No passado sábado, dia
12 de janeiro, “o Museu da Sinagoga foi o cenário para algumas
entrevistas, no âmbito de um projeto da Rede de Judiarias de
Portugal que pretende reunir o maior espólio possível, a nível
nacional, no que diz respeito à herança judaica em Portugal”.
De acordo com uma nota de
imprensa divulgda pelo Gabinete de Comunicação e protocolo da
Cãmara Municipal, “na ocasião, foram entrevistados Carolino
Tapadejo, antigo autarca e conhecido estudioso do passado da vila,
António Pita, Vice-Presidente da autarquia, e ainda Ana Bela Santos,
autora do livro Fala Yael, Castelo de Vide – Os Judeus e a
Inquisição”.
“Jorge Patrão,
secretário da Rede de Judiarias de Portugal, acompanhou as filmagens
e, quando questionado, adiantou que "quando vemos casos como o
de Castelo de Vide, percebemos que Portugal tem desprezado ao longo
dos séculos muito da história de Portugal no que diz respeito a
esta vertente. E esta vertente não é falar dos outros, é falar de
nós próprios porque esta é a nossa história".
Imagens para banco de
dados nacional
De acordo com a mesma
fonte, “referindo-se à Rede, o responsável frisou que "aquilo
que nós fizemos foi criar uma associação cujo objetivo é
recuperar as memórias do património, das ruas, da vivência,
memórias sociais e religiosas desta componente da história de
Portugal".
“O projeto que envolveu
filmagens em Castelo de Vide “vai conduzir a um banco de dados
nacional, a uma organização de produto cultural que se transformará
também em produto turístico e que vai ajudar a credibilizar
Portugal”, como explicou Jorge Patrão.
“Gravar memórias
das pessoas”
“No entanto, será um
trabalho moroso e do qual grande parte ainda está por fazer. O
Secretário da Rede lembrou que “o Estado não tem nenhuma
organização em base de dados do que é património português. As
memórias não são apenas as pedras em si, é também a memória das
pessoas”. E é precisamente aí que entra a importância deste
projeto que, com entrevistas iniciais em Vila Nova de Paiva, Castelo
de Vide e Trancoso, começa “a gravar memórias das pessoas, dos
habitantes, dos autarcas, do trabalho e daquilo que é a imagem desta
temática de forma a que a mesma não se perca”, adiantou Jorge
Patrão.
“Um trabalho vastíssimo
por todo o país que permitirá, nos próximos seis ou oito anos,
“ter um Portugal diferente nesta componente judaica da história
portuguesa”, terminou. ©
GCP/NCV





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