muitos casos a exceder a finalidade da construção dos mesmos”.
“O SPZS reafirmou que o número de alunos não pode ser o critério central para abater escolas, a tutela tem de ouvir as populações e as autarquias, assim como terá de ter em conta as Cartas Educativas e uma visão sustentável do território”. © NCV

20 de julho de 2014

Alentejo 360: com o encerramento do 1º Ciclo em Póvoa e Meadas, apela-se agora a mais turmas em Castelo de Vide


Reestruturação escolar em Castelo de Vide 

Agora que o encerramento do 1º Ciclo em Póvoa e Meadas parece ser uma decisão irreversível por parte do Ministério da Educação, o 1º Ciclo em Castelo de Vide terá que sofrer uma reestruturação, uma vez que os alunos que estavam na escola da freguesia passarão a integrar o mesmo.
Escola, pais e autarquia estão todos do mesmo lado e - a confirmar-se o encerramento da escola na freguesia - defendem que seja criada mais uma turma em Castelo de Vide (passando a seis turmas no 1º Ciclo, em vez das cinco anteriormente previstas). Todos os intervenientes têm os alunos como prioridade e acreditam que turmas mais pequenas resultam em melhor aproveitamento escolar. © Ana Nunes/Alentejo360/NCV

3 de julho de 2014

Conselho Geral do Agrupamento de Escolas
sublinha consenso sobre “total discordância”
do encerramento da EB 1 de Póvoa e Meadas


O Conselho geral do Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide divulgou ontem um importante comunicado - datado de 25 de Junho - sobre o problema do anuniado encerramento da Escola EB1 de Póvoa e Meadas e sobre o recente seminário “A educação e o futuro no concelho de Castelo de Vide”.
Pela sua importância publicamos de seguida este documento na íntegra.

“O Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide acompanha com atenção e preocupação as questões em torno da rede escolar e do futuro das escolas que constituem o Agrupamento de Castelo de Vide. Por isso, decidiu ouvir os intervenientes dos processos educativos: alunos, pais e encarregados de educação, parceiros (empresas, instituições e associações), autarquias, direção do agrupamento e um especialista na área da educação.
A realização do seminário: “A educação e o futuro no concelho de Castelo de Vide” pretendeu encontrar um conjunto de argumentos que promovam estratégias de desenvolvimento educativo e comunitário no concelho, dando suporte e argumentação a dois eixos de análise: o sucesso educativo das crianças e jovens e o ordenamento e desenvolvimento territorial sustentado.
Desta forma, na questão sobre o encerramento da Escola EB1 de Póvoa e Meadas, este órgão apoia as posições assumidas pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal na sessão de abertura do Seminário, pelos pais e encarregados de educação e pelo Presidente da Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas.
Da síntese final do referido seminário retira-se o seguinte:
“Foi consensual entre os pais, Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas e Câmara Municipal de Castelo de Vide, a total discordância do encerramento da EB 1 de Póvoa e Meadas. Estas entidades e pessoas consideraram que a manutenção desta Escola é essencial, pois contribui para:
1o - Manter a vitalidade da localidade de Póvoa e Meadas;
2o - Manter os bons resultados escolares que têm vindo a ser conseguidos;
3o - Reforçar os laços das crianças à comunidade de Póvoa e Meadas;
4o - Manter a proximidade que as crianças têm com os pais.”
O Conselho Geral testemunha que a Câmara Municipal de Castelo de Vide, as Juntas de Freguesia, têm evidenciado uma atenção permanente na área da educação, que se concretiza num investimento financeiro e disponibilização de recursos, que têm permitido o desenvolvimento de práticas educativas diversificadas, sustentando estratégias que exigem retorno da tutela e temporalidade na sua concretização. Esta ação é tangível nos projetos em marcha, nas posições em sede de Conselho Geral, no apoio à realização do seminário, na articulação do trabalho educativo junto da direção do Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide.
A Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas, conforme tomada de posição do seu Presidente, no seminário de dia 18 de junho, opõe-se ao encerramento da escola e tem apoiado as ações que visam evidenciar a sua importância para a comunidade.
Os pais e encarregados de educação tiveram a oportunidade de comunicar a sua posição de forma cidadã e argumentada, que mereceu a atenção e concordância do Conselho Geral, da Câmara Municipal de Castelo de Vide e da Junta de Freguesia.
O Conselho Geral considera que o encerramento de uma escola não é um exercício aritmético, mas uma decisão que deve ser participada e consensualizada por todos os atores dos processos educativos. A consecução dos argumentos de maior complexidade e mais atentos, centrados na realidade das comunidades, devem prevalecer sobre argumentos numéricos e sustentados em estudos muitas vezes evocados mas desconhecidos por este órgão.
Acrescenta-se que, este órgão se disponibiliza para qualquer ação que salvaguarde o interesse das crianças e jovens em idade escolar do concelho, bem como viabilizar soluções que suportem estratégias de futuro para Castelo de Vide. Não considera ser esta situação que está presente no encerramento da Escola EB1 de Póvoa e Meadas.
O seminário “Educação e o futuro no concelho de Castelo de Vide”, evidenciou a importância das parcerias que se desenvolvem a nível local na dupla perspetiva: das instituições e associações locais para o desenvolvimento educativo e comunitário em torno de projetos com o Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide, na importância que estes projetos podem ter para o desenvolvimento organizacional, das referidas instituições e associações, em processos participados de qualificação pessoal e profissional.
O Conselho Geral agradece a todos os intervenientes e participantes no seminário a grande qualidade das suas comunicações, que muito ajudaram a problematizar as questões relacionadas com a educação no concelho de Castelo de Vide, e contribuíram decisivamente para propostas de soluções sustentadas para o futuro”.
Castelo de Vide, 25 de junho de 2014
O Presidente do Conselho Geral
Amândio José Valente e Valente

