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Vai
realizar-se entre os dias 15 e 17 de Maio de 2013 a
9ª edição
do Simpósio Internacional Vitivinícola do Alentejo que
terá
lugar na sede da CCDR Alentejo, “uma casa que tem albergado todas
as edições deste prestigiado encontro da vitivinicultura
alentejana”. Já
se encontram publicados o Programa
do simpósio
e a Ficha
de Inscrição.
Trata-se
de uma
parceria que reúne a CVRA, a ATEVA, a DRAAL, a Universidade de Évora
“e a CCDR soube, ao longo destes anos, captar os melhores técnicos
e investigadores cujos saberes ajudaram em muito a criação deste
produto genial que o Alentejo muito se orgulha de contar entre ao
seus produtos mais representativos: o vinho Alentejano”. “Estamos
certos que a vitivinicultura alentejana não seria o que hoje é sem
os ensinamentos recolhidos nestes simpósios”.
Os
objectivos deste Simpósio são: atualizar os conhecimentos técnicos
na área da viticultura, enologia e marketing; apresentar trabalhos
científicos de investigação e desenvolvimento do setor
vitivinícola; aoximar técnicos e profissionais do setor de várias
regiões vitícolas do mundo; e contribuir para a divulgação e
troca de conhecimentos para os agentes do setor.
Alteração
radical desde a década de 80
No
panorama regional vivido pela vitivinicultura desde a década de 80
até aos nossos dias, um vasto caminho foi percorrido e nele foi
deixado lugar para todos os que nesta fileira têm a sua principal
actividade: cooperativas, produtores individuais, produtores
engarrafadores.
Fruto
do reconhecimento do excelente trabalho técnico/científico que deve
ser reconhecido à ATEVA, no apoio técnico prestado aos
vitivinicultores, e à CVRA, na sua insubstituível tarefa de
certificação da qualidade dos vinhos produzidos, alguns
investimentos privados têm vindo a ser feitos na região, tendo como
alvo este importante cluster da agricultura alentejana, consolidando
este nicho de mercado, que é o vinho alentejano.
É,
pois, forçoso reconhecer que a evolução da vitivinicultura
alentejana justifica a necessidade destes simpósios e que deles tem
resultado para a nossa vitivinicultura benefícios que podem ser
contabilizados quer em termos da qualidade do vinho, quer em termos
do crescimento dessa oferta.
No início
dos anos oitenta existiam no Alentejo, a produzir vinho, as actuais
cooperativas e uma meia dúzia de produtores particulares. As
vinhas eram conduzidas da forma tradicional e com reduzido recurso à
mecanização, as adegas, na sua grande maioria, eram desprovidas de
laboratórios e a feitura do vinho não começava na vinha, mas na
adega, e dependia da capacidade e dos conhecimentos prático/empíricos
do adegueiro, que nem sempre detinha os meios necessários para
ultrapassar os problemas técnicos que condicionam a qualidade final
do vinho.
24 mil ha de vinha
Hoje,
essa realidade é completamente a oposta, mercê da reconversão
ocorrida nos últimos anos: existem plantadas e em produção cerca
de 24 000ha de vinha e a sua implantação obedece, desde o
principio, a um cuidado estudo que vai desde as mobilizações do
terreno à instalação de sistemas de rega, das estações de
monitorização das condições físicas e químicas em que as vinhas
se irão desenvolver à sua preparação para um elevado índice de
mecanização.
Novas técnicas e novas práticas
Novas
técnicas e novas práticas de condução e exploração da vinha têm
vindo a ser introduzidas – poda e vindimas mecânicas, escolha
criteriosa das castas regionais a implantar, modernas técnicas e
novas práticas enológicas, etc. – têm contribuído para a
qualidade final que se conhece, e transformaram os vinhos alentejanos
em lideres de mercado.
Criaram-se
assim condições para se passar da cultura do adegueiro para a
cultura do enólogo.
Esta
modernização operou uma alteração radical na paisagem das vinhas
alentejanas, ao mesmo tempo que rejuvenesceu profundamente os nossos
encepamentos. ©
NCV


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