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Durante
o ano que passou, alguns dos que se destacaram em 2016, voltaram a
ter um papel importante na vida da nossa terra. Felizmente outros
surgiram, o que permite que, desta vez, não se repitam nas escolhas
que fiz.
Antes
de mais, devo recordar que estas escolhas são da minha exclusiva
responsabilidade e só a mim comprometem. O seu objectivo é um
modesto incentivo, que vale o que vale, para quem se esforçou por,
no meu entender, melhorar um pouco a vida da Póvoa.
Luís
Marques – Em ano de eleições autárquicas, era inevitável
que alguém se destacasse nesse âmbito. O Luís foi o grande
protagonista. Depois de ter atravessado um período difícil na sua
vida pessoal, conseguiu dar a volta por cima e manter-se com um
esteio, discreto, mas fundamental, na actividade do executivo da
Junta. As dificuldades, porque passou, acabaram por despoletar a sua
mudança de projecto político e a sua confiança no novo projecto
que abraçou foi fundamental para a vitória nas eleições. Para
além disso a forma como encarou o luta política, sem azedumes e com
total fair play, deu a todos uma lição de que é possível viver a
política de forma aberta e fraterna, mesmo com os adversários.
Joana
e Márcia – 2017 ficou marcado pelas tragédias
dos incêndios e, os povoenses, mobilizaram-se, em várias ocasiões,
para prestar ajuda solidária às vitimas das tragédias. A Joana e a
Márcia, duas jovens da nossa terra, tiveram o mérito de iniciar
esse movimento de solidariedade logo em Junho. São exemplos destes e
jovens como estes que ainda nos fazem acreditar num mundo melhor.
Ana
Filipa – Num ano particularmente difícil para as
colectividades da Póvoa, a Ana Filipa, surgiu como o rosto da
vitalidade da Sociedade Recreativa. Para além da Banda e da Escola
de Música, onde tem papel de destaque, também a manutenção das
tradições locais, como o São Martinho, mereceu o seu empenho. A
Ana, é pois, um exemplo de que, por grandes que sejam as
dificuldades, se houver vontade, é possível manter vivas as
colectividades.
Ana
Fidalgo – De repente, a Casa da Meada, ganhou uma nova vida.
Ana Fidalgo soube, ao longo de 2017, divulgar, de forma eficaz, as
várias iniciativas que a empresa levou a cabo e que cobriram quase
todas as datas festivas e tradicionais da nossa terra. Quando uma
empresa pode dispor de alguém com esta garra, tem grande parte do
seu futuro assegurado.
Leonor
Vermelho – Ganhar o Prémio Excelência, seja em que
estabelecimento de ensino, não é para qualquer um. Leonor ganhou
esse prémio na Escola Secundária de São Lourenço em Portalegre.
Um tal prémio é, antes de mais, um orgulho para ela e para os pais,
mas é também um orgulho para a nossa terra. Mas, no actual contexto
do ensino em Portugal, é também um orgulho para o Alentejo e para
todo o interior do país. De facto, a Leonor com o seu esforço,
provou que, fora das grandes cidades do litoral, também é possível
obter excelentes resultados escolares.
Rui
Galhofas – O Rui, junta à sua actividade empresarial de
pastelaria, a sua enorme paixão pela pesca desportiva. Essa paixão
e a capacidade demonstrada levaram-no até ao título de Campeão
Nacional do Circuito de Margem da Bass Nation Portugal. Pela primeira
vez, na sua já longa história, Póvoa e Meadas, tem um dos seus
filhos como Campeão Nacional.
Maria
Manuela Fidalgo Marques – Várias foram as iniciativas, de
cariz cultural, realizadas na nossa terra, em 2017. De entre elas,
destacou-se a apresentação do livro Segredos do Coração de Gina
de Castro (Georgina Louro). Para que tal fosse possível, o
contributo de Maria Manuela foi essencial. Conseguir fazer regressar
à sua terra natal, Georgina Louro, não foi tarefa fácil. O
acontecimento proporcionou, para além do aspecto cultural, um
momento extraordinário e raro de convívio. De facto, foi possível
ter, na mesma sala, uma mulher que recusou abandonar Angola, após os
tempos conturbados da independência, um ex-guerrilheiro do MLPA,
pessoas obrigadas a deixar Angola, com os traumas inevitáveis e até
o pai da actual lider do CDS. Foi um momento notável que,
transcendeu muito o âmbito cultural.
Virginia
Landeiro – O ano de 2017, na Póvoa, começou com a polémica
do portão do Salão Paroquial. Várias foram as pessoas que se
indignaram com as obras que, parecia, poderiam por em causa o dito
portão, que é património da paróquia e da terra. Virgínia
Landeiro (não consegui ‘piratear’ uma foto sua) foi uma dessas
vozes. O destaque que aqui se faz não é tanto pela justeza da causa
e da forma como foi feita, mas pela iniciativa em defesa do
património da nossa terra e pela independência demonstrada face às
instituições. Se queremos defender o nosso património temos que
levantar a voz e temos que nos manter independentes, mesmo face às
instituições de que fazemos parte.
Ana
Morão – Ana Morão da Associação Vamos à Vila de Montalvão,
não sendo nem vivendo na Póvoa, o que foge ao critério que tenho
seguido, merece este destaque pela iniciativa da homenagem ao Dr.
José Pedro Martins Barata. Para além da sessão e da exposição
que marcaram o evento, foi editada uma colectânea dos seus escritos
de história, arqueologia e etnografia, obra que muito veio
enriquecer o conhecimento das origens e tradições da nossa terra.
Jorge
Rosa


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