2 de julho de 2014

Ministério reconsidera
e escola EB1 de Tolosa afinal não encerra...

A APTOS - Associação de Pais de Tolosa acaba de divulgar através das redes sociais a informaçãod e que "a EB1 de Tolosa não encerrará no próximo ano letivo. Mas a APTOS ainda vai lutar para que seja colocado mais um docente para que a escola funcione com duas turmas".
A notíocia segue-se a uma reunião havida no seguimento da manifestação da passada segunda-feira em Évora onde "foram recebidos pela Diretora Regional, onde fizeram ouvir a sua tristeza e revolta e os seus argumentos a favor da continuidade da mesma". 
Para além do Presidente da direcção da APTOS, Carlos da Luz, estiveram presentes o sócio Carlos Parreira, assim como o Presidente da Assembleia de Freguesia, Nuno Ribeiro e o Presidente da Junta de Freguesia, Manuel Mourato.
"Vieram com a convicção de tudo terem feito para o evitar e a Diretora comprometeu-se a rever a situação", mas a boa notícia chegou logo no dia seguinte.
Na passada segunda- feira, aqueles representantes de Tolosa estiveram presentes na manifestação realizada junto à Direcção Regional de Educação de Évora, contra o encerramento das escolas e principalmente da EB1 de Tolosa. © NCV

Castelo de Vide na Imprensa


Diário Digital
Quebra no RSI deve-se a "rigor" e descida do desemprego - Mota Soares
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Diário Digital
Festival Andanças regressa de 4 a 10 de Agosto em Castelo de Vide
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«Não ao encerramento da EB1 de Póvoa e Meadas» e «Recuperar a Esperança sim, encerrar a escola não» eram as frases que se podiam ler em ...

