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| Fotos © CMCV/NCV |
O espaço foi inaugurado pela então Ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, e pelo Presidente da Associação Portuguesa de Museologia, João Neto, e passou a ser mais um equipamento cultural a fortalecer a oferta turística do Concelho.
O Museu permite estabelecer uma conexão entre a exposição dedicada a este médico quinhentista e os outros espaços públicos de cultura e lazer existentes em Castelo de Vide e que abordam o legado judaico.
Nas três salas que compõem a nave central do espaço, está montada uma exposição permanente onde estão evidenciados os factos mais relevantes da vida do médico e botânico, bem como a importância que a sua obra alcançou na história científica e cultural da Europa. Para além deste espaço central, a exposição desenvolve-se em dois grandes núcleos: Península Ibérica (c. 1500-1534) e Ásia (1534-1568).
Edifício “Korrodi” das antigas Termas de Castelo de Vide
O Museu Garcia de Orta está implementado no antigo edifício do balneário das Termas de Castelo de Vide, um espaço de inquestionável valor patrimonial. Trata-se de um edifício construído nos anos 40 do século passado com assinatura dos grandes arquitetos Camilo e Ernesto Korrodi.
Depois do encerramento do complexo termal em 1995, surgiu a necessidade de dar uma nova vida a este magnífico edifício classificado e começou a desenhar-se a ideia de homenagear um dos ilustres filhos da terra.
A figura de Garcia d’Orta
Garcia de Orta nasceu em Castelo de Vide cerca de 1501, filho de pais judeus expulsos de Castela em 1492. Foi pioneiro na botânica, na farmacologia e na antropologia, exerceu medicina na Índia portuguesa e dedicou-se à experimentação. Foi o primeiro europeu a descrever a origem e as propriedades terapêuticas de plantas exóticas e de drogas orientais na sua obra Colóquio dos Simples. Amigo de Luís de Camões, faleceu em Goa em 1568 sem nunca ter conhecido a verdadeira dimensão da sua obra. Foi condenado postumamente pelo Tribunal do Santo Ofício, em 1580, por judaísmo, tendo os seus restos mortais e os seus livros queimados na fogueira da Inquisição. © NCV
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