7 de abril de 2015

Rádio Portalegre: Comandante da Proteção Civil diz que há ignições a mais para aquilo que é a capacidade instalada de resposta em ataque inicial

O comandante operacional distrital da Proteção Civil, Luís Belo Costa, afirmou hoje que “há incêndios a mais” no distrito de Portalegre, bem como no resto do país, “para aquilo que é a capacidade instalada de resposta em ataque inicial”.
Belo Costa lembrou o verão de 2003, de má memória, pelas marcas negras que as chamas deixaram no Alto Alentejo, sobretudo na área do Parque Natural da Serra de São Mamede, para afirmar que desde essa altura “muito mudou nos comportamentos e nas preocupações em relação aos incêndios”.
O responsável pela Proteção Civil no distrito de Portalegre falava em Castelo de Vide, numa cerimónia realizada no edifício dos Paços do Concelho, que antecedeu uma visita aos trabalhos que estão a ser desenvolvidos pelo Regimento de Engenharia do Exército naquele concelho alentejano, no âmbito do Plano de Atividades Operacional Civil (PAOC), na qual participou o Ministro da Defesa.
José Pedro Aguiar Branco aproveitou a ocasião para realçar o trabalho de prevenção e combate aos incêndios florestais desenvolvido pelas Forças Armadas, considerando uma “grande injustiça” que o mesmo não tenha o devido reconhecimento.
O presidente da Câmara de Castelo de Vide, António Pita, por seu turno, considerou de “extrema importância” a intervenção que está a ser efetuada no PNSSM e que visa construção de um caminho para melhorar as acessibilidades no combate aos fogos florestais.
Os incêndios de 2003 foram os mais catastróficos de sempre na região, tendo consumido cerca de 80 por cento de área florestal do PNSSM e provocado a morte a dois bombeiros. © Gabriel Nunes/Rádio Portalegre/NCV

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