Executivo delibera hoje sobre “posição da Câmara Municipal” quanto ao encerramento da Escola de Póvoa e Meadas


Na sua reunião de hoje, a primeira do mês de Julho, o Executivo Municipal vai analisar e deliberar sobre a “posição da Câmara Municipal” no que toca ao encerramento da Escola EB1 de Póvoa e Meadas.
Outros pontos na agenda incluem uma deliberação sobre alteração do trânsito e estacionamento na Rua Sequeira Sameiro, actualmente em obras e decisões sobre as “normas de participação” no Mercado medieval Viver a História.
De referir também que o Executivo vai tomar conhecimento das atas da reunião celebrada emntre a Cãmara Municipal e a Direção regional de Cultura do Alentejo e do Conselho Municipal de Segurança de Castelo de Vide. © NCV

29 de junho de 2014

Comunidade escolar de Póvoa e Meadas manifesta-se amanhã em Évora
em defesa da Escola EB1 local


A comunidade escolar (pais e encarregados de educação) de Póvoa e Meadas, acompanhada dos elementos da população que o desejem participa amanhã segunda-feira dia 30 de Junho em Évora numa manifestação em conjunto com todas as freguesias do distrito com escolas com previsão de encerramento.
Daniel Carreiras e António Simão
O grupo será acompanhado pelo Vice-presiente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, Daniel Carreiras da Silva, que é o veredor que detém o pelouro da educação,  e pelo presidente da Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas, António Simão.
Segundo apurou o NCV, dado este enquadramento de manifestação, não deverá no entanto ocorrer amanhã a reunião na Direcção Regional de Educação sobre a Escola de Póvoa e Meadas prometida por António Pita à comunidade escolar.
A manifestação tem a concentração marcada para as 11 horas da manhã junto à DGEstE, na Rua Ferragial do Poço Novo, naquela cidade e é apoiada também pelo Sindicato de Professores da Zona Sul que se juntou à iniciativa.
Transporte cedido pela Câmara Municipal
A Câmara Municipal cede transporte aos participantes; a partida será do Largo do Rossio às 8:30 horas, e “para além dos pais e encarregados de educação dos alunos que vão, ainda temos 15 a 20 lugares para quem nos quiser apoiar”.
MEC sem aval dos Municípios
Perante a saida da lista definitiva das escolas que o MEC pretende encerrar, o Sindicato dos Professores sublinha que “facilmente se percebe, que na sua grande maioria (na Zona Sul) é sem o "aval" dos municípios, ao contrario do que afirma o Governo”.
Por isso, “o SPZS tem desenvolvido ações em parceria com professores, pais e encarregados de educação, presidentes de juntas de freguesia e de câmaras municipais e a população em geral, no sentido de unir esforços e combater este ataque à Escola Pública”. © NCV
Ver mais notícias sobre este assunto AQUI.

25 de junho de 2014

Nisa: Presidente da Câmara contesta
encerramento das Escolas de Alpalhão e Tolosa


Foi com perplexidade que tomamos conhecimento da inclusão das Escolas de Alpalhão e Tolosa na listagem de Escolas do 1o Ciclo a encerrar no concelho de Nisa.
Todas as reuniões de trabalho realizadas entre a Delegação Regional de Educação do Alentejo e o Município de Nisa tiveram como pressuposto a manutenção, pelo menos durante o ano letivo 2014/2015, das Escolas do 1o Ciclo nas freguesias de Alpalhão e Tolosa. Aliás, a obra do Centro Escolar de Nisa não se encontra ainda concluída e os concursos públicos para a empreitada dos respetivos Arranjos Exteriores bem como para o Fornecimento do Material Informático, Escolar e Didático encontram-se ainda a decorrer, sendo impossível que no início no novo ano letivo o Centro Escolar esteja em condições de funcionar na sua plenitude.
Acresce referir que em Alpalhão foi realizado investimento municipal na ordem de 1 milhão de euros num Centro Cultural Polivalente de apoio à escola, dotado de equipamento de cozinha, refeitório e espaços multiusos sendo certo que o número de alunos se mantém equivalente ao do ano letivo que ora terminou (35 alunos), e em Tolosa estão neste momento matriculadas 23 crianças.
As escolas constituem importantes elementos identitários das comunidades e a expressão de proximidade do último reduto dos serviços públicos nas freguesias rurais. Entendemos que encerrar escolas que asseguram as condições lúdico-pedagógicas é um caminho errado na reorganização da Rede Escolar, por isso, contestamos a intenção de encerramento das Escolas de Tolosa e de Alpalhão.
A Presidente da Câmara Municipal de Nisa,
(Maria Idalina Alves Trindade)

