5 de fevereiro de 2015

Apresentada na CCDR do Alentejo a Estratégia Regional de Especialização Inteligente do Alentejo


Teve lugar no passado dia 30 de janeiro no Auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), a sessão de apresentação da Estratégia Regional de Especialização Inteligente do Alentejo (EREI).
A EREI visa a articulação integrada de políticas e instrumentos de financiamento em torno dos seus domínios de especialização, de modo a conduzir a Região a um novo patamar de desenvolvimento, com reflexo visível em objetivos de nível macro a alcançar até 2020, e alguns assentes no Programa Operacional Regional Alentejo 2020, principal fonte de financiamento. 
Aumentar em 15% o valor do PIB Regional  
São alguns dos objetivos macro: incrementar em 15% o valor do PIB Regional (10.661M€ em 2012); integrar em 2020 o grupo das regiões Innovation Follower no âmbito do Innovation Scoreboard (Innovation Moderate em 2010); e aumentar a taxa da população com ensino superior ou equiparado entre 30-34 anos, tendo como objetivo atingir 40% (22,1% em 2013).
No âmbito do Programa Operacional Regional Alentejo 2020, verifica-se a existência de objetivos específicos, cuja elegibilidade deve ser exclusivamente associada aos domínios identificados na EREI, entre os quais: aumentar a produção científica de qualidade reconhecida internacionalmente, privilegiando a excelência, a cooperação e a internacionalização; apoiar novos doutoramentos, visando o reforço da investigação, do desenvolvimento tecnológico e da inovação e aumentar o número de diplomados do ensino superior, através da criação de condições para o prosseguimento de estudos no ensino superior de nível ISCED 5, alargando e diversificando esta oferta.
Cursos Técnicos Superiores Profissionais
Ainda, a estes objetivos estão associados um conjunto de indicadores, que também eles contribuem para a concretização da EREI, nomeadamente: patentes EPO (European Patent Office) por PIB em PPC (paridade poder de compra); doutoramentos concluídos; estudantes certificados nos Cursos Técnicos Superiores Profissionais de nível ISCED 5.
Nas palavras do Dr. António Dieb, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo que dirigiu a sessão, as estratégias “são uma exigência criada pela União Europeia no sentido de cada região indicar, de forma muito clara, quais são as áreas em que pretende concentrar maiores esforços e, ao mesmo tempo, quais a áreas em que se evidencia maior potencial regional de crescimento”.
Focagem nas prioridades da região
“É um trabalho de focagem nas prioridades da região e na vida das populações da região Alentejo, focado em indicadores de impacto que nos permitam medir quais são as diferenças que se verificam na vida das populações da região Alentejo quando começamos em 2014 e quando terminamos em 2020”, acrescentou.
Disse ainda ter a “CCDRA, ao longo do último ano e meio, vindo a coordenar um trabalho sistemático de contacto direto com os agentes. Trabalho muito participado com dezenas largas de contributos formais por parte de inúmeras instituições, publicas e privadas, de agentes de toda a região, mas neste caso com especial incidência nos agentes do sector da investigação e transferência de conhecimento.”
“É esse documento que se irá tornar público dentro de poucos dias e está concluído desde o final do ano passado, que nós decidimos apresentar por antecipação àqueles que são os agentes do sistema cientifico e tecnológico da nossa região e é isso que vimos aqui hoje fazer.”
Intervieram na sessão António Dieb, Costa da Silva, do Programa Operacional Regional do Alentejo 2014-2020 e Figueira Antunes, da Direção de Serviços de Desenvolvimento Regional da CCDRA, a quem coube apresentar os detalhes e as linhas de força da Estratégia Regional de Especialização Inteligente, havendo ainda espaço para questões da audiência. © NCV

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