O
Secretariado da Federação e a Mesa da Comissão Política
Distritais do PS - Partido Socialista estiveram reunidos na passada
sexta-feira dia 13 de Janeiro com Presidentes das Concelhias,
Vereadores dos “Municípios onde não somos Poder”.
A reunião
decorreu pelas 21 horas nas instalações da Junta de Freguesia de
Avis e contou com a presença dos deputados Pedro Marques e Gabriela
Canavilhas.
De Castelo de Vide, nem a concelhia nem os dois vereadores do partido se fizeram representar.
Da
análise politica distrital e de cada um dos 15 Concelhos que foi
efectuada nasceu um comunicado divulgado ontem, que a seguir
reproduzimos.
“O
encerramento do Ramal de Cáceres e da valência de passageiros da
Linha do Leste representam a supressão de um claro factor de
competitividade e dinâmica económica.
É
lamentável o abandono a que foi votada a Fundação Alter Real
(Coudelaria), uma referência/oportunidade com um evidente potencial
de desenvolvimento sustentável para o Distrito. O actual estado de
degradação coloca em causa de forma muito séria aspectos como o
emprego das pessoas e a solidez socioeconómica de uma entidade
histórica e merecedora do respeito de todos.
O
amiguismo e o
clientelismo
partidário já se afirmaram como uma marca inquestionável do
Governo PSD/CDS. O vazio directivo que estas lutas de poder causam na
Coudelaria, demonstram de forma bastante nítida o desrespeito pela
Instituição e por quem lá trabalha.
O
agravamento dos custos com a Saúde e Transportes conjugado com os
cortes cegos nas Pensões é um ataque sem precedentes à dignidade
das pessoas e uma notória injustiça que enfraquece as condições
de vida, nomeadamente, de muitos milhares de pensionistas e idosos do
Distrito.
O
estado de ruptura financeira em que se encontram muitas Corporações
de Bombeiros da Região constitui um motivo suplementar de
preocupação para o Partido Socialista e para as populações que
ficam cada vez mais abandonadas à sua sorte, sem que se note
qualquer traço de sensibilidade social por parte do Governo e de
quem o representa no Distrito.
O
agravamento fiscal, nomeadamente do IVA na restauração, o aumento
da factura da energia e a eliminação de benefícios fiscais que
incentivem a fixação empresarial no Interior, entre outros
factores, colocam em causa a sobrevivência de muitas empresas que
contribuem decisivamente para o mercado de emprego da Região.
As
limitações impostas pelo Orçamento do Estado/2012 (OE12) no que
respeita ao acesso ao crédito e redução da dívida a curto prazo
condicionam a capacidade de reinvestimento das Autarquias,
retirando-lhes a possibilidade de continuarem a contribuir para a
consolidação sustentada da economia local/regional.
Depois
de o PS ter manifestado o seu total desacordo a propósito da
agregação/extinção de freguesias rurais, é de central
importância perceber qual a posição dos autarcas do PSD e do CDS
relativamente a esta matéria.
Após
muitas críticas que ocorreram num passado recente, importa
questionar que investimentos estão previstos e assumidos no
OE12/PIDDAC para o Distrito?”.



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