Da nossa leitora Maria João Chenrim Coimbra Mota recebemos, com pedido de publicação, a seguinte carta por ela recebida através de um familiar, do Cónego Tarcísio Alves.
Sobre este assunto ver também a carta aberta que publicámos AQUI.
“Senhora do espetáculo triste e vergonhoso,
Suportei
pacientemente o seu triste espetáculo em Castelo de Vide, na casa
funerária, no dia sete de novembro. A ignorância é atrevida e,
por isso, tem uma percentagem de desculpa. Na missa não há
peditórios. Há apenas a recolha das ofertas dos fiéis. Cada qual
oferece ou não oferece e ninguém pode impedi-lo de oferecer o que
quiser em favor dos necessitados.
Na missa, o principal oferente è a pessoa de Jesus Cristo ao Pai do céu por nós. Os cristãos estão unidos a Cristo como os ramos estão unidos à àrvore e por isso, também eles são oferecidos ao Pai do Céu. As ofertas recolhidas na missa são apenas um sinal da oferta pessoal de cada cristão. Estes oferecem-se a Deus, afirmando- se disponíveis para cumprir a sua vontade. Ninguém tem o direito de impedir os cristãos de cumprir a vontade de Deus O dinheiro oferecido na missa não é para o sacerdote. Este acompanha gratuitamente ao cemitério os irmãos falecidos. A missa não tem preço, não se paga. Também o estipêndio da missa (que não é obrigatório) é uma oferta de quem pede a intenção da missa para melhor se associar ao sacrifício de Cristo, o grande orante.
O seu comportamento no funeral pôs de relevo a sua ignorância. Além disso, é costume, em Castelo de Vide, recolher ofertas em tais circunstâncias e não é uma adventícia da Madeira ou de qualquer outra parte do mundo que pode destruir este costume.
“Senhora do espetáculo triste e vergonhoso,
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Na missa, o principal oferente è a pessoa de Jesus Cristo ao Pai do céu por nós. Os cristãos estão unidos a Cristo como os ramos estão unidos à àrvore e por isso, também eles são oferecidos ao Pai do Céu. As ofertas recolhidas na missa são apenas um sinal da oferta pessoal de cada cristão. Estes oferecem-se a Deus, afirmando- se disponíveis para cumprir a sua vontade. Ninguém tem o direito de impedir os cristãos de cumprir a vontade de Deus O dinheiro oferecido na missa não é para o sacerdote. Este acompanha gratuitamente ao cemitério os irmãos falecidos. A missa não tem preço, não se paga. Também o estipêndio da missa (que não é obrigatório) é uma oferta de quem pede a intenção da missa para melhor se associar ao sacrifício de Cristo, o grande orante.
O seu comportamento no funeral pôs de relevo a sua ignorância. Além disso, é costume, em Castelo de Vide, recolher ofertas em tais circunstâncias e não é uma adventícia da Madeira ou de qualquer outra parte do mundo que pode destruir este costume.
O preço do seu
espetáculo foi depois incluido no custo do funeral para Vª Exª
ganhar juizo.”
Deseja-lhe
bom senso"
P.
Tarsício Alves

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