22 de junho de 2015

Após iniciativa da Federação de Portalegre: socialistas ibéricos unidos em prol do desenvolvimento comum

Os líderes socialistas de Portugal e Espanha, António Costa e Pedro Sanchez, firmaram um acordo inédito de cooperação entre os dois partidos com o objectivo de promoverem o desenvolvimento comum dos dois países.
No seguimento de uma iniciativa preconizada pela Federação Distrital de Portalegre sob a liderança de Luís Moreira Testa, os responsáveis máximos do Partido Socialista e do Partido Socialista Obrero Español oficializaram um projecto comum que pretende desenvolver políticas que aproximem os dois países e promovam o desenvolvimento de toda a península, em particular das regiões transfronteiriças.
O acordo agora assinado prevê a colaboração em sectores chave que vão desde a educação e a cultura, à economia, passando pelo desenvolvimento de infraestruturas e gestão das mesmas em conjunto. O grande objectivo desta parceria inédita na história dos dois países é o de atenuar o efeito das fronteiras e aplicar o progresso de forma mais equilibrada. O distrito de Portalegre será um dos maiores beneficiados porque com esta nova forma de olhar para o território passa a ser o centro da Península Ibérica.
Numa cerimónia em que o Alto Alentejo se fez representar por Luís Moreira Testa e pelos presidentes dos municípios de Elvas, Nuno Mocinha, e de Campo Maior, Ricardo Pinheiro, foi dado o primeiro passo para que as regiões transfronteiriças tenham mais oportunidades e não sejam esquecidas pelos poderes de Lisboa e Madrid. “O Partido Socialista tem um objectivo. É o de determinar o desenvolvimento destas regiões e, em particular, do nosso distrito, do Alto Alentejo”, afirmou o líder da distrital socialista.
O mote está dado. Os dois lados da fronteira comprometeram-se a “implementar uma agenda institucional que procure promover o desenvolvimento económico das regiões transfronteiriças”, sublinha Luís Testa. “Não temos sabido aproveitar as oportunidades porque é difícil no actual quadro legislativo e, nomeadamente, no actual quadro fiscal aproveitar essas oportunidades. Aquilo que nós propomos, aquilo que o PS propõe é que haja um novo enquadramento que permita às populações e às empresas terem uma outra dimensão também no mercado ibérico”, enaltece o Presidente da Federação Distrital de Portalegre do PS.
Para o Secretário-Geral do Partido Socialista, António Costa, é imperativo mudar os paradigmas e fomentar o desenvolvimento dos países de forma equilibrada de modo a contribuir para uma maior coesão territorial e social. “As regiões de fronteira não são o Interior do Litoral. São o centro do mercado ibérico. Apostar no desenvolvimento destas regiões transfronteiriças é uma forma inteligente de reforçarmos a unidade da nossa península e simultaneamente, de contribuirmos positivamente para o desenvolvimento das regiões que mais precisam de ser desenvolvidas no conjunto da Península Ibérica”, afirma António Costa. E concretiza com medidas. “A existência de um fundo comum para o desenvolvimento das regiões transfronteiriças, a gestão em comum dos parques industriais, a existência de incentivos à instalação de empresas que criem emprego nestas zonas e regiões de fronteira e a diminuição dos custos de instalação com a essência de serviços partilhados, por exemplo, nas redes energéticas.”
Totalmente em sintonia, os dois partidos mostraram uma vontade enorme de promover parcerias e desenvolver políticas conjuntas. O Secretário-Geral do PSOE, Pedro Sanchez, realça alguns sectores onde irão ser desenvolvidos projectos comuns. “Esta cooperação reforçada a nível bilateral será nas seguintes áreas: a primeira, a em matéria educativa e cultural. A segunda, em matéria de política externa, centrando-se na acção política externa com a América Latina e com o Norte de África. Em terceiro lugar, as ligações entre os dois países ao nível das infraestruturas, em especial as ferroviárias. Em quarto lugar, potenciar o mercado único ibérico. Por exemplo, acabar com o roaming entre países. Creio que seria bom, tanto para os portugueses como para os espanhóis. Reforçar a cooperação transfronteiriça com as regiões vizinhas de Portugal”, explicou o líder socialista espanhol.
Os socialistas portugueses e espanhóis continuam, assim, a dar passos firmes para que a Península Ibérica seja uma região cada vez mais forte no contexto internacional e que as suas populações beneficiem de estratégias conjuntas.

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