26 de novembro de 2012

Castelo de Vide e Entidade Regional de Turismo
do Alentejo homenagearam D. Isabelinha







A fundadora da Casa do Parque e proprietária da Residencial Isabelinha, Isabel Pereira Guimarães, mais conhecida por D. Isabelinha, foi homenageada pela Câmara Municipal de Castelo de Vide e pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo pelo seu contributo à dinamização do turismo na zona. A cerimónia atribuiu o título de Embaixadora do Turismo do Alentejo a Isabel Guimarães no Salão Nobre dos Paços do Concelho no passado sábado, dia 24 de Novembro, reunindo familiares e amigos numa larga assistência.
António Ribeiro, presidente da Câmara Municipal e primo da homenageada, não quis deixar passar uma referência à memória de Ilídio Guimarães, marido de Isabelinha. “Era uma pessoa discreta, afável e marcou-me muito na minha infância”, afirmou, antes de realçar a acção de Isabel Guimarães na comunidade castelovidense: “toda a agente a estimava porque ela também era amiga de todos. E tanta gente que ela ajudou! Fez favores a muita gente desinteressadamente. Muito obrigado por tudo o que fez por Castelo de Vide e pelo turismo de Castelo de Vide”.
José Lages, antigo delegado do Procurador da República, acredita que a homenageada “foi e sempre será uma verdadeira embaixadora do melhor que tem alma da comunidade de Castelo de Vide. Um espirito aberto, solidário familiar e fraterno do melhor que existe no povo alentejano.” Considerou a Casa do Parque “um refúgio acolhedor e mesmo familiar dos habituais visitantes de Castelo de Vide”, para além de que “foi sempre uma mostra da boa cozinha e dos míticos pitéus alentejanos”. José Lages lembra-se de D. Isabelinha recomendar aos novos clientes o que mais lhe parecia merecedor de uma visita turística e não esquece a sua estadia na casa que dirigia. “Recordo a minha estadia em Castelo de Vide, acompanhado pela minha mulher então grávida. Nunca esquecerei a sua hospitalidade mais que amiga. Eu diria que se aproximava de um acolhimento sentido e de cariz familiar”.
Para o neto mais novo, João Guimarães, “ser neto da minha avó é um privilégio violentamente grande”. Tendo crescido no ambiente da Casa do Parque foi influenciado por muitas pessoas que por lá passaram. “A minha avó ajudou muitas pessoas, mas também muitas nos ajudaram. Tive direito a conhecer políticos, artistas, e através de todos eles fui crescendo enquanto pessoa”, afirma. Destacou ainda a relação equilibrada que o casal Guimarães manteve ao longo do casamento e considerou a avó “a maior relações públicas do mundo. Quando ia a qualquer lado toda a gente conhecia a Isabelinha”. “Agradeço em nome da família esta homenagem mas para mim a melhor homenagem que se pode fazer a uma pessoa como a minha avó é todos os dias estar lá para ela”, declarou.
António Ceia da Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, destacou a capacidade de inovar de Isabel Guimarães e do marido. “Essa capacidade de ser diferente, de há 70 anos pensar que uma aposta no turismo, uma aposta em servir bem as pessoas, em atender bem as pessoas, em fazer o verdadeiro marketing que faria escola hoje é uma lição de vida. Hoje é o que se ensina nas Universidades de Turismo. Hoje são esses os princípios base da actividade turística. Servir bem, fidelizar os clientes, ser competitivo, tudo isto nos ensinou esta grande senhora. Quando somos capazes de ter visão e acção somos capazes de mudar o mundo. Foi isso que fez a D. Isabelinha. Ela e o seu marido fizeram acontecer. Fizeram a diferença. Esta homenagem é justíssima. Esta senhora soube trabalhar e ultrapassar as dificuldades. Merecemos muito ter entre nós no Alentejo uma senhora que tem o relevo e a distinção que tem a D. Isabelinha”, concluiu.
No final da cerimónia foi dada a palavra a amigos e conhecidos de Isabel Guimarães que mostraram vontade de a homenagear.
O evento foi seguido por um concerto na Igreja Matriz conduzido pela orquestra Sinfónica da ESART - Instituto Politécnico de Castelo Branco.
© Susana Serra/NCV (texto e fotos)

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