5 de julho de 2015

Exposição de desenhos do arquiteto Luís Pedro Cruz no Pátio da Casa da Associação Ficar

“A riscar" é uma exposição de desenhos (Castelo de Vide e Nisa) do arquiteto Luís Pedro Cruz que está patente no Pátio da Casa da Associação Ficar em Portalegre (na rua do Comércio) até fim do corrente mês de Julho.
Recorda-se que o autor tem também desenhos seus espalhados em Castelo da Vide desde longa data na "Confraria" e no restaurante da Boavista para quem quiser saber.
Um percurso
Luís Pedro Cruz nasceu em Lisboa em 1959. Na verdade nasceu em Moscavide, viveu lá os três primeiros anos, acabando por ser na Parede que acaba por passar a infância e a adolescência. Posteriormente vem a formar-se em arquitectura passando pelo Porto e Lisboa numa altura em que o curso estava ainda inserido nas Escolas de Belas Artes. Talvez valha a pena referir que, ainda antes, passou pelo A.R.C.O.. 
Durante o período universitário e até mesmo depois foi dando aulas ligadas ao desenho. Incursão que acaba algures a leccionar didáctica da educação visual a professores do 1.º ciclo. Esta actividade vai-se intercalando com passagens por ateliers e com tentativas isoladas à procura de um rumo, trabalhando por conta própria, até vir parar ao Alentejo onde, a partir de então, tem vindo a traçar um percurso centrado na reabilitação urbana a várias escalas (planeamento, gestão urbana, arquitectura e intervenções diversas no espaço público). 
Seguramente, são mais de vinte anos dedicados a esta causa, tendo passado pelas Câmaras de Nisa e Castelo de Vide, a que se segue, em Évora, a Direcção Regional de Edifícios e Monumentos do Sul (DREMS), integrada na extinta Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN). Voltará a Nisa mais tarde, encontrando-se actualmente em Castelo de Vide, onde reside.

"Pensar com o lápis"
Em relação à exposição, poder-se-á salientar que o desenho assume aqui uma expressão analítica indissociável do planeamento e da arquitectura, quase como uma tentativa de interiorizar o lugar de modo a influenciar o projeto. Ocorre mesmo dizer que, desde o início, a metodologia de trabalho adoptada assumiu sempre o desenho como ferramenta, quase como forma de raciocínio. O chamado "pensar com o lápis" ou com aquilo que está mão, desde que permita riscar. Acresce ainda que a complementar esta actividade há, desde há muito, todo um esforço de sensibilização, também ele apoiado no desenho, disperso por algumas publicações incluindo jornais da região.

Desenho e arquitectura
Sublinha-se, ainda antes de ser arquitecto, algumas participações em exposições, sobretudo colectivas, em locais entretanto esquecidos. Mais tarde outras exposições aconteceram, embora já associadas ao universo da reabilitação urbana, ficando a ideia que, neste caso, desenho e arquitectura é um todo. © NCV




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