O município de Castelo de Vide está contra o encerramento do tribunal e da comarca que abrange também o concelho de Marvão. Apesar de estar ausente no estrangeiro, o presidente da autarquia, António Pita, referiu que estão a ser desenvolvidos todos os esforços para reverter a decisão do Ministério da Justiça.
"O município considera que todos vão sair a perder. Aumentam os custos para as pessoas e dificulta o acesso à justiça a uma população essencialmente idosa que terá de se deslocar a Portalegre, sem muitos transportes disponíveis. É mais uma machadada no interior do País".
Para o advogado Pedro Mendonça, delegado da Ordem, as dúvidas também se levantam em relação à solução que o Ministério da Justiça apresenta. Castelo de Vide será agregado à comarca de Portalegre, mas na capital de distrito, a cerca de 20 quilómetros, o tribunal não tem condições. "Vão ter de fazer obras e ainda nem começaram, e os custos que terá esta deslocalização são muito superiores aos de manter o tribunal na vila".
No tribunal de Castelo de Vide trabalham cinco funcionários. O juiz e o delegado do Ministério Público acumulam funções com a comarca de Nisa, onde será criada uma secção de proximidade.
in Correio da Manhã


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