3 de julho de 2015

Deputados socialistas preocupados
com acesso aos cuidados de saúde no distrito

“A situação da saúde no Distrito de Portalegre merece uma profunda preocupação e uma nova estratégia política para ultrapassar os constrangimentos que dificultam o acesso da população aos cuidados de saúde”. A conclusão é dos deputados socialistas, entre os quais Sandra Cardoso, que integraram uma delegação da Comissão Parlamentar de Saúde que, durante dois dias, visitou diversos serviços do setor da saúde (Centro de Saúde de Alter do Chão, Hospital Dr. José Maria Grande e Hospital de Santa Luzia de Elvas) e reuniu com responsáveis de várias entidades (nomeadamente ARSA, ULSNA, Câmaras Municipais, Ordens Profissionais e Sindicatos).
Austeridade degradou respostas
Para Sandra Cardoso, deputada eleita pelo círculo de Portalegre, “as opções políticas deste Governo, a ausência de reformas, os quatro anos de austeridade e os sucessivos cortes degradaram a resposta dos serviços de saúde no Distrito.”
Na sequência dos contactos que estabeleceram e dos dados que puderam recolher, os Deputados do Partido Socialista concluíram que, a par do encerramento de extensões de saúde e do desinvestimento nos cuidados de saúde primários, “a falta de recursos humanos é um fator de enorme inquietação, principalmente médicos, enfermeiros, assistentes operacionais e técnicos”. 
Recursos médicos: "a situação é dramática"
Consideram que “no que respeita aos recursos médicos, a situação é dramática e, nalguns casos, absolutamente insustentável. Apesar dos concursos que foram sendo abertos, não foi possível fixar médicos e outros profissionais na região, o que leva a situações de difícil gestão e prejuízo para os utentes”.
Concluíram ainda que “a falta de recursos humanos tem provocado consequências desastrosas inevitáveis, nomeadamente o aumento dos tempos de espera no atendimento das urgências, o aumento da perigosidade e da falta de qualidade na prestação de cuidados às populações, o adiamento de consultas e cirurgias e a dependência de empresas prestadoras de serviços médicos“.
A título de exemplo, os parlamentares socialistas apontam “que as consultas realizadas no Distrito são insuficientes para responder às necessidades, sobretudo nas especialidades de medicina interna, cardiologia, neurologia e pediatria. A psiquiatria, a ortopedia e a atividade cirúrgica de obstetrícia e ginecologia estão largamente abaixo do recomendado.”
Laboratório de Saúde Pública
Nas diferentes reuniões realizadas, os parlamentares socialistas demonstraram ainda a sua preocupação e reprovação pelo encerramento do Laboratório de Saúde Pública. Consideram que “o governo promove o encerramento de mais um serviço público em Portalegre e ataca, sem qualquer fundamento, a saúde pública do distrito, que deixa de contar com os serviços de uma entidade oficial, de referência e credível que assegura a qualidade da água para consumo humano, assim como das piscinas e zonas balneares.”
No final destes dois dias de trabalho, os deputados socialistas “verificam que a situação só não assume contornos de maior gravidade graças à competência, dedicação e entrega dos profissionais da área e ao empenho e esforço dos autarcas que suprem várias das lacunas que o território apresenta”. © NCV

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