Marcelo
Rebelo de Sousa participou ontem ao final da tarde em Castelo de Vide
numa cerimónia de apresentação do livro de Secundino Cunha
intitulado “Casas de Escritores no Alentejo”, que teve lugar ao
final da tarde no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
A obra
inclui um capítulo de interesse local dedicado à Quinta da Estação
onde viveram Francisco Bugalho e seu filho Cristovam Pavia.
O
conhecido professor de direito, ex-Presidente do PSD, comentador
político e presidente do Conselho de Administração da Fundação
da Casa de Bragança, estará presente também hoje na Procissão da
Ressurreição, organizada pela Câmara Municipal de Castelo de Vide,
seguida de missa.
Livro
é “três em um”
Para
Marcelo Rebelo de Sousa "este livro é uma descrição de casas
ao longo de todo o Alentejo, de escritores que nasceram cá ou vieram
para cá viver. Vai desde escritores do século XIX a escritores do
século XX. Há casas que são palácios, há montes alentejanos, há
casas que ficam em cidades e vilas, como é o caso da casa de
Francisco Bugalho e Cristóvão Pavia em Castelo de Vide ou a de José
Régio em Portalegre. É um retrato dos vários alentejos, desde o
Alentejo aqui do distrito de Portalegre, no Interior, até ao
Alentejo junto ao oceano, até ao Baixo Alentejo, e depois o Centro
do Alentejo como Évora ou Monsaraz. Para simplificar, é um “três
em um” porque tem o retrato do Alentejo, tem o retrato da vida de
escritores e tem a descrição da sua obra. É um contributo
importantíssimo para gente que não conhece o Alentejo".
“Daqui
até ao 25 de Abril vamos ter muitas novidades”
À
margem da apresentação do livro, Marcelo Rebelo de Sousa falou da
situação actual do país: "a Europa não arranca e não vai
arrancar nos próximos meses até às eleições alemãs, pelo menos,
e como não arranca a Europa, aqueles que estão a tentar arrancar
com mais dificuldades estão a viver um período mais difícil do que
pensavam. Portugal é um exemplo mas há outros... A própria
Espanha, a própria Itália. Em Portugal, a somar a isso,
politicamente as pessoas estão dependuradas de dois factos que
provavelmente ocorrerão daqui a dias: a decisão do Tribunal
Constitucional - vai ter influência porque pode significar chumbar
muito ou chumbar pouco o Orçamento de Estado -, e a remodelação do
Governo, que já toda a gente percebeu que está iminente e eu acho
que o ideal era que fosse mais rápida do que mais lenta. Portanto,
daqui até ao 25 de Abril vamos ter muitas novidades, além das
novidades europeias". ©
Ana
Nunes/NCV

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