24 de junho de 2014

Póvoa e Meadas na lista "definitiva"
das escolas a encerrar em todo o país

"Depois de comunicada às direções escolares e respetivas autarquias, o Ministério da Educação e Ciência divulga a lista das 311 escolas de 1.º ciclo cujos alunos passarão a estar integrados em centros escolares ou outros estabelecimentos de ensino com melhores condições. O processo de reorganização da rede escolar para o ano letivo de 2014/2015 fica assim concluído.
O processo foi conduzido pela Secretaria de Estado do Ensino e Administração Escolar, tendo por base propostas feitas pelos serviços regionais do Ministério e pelos municípios. Para os alunos beneficiados, o novo ano letivo terá início em infraestruturas com recursos que oferecem melhores condições para o sucesso escolar. Estarão integrados em turmas compostas por colegas da mesma idade, terão acesso a recursos mais variados, tais como bibliotecas e recintos apropriados a atividades físicas, e participarão em ofertas de escola mais diversificadas. Este processo permitirá também aos professores enquadrar-se no seu grupo disciplinar e contar com o apoio de outros docentes, disseminando as melhores práticas letivas. Dá-se assim mais um passo na melhoria da escola pública.
A definição da rede escolar do 1.º ciclo tem em conta a existência de alternativas com melhor qualidade para o ensino e a prática pedagógica, e salvaguarda questões como a distância para a escola de destino e tempo de percurso, as condições da escola de acolhimento, o transporte e as refeições. Nos casos em que não foi possível garantir essas condições, foram mantidas em funcionamento as escolas em causa com uma autorização excecional de funcionamento, ainda que ao abrigo da Resolução do Conselho de Ministros número 44/2010 estas devessem ser agregadas.
Trata-se de mais um passo num processo iniciado há cerca de 10 anos, continuado por este Governo desde o ano letivo de 2011/2012 com bom senso e um olhar particular relativamente às características de contexto. Tal como nos anos anteriores, para 2014/2015 os princípios que orientaram o trabalho realizado pelos Serviços do MEC relativamente a este assunto foram: 
  • Garantir aos alunos, sem prejuízo do seu contexto local, uma efetiva igualdade de oportunidades no acesso a espaços educativos de qualidade, de forma a permitir assegurar a promoção do sucesso escolar; 
  • Reduzir os riscos de abandono e insucesso escolares, mais elevados em escolas com menores recursos e alunos, integrando-os em contextos educativos mais favoráveis e de qualidade superior; 
  • Proporcionar oportunidades de aprendizagem conjunta, trabalho de grupo, convívio social e troca de experiências, tanto a alunos como a professores; 
  • Reduzir o número de turmas com alunos de diferentes anos de escolaridade, consolidando a organização pedagógica desejável; 
  • Erradicar situações de isolamento de estabelecimentos de ensino; 
  • Racionalizar a gestão de recursos com elevação da qualidade do ensino e rentabilizando a dimensão e as condições de outros estabelecimentos de ensino, nomeadamente os centros escolares. 
O processo que agora se conclui foi realizado em articulação com as câmaras municipais, tentando sempre que possível encontrar consensos. Foram realizadas múltiplas reuniões entre os Diretores de Serviço Regionais e autarquias de todo o país, bem como entre a SEEAE e a Associação Nacional de Municípios. Conforme acordado na última destas reuniões, está neste momento a ser negociado um novo protocolo que dê continuidade ao compromisso estabelecido em 2010, prossiga os trabalhos de concentração de escolas e respeite os princípios estabelecidos.
O processo de reorganização da rede irá prosseguir no próximo ano letivo".
Ver lista completa AQUI.

