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Já é conhecido o projecto de relatório da equipa de avaliação externa da IGEC (Inspeção-Geral da Educação e Ciência), integrada por Isabel Ferreira, João Nunes e Rosa Micaelo, que atribui a classificação de Bom ao Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide nos três domínios considerados: resultados, prestação do serviço educativo e liderança e gestão. Os níveis possíveis de classificação da avaliação vão de insuficiente a excelente passando por suficiente e muito bom.
Segundo a Direcção do Agrupamento, também está disponível “o resultado da aplicação dos questionários de satisfação e modelos para comparação estatística dos resultados académicos em escolas de contexto análogo, relativos aos anos letivos 2010-2011, 2011-2012 e 2012-2013”.
A versão integral do projecto de relatório pode ser lida e descarregada AQUI.
Os fundamentos que justificam a atribuição da classificação Bom nos três domínio são as seguintes: “a ação do Agrupamento tem produzido um impacto em linha com os valores esperados na melhoria das aprendizagens e dos resultados dos alunos e nos respetivos percursos escolares” e “apresenta uma maioria de pontos fortes nos campos em análise, em resultado de práticas organizacionais eficazes”.
Pontos
fortes
A
equipa de avaliação realça os seguintes pontos fortes no
desempenho do Agrupamento:
- Trabalho realizado na educação pré-escolar no âmbito da avaliação dos progressos das crianças e no estímulo às aprendizagens, com base em metodologias ativas e na diferenciação pedagógica;
- Participação dos alunos na vida da escola através da Comissão de Alunos e da Assembleia de delegados e subdelegados, o que tem potenciado a sua autonomia, criatividade e responsabilidade;
- Oferta de várias modalidades de Desporto Escolar, enquanto estratégia de desenvolvimento de competências sociais dos alunos, com repercussões positivas na sua motivação e bem-estar físico;
- Diversidade e abrangência dos projetos e das atividades que estimulam e enriquecem as aprendizagens e fomentam a contextualização do currículo, na educação pré-escolar e no ensino básico;
- Valorização da dimensão artística, patente no tema aglutinador do projeto educativo Educ’Arte, que motiva as crianças e os alunos e contribui para a sua formação integral;
- Protocolos celebrados nos domínios desportivo e cultural, que permitem à comunidade escolar a utilização de equipamentos concelhios de elevada qualidade.
Áreas
de melhoria
A
equipa de avaliação entende que as áreas onde o Agrupamento deve
incidir prioritariamente os seus esforços para a melhoria são as
seguintes:
- Integração no plano de estudo e desenvolvimento do currículo das decisões respeitantes à articulação curricular vertical, tomadas pelos docentes dos diferentes níveis de educação e de ensino;
- Implementação de práticas de diferenciação pedagógica em sala de aula, com recurso a estratégias de ensino diversificadas, a metodologias ativas e à aprendizagem cooperativa, de modo a promover a autonomia e o sucesso dos alunos do ensino básico;
- Reforço da aferição dos critérios, dos instrumentos e das práticas de avaliação formativa e sumativa, para a autorregulação do ensino e das aprendizagens;
- Desenvolvimento do projeto de autoavaliação do Agrupamento centrado na qualidade dos processos de ensino e de aprendizagem, com vista à conceção e implementação de ações conducentes à melhoria dos resultados escolares.
Caracterização
do Agrupamento
O Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide localiza-se no concelho
homónimo, distrito de Portalegre.
Para além da escola-sede, Escola Básica Garcia da Orta (com os 2º
e 3º ciclos), é constituído por um jardim de infância e uma
escola básica do 1.o ciclo com educação pré-escolar. Foi avaliado
em Março de 2010, no âmbito da avaliação externa das escolas.
No ano letivo de 2014-2015, o Agrupamento é frequentado por 268
crianças e alunos: 43 na educação pré-escolar (três grupos); 100
no 1.o ciclo do ensino básico (seis turmas); 43 no 2.o ciclo (três
turmas) e 82 no 3.o ciclo (seis turmas).
Apenas 5% dos alunos são oriundos de outros países, como por
exemplo a Rússia, a Bielorrússia e a
Argentina. No que concerne à ação social escolar, 55% não
beneficiam de auxílios económicos. No que respeita ao acesso às
tecnologias de informação e comunicação, 85% possuem computador
com ligação à internet em casa. Os dados relativos às
habilitações acadêmicas dos pais e das mães revelam que 17% têm formação superior e 26% possuem o ensino secundário. Quanto
à sua ocupação profissional, 25% exercem atividades de nível
superior e intermédio.
Dos 45 docentes que desempenham funções no Agrupamento, apenas três
(7%) são contratados, o que revela uma estabilidade significativa. O
pessoal não docente totaliza 25 trabalhadores, entre os quais uma
psicóloga, que presta serviço a meio horário na escola-sede.
De acordo com os dados disponibilizados pela Direção-Geral de
Estatísticas da Educação e Ciência, relativos ao ano letivo de
2012-2013, o Agrupamento, quando comparado com as outras escolas
públicas, apresenta valores das variáveis de contexto bastante
favoráveis, embora não seja dos mais favorecidos.
Destacam-se o número de alunos por turma, a média do número de
anos da habilitação dos pais e das mães e a percentagem de
docentes do quadro. ©
NCV


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