10 de agosto de 2012

Feira de S. Lourenço regressa à Praça D. Pedro V

A tradicional Feira de S. Lourenço, que tem lugar hoje, sexta-feira dia 10 de Agosto, realiza-se este ano de novo na Praça D. Pedro V, conforme anunciou a Câmara Municipal no final de Julho, através de um Aviso à população.
A decisão foi tomada “a título experimental” e com a finalidade de “revitalizar o centro de Castelo de Vide” e alegadamente para “libertar as áreas de estacionamento da Rua Luís de Camões e da Arrochela”.
Em simultâneo, e pelo mesmo meio, a Câmara Municipal avisou os feirantes de que “só será permitido montar tendas de venda até às 8 horas do dia 10 de Agosto”. 
Como o NCV noticiou noutra ocasião, esta decisão "experimental" também não será estranha ao projecto do vereador Daniel Carreiras da Silva de fazer regressar à "sala de visitas" da sede do concelho não só as feiras como todos os mercados semanais das sextas-feiras, como forma de revitalizar a vida social e comercial do centro da Vila. 
A história de Lourenço de Huesca
São Lourenço ou Lourenço de Huesca nasceu em Huesca ou em Valência (Espanha) cerca do ano 225 e faleceu em Roma a 10 de Agosto de 258. Foi um mártir católico e um dos sete primeirosdiáconos (guardiões do património) da Igreja Católica em Roma.
É comemorado no dia 10 de Agosto e existem muitas igrejas que lhe são dedicadas. A sua representação estatuária apresenta quase sempre uma grelha (o instrumento que lhe causou a morte) e uma Bíblia nas suas mãos.
O cargo de diácono era de grande responsabilidade, pois consistia no cuidado dos bens da Igreja e a distribuição de esmolas aos pobres. No ano 257, o imperador romano Valeriano I decretou aperseguição aos cristãos e, ao ano seguinte, foi detido e decapitado o Papa Sisto II.
Quando o Papa São Sisto se dirigia ao local da execução, São Lourenço estava junto dele. Após a execução do Papa, o imperador ameaçou a Igreja para entregar as suas riquezas no prazo de 3 dias. 
Passados três dias, São Lourenço levou as pessoas que foram auxiliadas pela Igreja e os fiéis cristãos diante do imperador e disse-lhe: "estes são o património (riquezas) da Igreja". O imperador, furioso e indignado, mandou prendê-lo, e ser queimado vivo sobre um braseiro ardente, por cima de uma grelha. A tradição católica diz que o santo conservou o seu bom humor mesmo enquanto era executado, dizendo aos que o queimavam: "podem-me virar agora, pois este lado já está bem assado". © NCV

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