Comunicado do Sindicato dos Professores:
A esperança em Portalegre é a primeira a morrer

O Ministério da Educação e da Ciência divulgou a lista de Escolas do 1ºCiclo do Ensino Básico que pretende encerrar este verão. No caso de Portalegre é de um interioricídio de que se trata, é do homicídio do interior do país.
A confirmar-se este cenário serão comunidades inteiras que ficarão privadas de mais um serviço público. É também o fim de vários postos de trabalho num interior já fustigado pelo desemprego. Em vários municípios significa o fim da única ou das últimas escolas em meio rural, ficando só a escola da sede do concelho. Nalgumas localidades é a escola que mantém os avós ativos, pois têm a tarefa de acompanhar os netos à escola e apoiar nas refeições ou em situação de doença repentina. Se a criança adoece tem familiares por perto e não está entregue a estranhos a quilómetros de distância. Com o encerramento das escolas os idosos ficam desocupados e deixam de se sentir úteis.
A par do encerramento de Centros de Saúde, de Postos Médicos, de Postos dos Correios, de Postos da Guarda Nacional Republicana, de serviços de Finanças, de Tribunais, de Juntas de Freguesias, das Estações e Apeadeiros de Caminhos-de-ferro e de inúmeras empresas é a vez de fecharem mais 12 escolas no distrito.
O Ministro mente
Quando o Ministro da Educação diz que fazem isso pelas crianças, que as crianças vão ficar melhor, pois em vez de ficarem em turmas mistas, de vários anos em cada sala, as crianças iriam ficar em turmas homogéneas, com um só ano por sala, sabe que não é verdade: basta ver que em escolas grandes, como na EB1 do Atalaião ou na EB 1 dos Assentos, em Portalegre, há várias turmas mistas impostas pelo Ministério às escolas, de que os pais e os professores só souberam no primeiro dia de aulas.
Os alunos e os pais irão ficar pior servidos, pois para além de as crianças terem de ser transportadas a vários quilómetros, em muitas localidades os pais não têm transportes públicos para irem reunir e falar com os professores. As comunidades sem escola ficam desfavorecidas.
Algumas das escolas a fechar têm mais de 21 alunos
O «número mágico» para fechar escolas já foi de 10 alunos, agora dizem que é de 21. Mas cada escola é um caso, e há escolas que eventualmente com menos alunos tenham de ser manter abertas e outras escolas com mais alunos, mas com alternativas tenham de fechar.
As comunidades, os pais, os professores, as freguesias e as autarquias têm de ter uma palavra a dizer e não podem ser confrontadas com uma imposição sem diálogo.
Escolas com as de Tolosa ou Alpalhão, com mais de 21 alunos, que nem faziam parte da lista inicial de escolas a fechar, confrontam-se com a possibilidade de fechar portas.
Lista de escolas que o MEC o pretende fechar em Portalegre:
Concelho
Escola Básica 1º Ciclo
Arronches
Esperança
Avis
Figueira e Barros
Campo Maior
Degolados
Castelo de Vide
Póvoa e Meadas
Crato
Gáfete
Elvas
Vila Fernando
Gavião
Vale de Gaviões
Nisa
Alpalhão
Tolosa
Portalegre
Carreiras
Vale de Cavalos
Sousel
Santo Amaro
O SPZS/FENPROF não baixa os braços
O Sindicato dos Professores da Zona Sul, membro da Federação Nacional dos Professores, tem andado em contactos por todo o distrito com Associações de Pais, Autarquias, Professores e com as Comunidades para que não se baixem os braços.
O SPZS continua empenhado em colaborar para a resolução destes problemas e está disponível para participar em todas as formas de luta que se entendam necessárias. Nesse sentido está disponível para participar em manifestações em Évora, frente à DGEST, tal como já foi declarado por várias entidades.
A Direção Distrital do SPZS/FENPROF,

Portalegre, 23 de Junho de 2014

19 de junho de 2014

Fotorreportagem:
pais e encarregados de educação contra
encerramento da escola EB1 de Póvoa e Meadas


