O governo de maioria PSD/CDS tomou a decisão, com o pretexto da redução dos valores da água, de agregar as empresas públicas do sector. Tal decisão, de tão imaginativa, não poderia ter como principal objectivo, única e exclusivamente, a redução do preço da água para as populações do interior. Isso assegurava-se, de forma mais simples e eficaz, através da implementação do fundo de equilíbrio do tarifário, como o Partido Socialista sempre propôs, na horizontalização do sector.
Mas como tal não fosse suficiente, o governo quer colocar a sede da nova empresa de águas, que engloba Lisboa, Alentejo e Beira Interior, na Guarda. Esta é uma decisão totalmente ilógica. Numa breve análise ao mapa de Portugal, percebe-se claramente que no triângulo formado por Lisboa, Beja e Guarda, o local central é, sem favor, Portalegre (200 km de Lisboa e Guarda e 150 km de Beja).
“O Partido Socialista tinha estudado vários modelos e tinha encontrado as soluções que permitiam um equilíbrio de tarifários entre aquilo que são os grandes centros populacionais e o Interior do país. Com esse equilíbrio, ficavam a ganhar os cidadãos, o sistema ficava mais afinado e permitia-se, também, um equilíbrio de oportunidades entre as diversas populações”, contextualizou o Presidente da Federação Distrital de Portalegre do PS, Luís Moreira Testa.
Neste caso, a ideia original é pervertida pelo governo do PSD e do CDS, pois não são dadas quaisquer garantias de protecção às populações ao longo dos tempos e é aberta a hipótese de se chegar a privatizar o sector a curto/médio prazo.
“Aquilo que hoje o actual governo tenta passar como uma verdade, de que existe um decréscimo do preço para as populações na água, não é uma garantia para futuro. Nem para sempre. Portanto, hoje as populações estão desprotegidas nesta matéria. Com uma agravante. O objectivo do PSD é privatizar um sistema multi-municipal que se pretende de fornecimento público de um bem público e por isso se quer na esfera pública”, alertou Luís Moreira Testa.
O processo foi feito contra a opinião generalizada das autarquias que vêem a sua participação na gestão dos sistemas multi-municipais reduzida a um mero lugar de espectador.
A nível regional, os responsáveis distritais do PSD fazem uma defesa cega das teses do governo, mesmo que isso implique prejudicar os interesses e os direitos das populações que deviam defender. Para Luís Moreira Testa, esta postura é, mais uma vez, reveladora. “O Dr. Armando Varela e o PSD distrital revelam falta de força política, falta de capacidade de influência e falta de capacidade de decisão. Quando nós dizemos que o PSD distrital, o Dr. Armando Varela e o Dr. Cristóvão Crespo não têm a força política para conduzirem os destinos da nossa região, é com base nestes acontecimentos que nós fundamentamos esta opinião”, sublinhou o líder distrital do Partido Socialista. © NCV
Descarregue AQUI o ficheiro áudio das declarações de Luis Moreira Testa


Sem comentários:
Enviar um comentário