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Este edital avisava que estava afixada a lista daqueles munícipes que generosamente iriam contribuir para o bem comunitário através da cobrança do Imposto de Prestação de Trabalho.
Este imposto cobrado e utilizado pelas Câmaras Municipais era uma reminiscência medieval (talvez até mais antiga) da obrigatoriedade de trabalho comunitário a que, nessa época, se dava o nome de Adua (daí derivou o nome do pastoreio comunitário). Esse trabalho consistia em arranjos das infra estruturas locais, tais como, muralhas, pontes e caminhos. O benefício era para a comunidade mas, nobres, clero e outros poderosos estavam isentos e, alguns outros, faziam-se substituir por criados ou escravos.
Nos finais do século XIX o imposto passou a ser pago em dinheiro.
Era com este imposto e outros que os municípios faziam face às despesas todas, incluindo aquelas, que hoje, são da competência do poder central. Escola, médico, etc. só existiam se houvesse dinheiro.
Por este andar não me admirava que o imposto regresse um dia destes. © Jorge Rosa/NCV


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