21 de janeiro de 2013

Rede de Judiarias de Portugal filma em Castelo de Vide para futuro espólio nacional da herança judaica



No passado sábado, dia 12 de janeiro, “o Museu da Sinagoga foi o cenário para algumas entrevistas, no âmbito de um projeto da Rede de Judiarias de Portugal que pretende reunir o maior espólio possível, a nível nacional, no que diz respeito à herança judaica em Portugal”.
De acordo com uma nota de imprensa divulgda pelo Gabinete de Comunicação e protocolo da Cãmara Municipal, “na ocasião, foram entrevistados Carolino Tapadejo, antigo autarca e conhecido estudioso do passado da vila, António Pita, Vice-Presidente da autarquia, e ainda Ana Bela Santos, autora do livro Fala Yael, Castelo de Vide – Os Judeus e a Inquisição”.
“Jorge Patrão, secretário da Rede de Judiarias de Portugal, acompanhou as filmagens e, quando questionado, adiantou que "quando vemos casos como o de Castelo de Vide, percebemos que Portugal tem desprezado ao longo dos séculos muito da história de Portugal no que diz respeito a esta vertente. E esta vertente não é falar dos outros, é falar de nós próprios porque esta é a nossa história".
Imagens para banco de dados nacional
De acordo com a mesma fonte, “referindo-se à Rede, o responsável frisou que "aquilo que nós fizemos foi criar uma associação cujo objetivo é recuperar as memórias do património, das ruas, da vivência, memórias sociais e religiosas desta componente da história de Portugal".
“O projeto que envolveu filmagens em Castelo de Vide “vai conduzir a um banco de dados nacional, a uma organização de produto cultural que se transformará também em produto turístico e que vai ajudar a credibilizar Portugal”, como explicou Jorge Patrão.
Gravar memórias das pessoas”
“No entanto, será um trabalho moroso e do qual grande parte ainda está por fazer. O Secretário da Rede lembrou que “o Estado não tem nenhuma organização em base de dados do que é património português. As memórias não são apenas as pedras em si, é também a memória das pessoas”. E é precisamente aí que entra a importância deste projeto que, com entrevistas iniciais em Vila Nova de Paiva, Castelo de Vide e Trancoso, começa “a gravar memórias das pessoas, dos habitantes, dos autarcas, do trabalho e daquilo que é a imagem desta temática de forma a que a mesma não se perca”, adiantou Jorge Patrão.
“Um trabalho vastíssimo por todo o país que permitirá, nos próximos seis ou oito anos, “ter um Portugal diferente nesta componente judaica da história portuguesa”, terminou. © GCP/NCV

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