Como estava previsto, os pais e encarregados de educação de Póvoa e Meadas deslocaram-se a Castelo de Vide no sentido de mostrar o descontentamento do possível encerramento da Escola EB1 da nossa terra, à port do centro Municipal de Cultura, onde decorria um semináro sobre “A educação e o futuro do concelho”.
Fomos bem recebidos e elogiados pela forma ordeira e nobre como o fizemos, tanto pelo presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, António Pita como pelo Presidente do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas, Amândio José Valente.
A nossa intenção de mostrar o descontentamento não passou despercebida levando estas personalidades a mostrar total empenho e solidariedade para com os pais. E uma garantia trouxémos por parte do presidente António Pita que se disponibilizou para se deslocar pessoalmente a Évora juntamente com os pais e encarregados de educação de Póvoa e Meadas para uma eventual reunião com quem de direito para evitar o encerramento da escola, ato este que não deixa de ser louvável. Os pais de Póvoa e Meadas e população em geral agradecem. © Nuno Fidalgo/NCV

31 de maio de 2014

Moção de pais e da população defende manutenção da escola básica de Póvoa e Meadas

A reunião de ontem, na Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas, sobre a candente questão do encerramento da escola básica local, em que participram os pais e encarregados de educação com elementos da população, autarcas e dirigentes associativos, saldou-se pela aprovação de uma moção cujo texto integral abaixo se publica.
O grupo de cerca de 20 pessoas decidiu no entanto continuar as suas demarches e uma nova reunião será marcada em breve com a direção do Agrupamento de Escolas.
Na sua moção os subscritores defendem que a escola local é “uma escola pequena mas com sucesso” e argumentam nomeadamente com o fluxo de alunos que entram no sistema educativo nos próximos anos.
“No atual ano lectivo temos 9 alunos a frequentar o 1º ciclo, dos quais dois sairão no final do ano, temos 10 alunos a frequentar o Pré-escolar dos quais sairá um aluno para o primeiro ciclo, no ano transato tínhamos 5 alunos no pré-escolar, para o ano 2014/2015 entram 4 alunos de novo para o pré – escolar, no ano 2015/2016 entram 6 de novo, no ano 2016/2017 entram 2 alunos, e no presente ano nasceram até ao momento duas crianças. Com o fecho da escola esta tendência poderá reverter e até ter o efeito contrário, e a médio prazo ficarmos com uma população bastante reduzida e envelhecida”. © NCV 
A Escola de Póvoa e Meadas ameaçada de encerramento.
Vd mais notícias AQUI.
Moção: É uma escola pequena mas com sucesso
“Os Pais e Encarregados de Educação dos alunos da EB1/JI de Póvoa e Meadas, reunidos na sala da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas, no dia 30 de Maio de 2014, com a presença do Srº Vice-Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide e do Srº Presidente da Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas, vêm pela presente marcar a sua posição face ao eventual encerramento da escola do 1º ciclo de Póvoa e Meadas, pelos motivos que seguidamente se enumeram:
As crianças que frequentam a escola reconhecem o seu valor e demonstram ansiedade e desgosto perante a possibilidade de deverem deslocar-se para a sede de concelho;
O sair cedo e regressar tarde compromete a consolidação, aprofundamento e acompanhamento das temáticas lecionadas durante o dia;
A relação de proximidade escola/família favorece o acompanhamento das crianças, que nesta faixa etária é muito importante;
O retirar os jovens da aprendizagem e assimilação das tradições e costumes locais, é como lhes arrancar as raízes culturais, e a primeira infância impõe-se como crucial para a apropriação pelas crianças da sua cultura e raízes;
O investimento notório por parte da comunidade, da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia na manutenção de espaços, na promoção de atividades e desenvolvimento de projetos;
O corte de laços intergerações;
