O Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) confirmou que a partir das 12 horas de amanhã Domingo o território continental será “afetado por uma depressão com forte atividade, cujos efeitos se farão sentir até às 12 horas de 2ª feira, dia 10 de Fevereiro”.
A situação no interior do país vai caracterizar-se por ”precipitação forte a partir do final do dia, com especial incidência nas regiões do litoral durante a madrugada” e ainda por “vento a soprar forte a muito forte no litoral e terras altas com rajadas da ordem dos 130 km/h, podendo haver condições para a formação de fenómenos extremos mais localizados”.
Estado de Alerta Especial de nível amarelo
Face a esta previsão de “tempo severo”, a ANPC elevou o Estado de Alerta Especial (EAE), para o nível amarelo, do Sistema Integrado de Operações de Socorro (SIOPS) para o Dispositivo Integrado de Operações de Protecção e Socorro (DIOPS) para todos os distritos entre as 9 horas de Domingio e as 14 horas de segunda-feira., o que “pressupõe um incremento da monitorização e a intensificação, por parte do dispositivo de resposta, de acções preparatórias para eventuais intervenções”.
Efeitos expectáveis
Face à situação acima descrita, poderão ocorrer diversos efeitos, entreos quais:
Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água ou acumulação de neve ou gelo;
Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;
Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;
Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;
Danos em estruturas montadas ou suspensas e quedas de árvores;
Acidentes geomorfológicos causados pela instabilidade de vertentes associados à saturação dos solos e perda de consistência.
Medidas preventivas
A ANPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:
Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias;
Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
Não circular no interior das matas e florestas;
Reforçar os mecanismos de fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
Evitar circular e permanecer junto de áreas arborizadas, nomeadamente matas nacionais, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança. © NCV


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