29 de novembro de 2012

9º Simpósio Internacional Vitivinícola do Alentejo
em Évora de 15 e 17 de Maio de 2013

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Vai realizar-se entre os dias 15 e 17 de Maio de 2013 aedição do Simpósio Internacional Vitivinícola do Alentejo que terá lugar na sede da CCDR Alentejo, “uma casa que tem albergado todas as edições deste prestigiado encontro da vitivinicultura alentejana”. Já se encontram publicados o Programa do simpósio e a Ficha de Inscrição.
Trata-se de uma parceria que reúne a CVRA, a ATEVA, a DRAAL, a Universidade de Évora “e a CCDR soube, ao longo destes anos, captar os melhores técnicos e investigadores cujos saberes ajudaram em muito a criação deste produto genial que o Alentejo muito se orgulha de contar entre ao seus produtos mais representativos: o vinho Alentejano”. “Estamos certos que a vitivinicultura alentejana não seria o que hoje é sem os ensinamentos recolhidos nestes simpósios”.
Os objectivos deste Simpósio são: atualizar os conhecimentos técnicos na área da viticultura, enologia e marketing; apresentar trabalhos científicos de investigação e desenvolvimento do setor vitivinícola; aoximar técnicos e profissionais do setor de várias regiões vitícolas do mundo; e contribuir para a divulgação e troca de conhecimentos para os agentes do setor.
Alteração radical desde a década de 80
No panorama regional vivido pela vitivinicultura desde a década de 80 até aos nossos dias, um vasto caminho foi percorrido e nele foi deixado lugar para todos os que nesta fileira têm a sua principal actividade: cooperativas, produtores individuais, produtores engarrafadores.
Fruto do reconhecimento do excelente trabalho técnico/científico que deve ser reconhecido à ATEVA, no apoio técnico prestado aos vitivinicultores, e à CVRA, na sua insubstituível tarefa de certificação da qualidade dos vinhos produzidos, alguns investimentos privados têm vindo a ser feitos na região, tendo como alvo este importante cluster da agricultura alentejana, consolidando este nicho de mercado, que é o vinho alentejano.
É, pois, forçoso reconhecer que a evolução da vitivinicultura alentejana justifica a necessidade destes simpósios e que deles tem resultado para a nossa vitivinicultura benefícios que podem ser contabilizados quer em termos da qualidade do vinho, quer em termos do crescimento dessa oferta.
No início dos anos oitenta existiam no Alentejo, a produzir vinho, as actuais cooperativas e uma meia dúzia de produtores particulares. As vinhas eram conduzidas da forma tradicional e com reduzido recurso à mecanização, as adegas, na sua grande maioria, eram desprovidas de laboratórios e a feitura do vinho não começava na vinha, mas na adega, e dependia da capacidade e dos conhecimentos prático/empíricos do adegueiro, que nem sempre detinha os meios necessários para ultrapassar os problemas técnicos que condicionam a qualidade final do vinho.
24 mil ha de vinha
Hoje, essa realidade é completamente a oposta, mercê da reconversão ocorrida nos últimos anos: existem plantadas e em produção cerca de 24 000ha de vinha e a sua implantação obedece, desde o principio, a um cuidado estudo que vai desde as mobilizações do terreno à instalação de sistemas de rega, das estações de monitorização das condições físicas e químicas em que as vinhas se irão desenvolver à sua preparação para um elevado índice de mecanização.
Novas técnicas e novas práticas
Novas técnicas e novas práticas de condução e exploração da vinha têm vindo a ser introduzidas – poda e vindimas mecânicas, escolha criteriosa das castas regionais a implantar, modernas técnicas e novas práticas enológicas, etc. – têm contribuído para a qualidade final que se conhece, e transformaram os vinhos alentejanos em lideres de mercado.
Criaram-se assim condições para se passar da cultura do adegueiro para a cultura do enólogo.
Esta modernização operou uma alteração radical na paisagem das vinhas alentejanas, ao mesmo tempo que rejuvenesceu profundamente os nossos encepamentos. © NCV

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