Teve
lugar no passado dia 30 de janeiro no Auditório da Comissão de
Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), a
sessão de apresentação da Estratégia Regional de Especialização
Inteligente do Alentejo (EREI).
A
EREI visa a articulação integrada de políticas e instrumentos de
financiamento em torno dos seus domínios de especialização, de
modo a conduzir a Região a um novo patamar de desenvolvimento, com
reflexo visível em objetivos de nível macro a alcançar até 2020,
e alguns assentes no Programa Operacional Regional Alentejo 2020,
principal fonte de financiamento.
Aumentar em 15% o valor do PIB
Regional
São
alguns dos objetivos macro: incrementar em 15% o valor do PIB
Regional (10.661M€ em 2012); integrar em 2020 o grupo das regiões
Innovation Follower no âmbito do Innovation Scoreboard
(Innovation Moderate em 2010); e aumentar a taxa da população
com ensino superior ou equiparado entre 30-34 anos, tendo como
objetivo atingir 40% (22,1% em 2013).
No
âmbito do Programa Operacional Regional Alentejo 2020, verifica-se a
existência de objetivos específicos, cuja elegibilidade deve ser
exclusivamente associada aos domínios identificados na EREI, entre
os quais: aumentar a produção científica de qualidade reconhecida
internacionalmente, privilegiando a excelência, a cooperação e a
internacionalização; apoiar novos doutoramentos, visando o reforço
da investigação, do desenvolvimento tecnológico e da inovação e
aumentar o número de diplomados do ensino superior, através da
criação de condições para o prosseguimento de estudos no ensino
superior de nível ISCED 5, alargando e diversificando esta oferta.
Cursos Técnicos Superiores Profissionais
Ainda,
a estes objetivos estão associados um conjunto de indicadores, que
também eles contribuem para a concretização da EREI, nomeadamente:
patentes EPO (European Patent
Office) por PIB em PPC
(paridade poder de compra); doutoramentos concluídos; estudantes
certificados nos Cursos Técnicos Superiores Profissionais de nível
ISCED 5.
Nas
palavras do Dr. António Dieb, Presidente da Comissão de Coordenação
e Desenvolvimento Regional do Alentejo que dirigiu a sessão, as
estratégias “são uma exigência criada pela União Europeia no
sentido de cada região indicar, de forma muito clara, quais são as
áreas em que pretende concentrar maiores esforços e, ao mesmo
tempo, quais a áreas em que se evidencia maior potencial regional de
crescimento”.
Focagem nas prioridades da região
“É
um trabalho de focagem nas prioridades da região e na vida das
populações da região Alentejo, focado em indicadores de impacto
que nos permitam medir quais são as diferenças que se verificam na
vida das populações da região Alentejo quando começamos em 2014 e
quando terminamos em 2020”, acrescentou.
Disse
ainda ter a “CCDRA, ao longo do último ano e meio, vindo a
coordenar um trabalho sistemático de contacto direto com os agentes.
Trabalho muito participado com dezenas largas de contributos formais
por parte de inúmeras instituições, publicas e privadas, de
agentes de toda a região, mas neste caso com especial incidência
nos agentes do sector da investigação e transferência de
conhecimento.”
“É
esse documento que se irá tornar público dentro de poucos dias e
está concluído desde o final do ano passado, que nós decidimos
apresentar por antecipação àqueles que são os agentes do sistema
cientifico e tecnológico da nossa região e é isso que vimos aqui
hoje fazer.”
Intervieram
na sessão António Dieb, Costa da Silva, do Programa
Operacional Regional do Alentejo 2014-2020 e Figueira Antunes,
da Direção de Serviços de Desenvolvimento Regional da CCDRA, a
quem coube apresentar os detalhes e as linhas de força da Estratégia
Regional de Especialização Inteligente, havendo ainda espaço para
questões da audiência. © NCV


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