A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens em Risco e a Câmara Municipal de Castelo de Vide oferecem amanhã dia 30 de Abril às crianças do Centro Paroquial de Assistência e do Agrupamento de Escolas (ensino pré-escolar e 1º ciclo) uma tarde de cinema, no Cine teatro Mouzinho da Silveira, com a exibição do filme “Winter o Gofinho”.
Na ocasião serão distribuídos balões e panfletos informativos. “Porque pequenas coisas e pequenos nadas podem fazer a diferença!”, como refere a Comissão numa nota informativa.
A iniciativa local integra-se no Mês Internacional da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância; pelo país fora foram muitas as associações e entidades que congregaram esforços para não deixar morrer um movimento que já teve início em muitos países desde o início do século.
De facto, foi nos Estados Unidos, em 1983, que começou a assinalar-se o mês de abril como o mês da Prevenção dos Maus-tratos na Infância, através de campanhas de sensibilização, aposta que viria a estender-se a toda a Europa.
Também foi na década de oitenta que se assistiu a um desenvolvimento notável em matéria de Direitos Humanos e a Criança mereceu uma atenção especial já que se registaram grandes feitos a favor dos seus direitos e contra a violência na infância e juventude, que culminaram na aprovação da Convenção sobre os Direitos da Criança, em 1989.
Portugal não foi exceção a esta corrente e também se deixou contagiar por este movimento mundial. Assim, em 1983, é criado o Instituto de Apoio à Criança (IAC), que se tem vindo a destacar na defesa da dignidade da Criança e luta contra todo o tipo de violência. Posteriormente, em 1988, foi criada a linha SOS Criança, destinada ao atendimento e encaminhamento dos casos de violência e maus-tratos.
Em 2008, a Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco, em parceria com a Associação de Mulheres contra a Violência e a Câmara Municipal de Lisboa, lança a Campanha para a Prevenção dos Maus Tratos na Infância e define Abril como o mês da Prevenção dos Maus Tratos na Infância, que tem como símbolo um laço azul.
É irónico meditar que, apesar dos feitos notáveis que a humanidade atingiu em termos sociais, culturais, científicos e tecnológicos, em Portugal, na Europa e no resto do mundo continuem a registar-se taxas assustadoras e escandalosas de maus tratos sobre as crianças. A Organização Mundial da Saúde estimava num relatório em 2002 que 40 milhões de crianças fossem vítimas de alguma forma de violência e de acordo com dados então recolhidos, haveria 53000 crianças mortas por homicídio. Mas claro que estes números são anteriores à guerra na Siria, e aos conflitos armados na Republica Centro-Africana e no Congo, o que nos faz temer que atualmente tenham aumentado.(http://visao.sapo. pt/abril-mes-da-liberdade-e-da-prevencao-dos-maus-tratos-na-infancia=f776919#ixzz3YeICICjY)
“Nunca é demais frisar e, sobretudo, nunca nos devemos esquecer que o problema da violência na infância e juventude não é uma questão meramente individual, mas sim social e de âmbito comunitário. É da responsabilidade de todos e de cada um de nós que, enquanto indivíduos e cidadãos de direito, possuímos o dever de permanecer conscientes, ficar alerta e denunciar”, lê-se ainda no documento da Comissão. © NCV


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