28 de janeiro de 2014

Garcia d'Orta entre os “Judeus Ilustres de Portugal”
- livro de Miriam Assor lançado na 5ª feira

No próximo dia 30 de Janeiro (5ª feira), pelas 18h30 horas, será apresentado em Lisboa, no El Corte Inglés, o livro “Judeus Ilustres de Portugal”, da autoria de Miriam Assor
A edição é da Esfera dos Livros e a apresentação estará a cargo de Maria de Belém Roseira e de Jorge Patrão. O prefácio é de Miguel Esteves Cardoso. 
O livro retrata, nas suas 224 páginas e 16 extratextos, 14 homens e mulheres “que marcaram a História do nosso país” e pretende ser “uma passagem pela vida de protagonistas da história judaica portuguesa e pelo papel que muitos deles tiveram na diáspora de origem sefardita lusitana”. 
Entre eles está, como não podia deixar de ser, o nosso conterrâneo Garcia d'Orta. 
“Este livro de Miriam Assor fez-me chorar e gritar de alegria muitas vezes. Está tão bem investigado e é tão bem sentido, na pele e na pena, que não se consegue resistir. Resistir à verdade é mentir. E o livro dela, acima de tudo, é tudo menos mentiroso”, refere Miguel Esteves Cardoso no seu prefácio. 
Sinopse
Numa extraordinária viagem do século XV ao século XX, as vidas destes 14 homens e mulheres ilustres da nossa História renascem pela mão da jornalista Miriam Assor, que nos conta como de formas variadas, cada um deles contribuiu, enriqueceu, dignificou e honrou o país, marcando terminantemente o universo histórico-nacional e além-fronteiras. 
Da Medicina à Filosofia, da Ciência ao sector pioneiro empresarial, da Poesia litúrgica a autoridades rabínicas, da Música à Matemática, da Literatura à liderança comunitária. Foram humanistas, homens e mulheres corajosos que optaram por actuar ao serviço do próximo, colocando, muitas vezes, as suas próprias vidas em risco ou num último plano. 
O célebre médico Amato Lusitano, a empresária destemida Dona Grácia Naci, o famoso naturalista Garcia de Orta, o cientista Pedro Nunes, o pensador Isaac Cardoso, o rabino Isaac Aboab da Fonseca, que, fugido da perseguição que alastrava em Portugal incendiada pelos fogos da Inquisição, encontrou na Holanda a paz para fundar a sinagoga portuguesa em Amesterdão. 
A extinção formal da Inquisição em 1821 trouxe de volta ao país estes homens e mulheres perseguidos, que dominando várias línguas e em contacto permanente com a Europa e o mundo - quer por razões comerciais quer por razões pessoais - trazem uma lufada de ar fresco ao nosso país. Alfredo Bensaúde, fundador e o primeiro director do Instituto Superior Técnico, em Lisboa. A sua filha, Matilde, pioneira da investigação biológica, única mulher entre os criadores da Sociedade Portuguesa de Biologia. 
Alain Oulman, o compositor que revolucionou o fado e que teve como principal divulgadora desse seu infindo talento a voz de Amália. O catedrático Moses Amzalak, líder da Comunidade Israelita de Lisboa, que aproveitou a sua proximidade com o ditador Salazar para realizar as operações de socorro aos refugiados do Holocausto. Também os irmãos Samuel Sequerra e Joel Sequerra, a viver em Barcelona, salvaram cerca de mil compatriotas das mãos nazis. 
Já Abraham Assor chega a Portugal pouco tempo antes de acabar a Segunda Guerra Mundial e seria, por meio século, o rabino da Comunidade Israelita de Lisboa. © NCV

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