Com um ritmo mensal, a Fundação Robinson apresenta entre Janeiro e Dezembro de 2015 no átrio do edifício da Câmara Municipal de Portalegre (Antigo colégio de São Sebastião) 12 peças ou conjuntos do espólio do Museu Robinson. Intercalando património industrial e arte sacra, as peças expostas podem ser vistas todos os dias úteis nos seguintes períodos: 9H00 - 12H30 e 13H30 – 17H30M.
O mês de novembro é dedicado ao património industrial da Fábrica Robinson. Estarão em destaque até ao dia 30 de Novembro amostras de rolhas, discos, boias, e derivados de cortiça natural produzidos na Fábrica Robinson
Quando, em 1848 George Robinson adquire ao seu compatriota Thomas Reynolds a fábrica de cortiça que se chamará Fábrica Robinson dedica-se à preparação de prancha enfardada, quadros e boias, e sobretudo rolhas. Poucos anos após o início da laboração contava já com um total de 210 operários na área produtiva e 50 na extração de cortiça no campo.
O núcleo de fabricação de rolhas foi assim aquele que conhece maior destaque nas primeiras décadas de existência da Fábrica. Ainda no século XIX George Wheelhouse adquire entre outras a fábrica de rolhas – La Actividad – na vila de S. Vicente de Alcântara, depois a fábrica de rolhas de Henry Bucknall & Sons.
Na viragem do século e segundo o jornal A Plebe de 13 de setembro de 1901 “Portalegre exportava para fora do concelho 100 000 toneladas de rolhas e 300 toneladas de cortiça em prancha, raspada e cozida, que, na sua grande maioria, eram produzidas na Fábrica Robinson”
A fabricação da rolha e derivados de cortiça natural foi perdendo importância à medida que a fabricação de aglomerados, primeiro o aglomerado branco e depois o aglomerado negro, assumiram o papel principal na produção da Fábrica Robinson. © NCV


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