27 de julho de 2013

Apontamentos de um fim de semana:
duas comemorações e um casamento

Na foto, utentes, cuidadores e voluntários cantam no coro
da Fundação durante a cerimónia protocolar das comemorações.

A Fundação de Nª Srª da Esperança, instituída por João Diogo Sequeira Sameiro, comemorou no passado sábado o seu 150º aniversário. Por vontade daquele, teve a Fundação como finalidade dar guarida e formação a pessoas cegas e, de tal maneira o soube fazer bem, que se tornou numa instituição pioneira e de referencia naquela modalidade de ensino especial, a nível nacional; é também da mais elementar justiça evocar a memória do Padre Severino Dinis Porto. Mercê de novas formas de abordar a formação de pessoas cegas, mantendo-as no seio das suas famílias, formando-as nas escolas abertas a toda a comunidade e integrando-as com plenitude de direitos no mercado de trabalho, não tem já a FNSE a relevância de outros tempos na formação integral daquelas pessoas Mas presta hoje, à comunidade castelovidense, inestimáveis serviços na proteção à 3ª idade, dispondo de dois modernos lares, constituindo, a nível local um importante polo de economia social. Permitam-me que emita aqui uma opinião pessoal, a requalificação do convento de São Francisco e da igreja de Nª Srª da Conceição foram as obras mais bem conseguidas, em Castelo de Vide, nos últimos anos. As estruturas, os equipamentos enfim todo o património material são indispensáveis a uma boa prestação de cuidados às pessoas que se protegem sob aqueles tetos, mas mais importante ainda são os cuidados profissionais e humanizados que lhes são dispensados por diretores e funcionários (leia-se cuidadores). Como qualquer instituição a Fundação sofreu, ao longo da sua existência, algumas vicissitudes, umas mais recentes outras mais remotas como a que ocorreu no início dos anos sessenta do século IXX, mas sempre os homens e mulheres que tem servido esta instituição, com a sua dedicação e empenho tem sabido superar.
Longa vida para a FNSE!
“Aqueles que por preguiça não deixam aos vindouros alguma mostra dos seus trabalhos...”assim escreveu Garcia de Orta na dedicatória da obra que o imortalizou. Mas os vindouros em toda a parte e, por cá, os seus conterrâneos também não o esqueceram, em diversas ocasiões e de diversas formas têm evocado a sua memória e a sua obra, dando o seu nome a um jardim da vila, erigindo-lhe um monumento, editando livros, promovendo conferencias sobre a sua obra e pessoa, mas mais significativo que tudo isso instituindo-o patrono do mais importante polo de ensino e cultura de Castelo de Vide a sua Escola oficial. Neste ano do 450º aniversário da publicação da sua universal obra, quiseram algumas instituições castelovidenses homenageá-lo com um sugestivo e variado programa de que destaco: Os “momentos 4 S “ porque afinal é também de sabores, saberes, sentimentos e sensações que Garcia de Orta nos fala nos seus “colóquios”; e uma mostra de trajes e exibição de danças daquela longínqua terra onde Garcia de Orta viveu grande parte da sua vida, terra essa que talvez tivesse sido, tanto ou mais sua que esta que o viu nascer.
Agradecimentos ao G.A.C.V., à A.C.E.N.A., à B.U.A. e a todos os que tornaram possível esta homenagem.

Na Carreira de Baixo avista-se o cortejo de um casamento. Pouco tempo foi preciso esperar para identificar o noivo, e que agradável surpresa, ali ia o meu antigo vizinho Nuno vestido a rigor, pois então, era ele mesmo o noivo. O Nuno alterou, nesse sábado, o seu estado civil de solteiro para casado mas não vai alterar a sua condição de bom rapaz.
Muitas felicidades para os noivos. 

João Calha

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