Os alunos têm apresentado bons resultados, quer no 1º ciclo quer ao longo do seu percurso escolar, com prosseguimento de estudos. Tendo sido bem evidente nos resultados das provas de aferição nos vários anos; É uma escola pequena mas com sucesso.
A articulação entre a escola e a sede de agrupamento é estreita, sendo todo o trabalho pedagógico planificado em sede de departamento curricular, definindo-se as atividades conjuntas e os apoios a prestar
O contato com a escola sede é efetuado semanalmente no âmbito de desenvolvimento de projetos conjuntos;
As crianças têm o privilégio de dispor de uma escola bem equipada com espaços amplos de trabalho, ludoteca e áreas exteriores, nas quais é desenvolvida uma horta biológica, em conjunto com a Junta de Freguesia, pais e demais instituições;
As crianças e as famílias contam com a prestação de um serviço de refeições de qualidade e higiene fornecido pelo Lar da Terceira Idade, é assegurada a componente de Apoio á Família e Atividades de Enriquecimento Curricular;
As nossas crianças podem contar com um ambiente escolar acolhedor e maternal.
O relacionamento escola/comunidade – comunidade/escola é excelente e salutar com a participação da comunidade em atividades da escola e vice-versa sempre que as mesmas sejam abertas ou que para tal haja solicitação;
Crescente número de alunos no Pré-Escolar
Esta comunidade está convicta de que a escola constitui uma resposta bastante decisiva para a fixação de jovens famílias que se estão a radicar em Póvoa e Meadas, como prova o crescente número de alunos a frequentar o Pré – Escolar nos últimos anos, e que continuará. No atual ano lectivo temos 9 alunos a frequentar o 1º ciclo, dos quais dois sairão no final do ano, temos 10 alunos a frequentar o Pré-escolar dos quais sairá um aluno para o primeiro ciclo, no ano transato tínhamos 5 alunos no pré-escolar, para o ano 2014/2015 entram 4 alunos de novo para o pré – escolar, no ano 2015/2016 entram 6 de novo, no ano 2016/2017 entram 2 alunos, e no presente ano nasceram até ao momento duas crianças. Com o fecho da escola esta tendência poderá reverter e até ter o efeito contrário, e a médio prazo ficarmos com uma população bastante reduzida e envelhecida.
Aldeia “ tem avançado contra a desertificação”
Pelo descrito no ponto atrás se prova que a nossa pequena aldeia tem, tal como o Governo diz querer, e tem avançado contra a desertificação, e temos tido nos últimos anos um fluxo de casais novos a fixar residência na freguesia, e arriscamos dizer que seremos das localidades com uma das melhores, senão a melhor, média de natalidade per capita nos últimos anos a nível nacional, e achamos que quem quer combater a desertificação do interior não se pode dar ao luxo de “cortar as pernas” a uma localidade que sem ter muita a oferecer a nível laboral, apresenta outros encantos para a fixação destes casais, entre os quais a tranquilidade do dia a dia, a amabilidade de toda a comunidade, o bem estar na natureza, o á vontade das crianças nas ruas baseado na segurança, na proximidade, na amizade e conhecimento entre toda a população, razões que levam os pais a procurar fixar-se por aqui para os filhos aproveitarem todas estas virtudes numa educação escolar acompanhada de tranquilidade, bem estar e de liberdade.
Acreditam que escola centenária vai ficar
A nossa escola é vida, cultura, alegria e o incentivo que une esta comunidade, reforçando a vontade de investir na nossa terra, dando um FUTURO AOS NOSSOS FILHOS.
Resta-nos a esperança que os nossos filhos no próximo ano lectivos frequentem esta mesma escola. Resta-nos a evidência otimista de que nos próximos anos o número de crianças irá aumentar, em resultado da fixação de novas famílias.
Por tudo o que foi exposto e por outras razões que só a voz do coração pode ditar, os Pais, Encarregados de Educação e a população em Geral acreditam que esta escola centenária vai FICAR”.
(Subtítulos da responsabilidade da Redacção)

30 de maio de 2014

Póvoa e Meadas: reunião na Junta de Freguesia
sobre encerramento da escola básica local

Clicar na imagem para ampliar.
Mais informações AQUI.

