Na notícia
dada, no NCV de 22 Abril, sobre a tomada de posse dos Corpos Sociais da
Sociedade Recreativa 1º de Dezembro (ver AQUI), ao transcrever o testemunho do
Sr. Mário Beliz Rainho, sócio de mérito aquela coletividade omiti, involuntariamente, parte
da frase numa linha do texto, o que altera a verdade da história de
vida de dois membros da família Rabaça.
Pelo facto
que, repito, sou responsável peço desculpa. Agradeço, então, ao
Senhor Diretor do N.C.V. o favor de publicar de novo o referido
testemunho, agora completo. Pesquisei no “Arquivo fotográfico Geraldo Calha” e
lá encontrei fotos de Júlio José Rabaça e do seu filho Rui, as quais
também agradeço publicação .
João Calha
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Foto © Arq. Geraldo Calha/NCV
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Alocução completa de Mário Rainho
“Termino com este acto a minha ligação oficial com esta colectivicade à qual
tenho sempre pertencido, desde os meus vinte anos de idade e onde tenho dado a
minha colaboração em todos os órgãos sociais até à presente data, ou seja
durante sessenta e oito anos. Aqui recordo toda a minha actuação nesta casa em
todas as suas actividades culturais e, em especial a presença contínua no seu
grupo cénico. Aqui ensaiei, aqui fiz teatro, aqui ajudei a pintar cenários,
aqui ajudei a decorar artisticamente esta sala, aqui aprendi grande parte
daquilo que sei fazer. Recordo, com saudade, os ensinamentos prestados pelo meu
tio Júlio José Rabaça, sócio fundador desta sociedade e bem assim do seu filho
Rui Rabaça meu mestre na tipografia Castelovidense, onde adquiri o gosto pelas
artes e onde passei a lidar de perto com o ilustre médico e artista plástico
Doutor Adolfo Bugalho, meu grande amigo, impulsionador ensaiador e orientador
do Grupo Cénico desta nossa associação, a quem, neste acto, uma vez mais, rendo
as minhas homenagens. Não estou arrependido de toda a minha actuação nesta casa
e, se necessário for, ainda posso dar uma pequena ajuda. Sem vaidade peço aos
directores agora empossados, todos jovens excepto um deles que é o meu amigo
João Calha, que sigam o meu caminho. Finalmente agradeço todas as atenções com
que a Direcção anterior quis obsequiar-me. Peço desculpa deste enxerto no acto
da vossa posse antes das respectivas
assinaturas.”
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Foto © Arq. Geraldo Calha/NCV
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Rui Rabaça (é aquele senhor de fato escuro que vai a pé
com uma mão no bolso); se bem observarem lá está todo elenco do grupo cénico
que representou a peça “ Os Velhos “ de D. João da Camara. O rapazinho que
segura a vara da faixa é o Carlos Valhelhas. Esta foto reporta-se a um cortejo
de oferendas a favor da Santa Casa da Misericórdia de Castelo de Vide, que teve
lugar no dia 1/11/1955.



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