
O Coordenador Autárquico
Distrital do Bloco de Esquerda, António Ricardo, acaba de distribuir
um comunciado de imprensa sobre a extinção ou fusão de freguesias
no distrito, que a seguir publicamos.
“O
governo PSD/CDS,
na sua
política de
cortes cegos
sobre os
direitos, liberdades
e garantias
dos portugueses,
em nome
da troika,
tem vindo
a tomar
um conjunto
de medidas
desastrosas e
criminosas para
o distrito
de Portalegre.
Este tipo
de políticas
tem tido
repercussões na
Saúde, Educação
e Transportes,
com o
encerramento de
serviços nos
diversos centros
de saúde,
extinções de
centros de
saúde, escolas
e encerramento
da linha
de comboio
para passageiros,
bem como
a ausência
de um
serviço de
transportes que
ligue as
freguesias rurais
à sede
do concelho.
Esta
política atinge
as populações
mais isoladas
do interior
e por
conseguinte as
mais necessitadas
ameaçadas ainda
por uma
forte machadada
na democracia
local, com
a extinção
ou fusão
de freguesias,
em particular
nas zonas
rurais, que
mais têm
prestado um
serviço inestimável
às populações
locais.
O
distrito de
Portalegre é
um dos
distritos mais
atingidos na
região do
Alentejo, pela
voragem do
governo da
troika e o
seu executor,
o ministro
Miguel Relvas,
qual buldózer
da democracia.
Assim, os
concelhos que
se preveem
mais atingidos
são: Portalegre,
Elvas, Castelo
de Vide,
Alter do
Chão, Crato,
Avis, Nisa,
Marvão, Fronteira,
Gavião, Monforte,
Campo Maior
e Sousel.
Nesta
cruzada contra
tudo o
que mexe
na democracia
local, Ponte
de Sor
também poderá
ser atingido,
já que
o governo
coloca como
meta mínima
a extinção
de 25
% das
freguesias rurais
a todos
os concelhos
classificados no
Nível 3,
como são
os dos
distritos de
Portalegre. Isto
é: poderá
acontecer, que
as populações
só se
apercebam que
a sua
freguesia acabou,
no dia
seguinte à
decisão do
governo.
O Bloco
de Esquerda,
de norte
a sul
do país,
bem como
nas ilhas
dos açores
e Madeiras,
e em
todos os
órgãos autárquicos
em que
tem eleitos
seus, tem
vindo a
propor que
as populações
sejam consultadas
através de
referendos locais,
sobre a
extinção ou
fusão da
sua freguesia,
e têm
sido dezenas
e dezenas
de órgãos
autárquicos de
todo o
país, bem
como a
Assembleia Regional
dos Açores
a pronunciarem-se
favoravelmente pelo
referendo local.
Curiosamente,
na Assembleia
da República,
esta proposta
de Lei
do Bloco,
apenas recebeu
o voto
favorável do
próprio Bloco
de Esquerda,
já que
o CDS,
PSD, PS,
PCP e
Verdes, decidiram
votar contra,
defraudando assim
o desejo
de milhares
de autarcas
dos seu
partidos, que
localmente tinham
votado a
favor.
Para o Bloco de Esquerda,
não existe verdadeira democracia local, sem a participação das
populações! Como diz o povo: " quem não quer ser lobo, não
lhe vista a pele"...
A
Coordenadora do
Bloco de
Esquerda do
distrito de
Portalegre vem
apelar á
população do
nosso distrito
para continuar
a luta
em defesa
das suas
freguesias, a
exemplo da
grande Manifestação
promovida pela
Associação Nacional
de Freguesias,
realizada no
passado dia
31 de
Março passado
em Lisboa,
onde foi
demonstrada todas
a força
de um
país contra
o ataque
à democracia
local.
O Bloco de Esquerda tudo
fará no apoio à luta contra este autêntico golpe de estado ao
poder local e à democracia que este governo da troika quer impor ao
povo português!”.
O Coordenador Autárquico
Distrital
António Ricardo

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