Pais das crianças da Escola de Póvoa e Meadas convocados para reunião hoje ao fim da tarde
nas instalações da Junta de Freguesia


Realiza-se hoje pelas 19:30 horas uma reunião de pais dos alunos da Escola Básica de Póvoa e Meadas, nas instalaçõs da Junta de Freguesia local.
A reunião foi convocada para analisar a situação do previsto encerramento da escola no ano lectivo de 2014-2015, estando a ser preparado um documento que poderá configurar uma tomada de posição sob a forma de moção devidamente sustentada em dados concretos.
Recorda-se que já está a correr (ver notícia AQUI) uma petição - aberta a toda a população - contra o encerramento desta escola local do 1º ciclo do ensino básico; pode ser subscrita na Junta de Freguesia. © NCV

29 de maio de 2014

Petição contra encerramento da escola de Póvoa e Meadas pode ser subscrita na Junta de Freguesia

Clicar para ampliar.
Os pais de Póvoa e Meadas e a população em geral nisso interessada já pode subscrever na Junta de Freguesia ma petição contra o encerramento da escola local do 1º ciclo do ensino básico.

Os autores da iniciativa pedem através do NCV "a contribuição de todos para estarem ao lado dos pais e crianças de Póvoa e Meadas neste momento difícil que afecta não só as crianças como um símbolo da nossa aldeia". 
Recorda-se que a intenção política de encerrar a escola está de novo - pela terceira evz - em cima da mesa, desta vez assumida a vários níveis como inevitável. A Câmara Municipal e o vereador do peloro (Daniel Carreiras da Silva) já tomaram posição sobre a matéria junto das instâncias regionais do Ministério da Educação. 
A medida afecta apenas a escola do 1º ciclo do ensino básico não estando em causa a continuidade do ensino pré-escolar para o qual estão já abertas as matrículas para o ano lectivo de 2014-2015. © NCV

28 de maio de 2012

Está a correr um abaixo-assinado contra
o encerramento da escola de Póvoa e Meadas


Um grupo de pais e encarregados de educação de alunos do primeiro ciclo e do jardim-de-infância de Póvoa e Meadas estão a promover um abaixo assinado relativo à possibilidade de encerramento da escola da localidade que estará de novo a ser equacionada este ano pelo Ministério de Educação.
“O documento que está disponível para assinatura em todos os estabelecimentos comerciais da localidade que aceitaram colaborara na iniciativa, é encimado por um texto que a seguir se publica na íntegra.
“O Ministério da Educação pretende este ano encerrar a Escola de Póvoa e Meadas, por tal os Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do 1º Ciclo e Jardim de Infância de Póvoa e Meadas reuniram no passado dia 22 para falar sobre o assunto, na sequência da qual foi decidido elaborar um manifesto que solicitamos V. Exas. Subscrevam, no qual enumeramos alguns pontos que achamos essenciais e que a nosso ver são justificação para a escola se manter em funcionamento, dos quais a seguir se transcrevem os mais relevantes:
Ø  O retirar os jovens da aprendizagem e assimilação das tradições e costumes locais, é como lhes arrancar as raízes culturais, e a primeira infância impõe-se como crucial para a apropriação pelas crianças da sua cultura e raízes;
Ø  O sair cedo e regressar tarde compromete a consolidação, aprofundamento e acompanhamento das temáticas leccionadas durante o dia;
Ø  A crescente fixação de casais jovens, como prova o crescente número de crianças que virão a frequentar o Pré – Escolar ate ao ano 2015/2016 – 5 em 2012/2013, 10 em 2013/2014, 13 em 2014/2015 e 17 em 2015/2016. Com o fecho esta tendência poderá reverter e a médio prazo ficar uma população bastante reduzida e envelhecida;
Ø  O aproveitamento dos alunos da escola é bastante bom, quer no 1º ciclo quer ao longo do seu percurso escolar (comprova-o os resultados das provas de aferição de 2010/2011, e o aproveitamento dos mesmos alunos no corrente ano lectivo);
Ø  As excelentes condições da escola, tanto em equipamento recentemente renovado, com espaços amplos de trabalho e ludoteca, como espaços exteriores para recreio e actividades;
Ø   As crianças contam com a prestação de um serviço de refeições de qualidade e higiene, com complemento de Apoio à Família e Actividades de Enriquecimento Curricular;
Ø  As nossas crianças podem usufruir de um ambiente escolar acolhedor e maternal;
Por todas as razões atrás descritas e outras que só a voz do coração pode mencionar, a população de Póvoa e Meadas acredita que a escola vai ficar”. © NCV