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Organizado em colaboração com a Associação Cultural UMCOLETIVO, o Prémio LUZIA tem o valor monetário de 1000 euros, está aberta a todos os cidadãos e galardoará uma obra inédita em prosa (conto), com o prazo de entrega até ao próximo dia 15 de Julho.
Luísa Susana de Freitas Lomelino Grande (“Luzia)
Luísa Grande nasceu a 15 de Fevereiro de 1875, em Portalegre, filha do capitão Eduardo Dias Grande e de Antónia Isabel Caldeira de Andrade que faleceu durante o parto.
Ao fim dos seis meses passados em Portalegre, o pai de Luzia, que sofria de uma grave doença pulmonar, decidiu mudar-se para a Madeira com as duas filhas, em busca de um clima mais favorável à sua doença.
Com nove anos apenas, Luzia vê a vida levar-lhe a pessoa que mais adora, o pai, que falece de tuberculose, e é de novo enviada para Portalegre, para casa da tia Sofia.
Aos catorze anos, é enviada pelos tios para o colégio das Salésias em Lisboa.
Atingida a maioridade, Luísa viveu algum tempo em Lisboa em casa dos viscondes de Geraz de Lima. Seguidamente acompanhou-os até à Madeira e passou a residir em casa da avó Ana, na Rua dos Netos, nº 19.
É na Madeira que Luzia casa com Francisco João de Vasconcelos, a quatro de Abril de 1896. Mas o casal não era feliz, e a Lei do Divórcio (de 3 de Novembro de 1910), que foi um dos primeiros atos legislativos do Governo Provisório saído da revolução de 5 de Outubro de 1910, foi imediatamente aproveitada por Luzia.
Posteriormente a esta fase da sua vida, Luzia vai ainda passar por grandes sofrimentos, já que para além do divórcio, terá vários problemas de saúde entre os quais a tuberculose e a neurastenia, cultivará a solidão, com receio de uma nova desilusão, o que quase a conduziu à loucura, à destruição dos seus sonhos, a um desequilíbrio emocional e físico que a levaram a desejar a morte.
Luzia recorre a um sanatório em França para se restabelecer e após esse período passa anos de uma interessante vida intelectual, tendo começado a publicar os seus livros, envolvendo-se na vida em sociedade, que era circunscrita a um pequeno mundo elegante, e inicia as suas viagens pelo estrangeiro.
Nos primeiros anos, no Funchal, tudo lhe correu a seu gosto, num ambiente calmo e alegre, mas o seu estado de saúde agrava-se a cada dia. Após sofrimentos físicos e morais que se prolongaram ao longo da vida, Luzia falece a 10 de Dezembro de 1945, pelas 14 horas, na Quinta Carlos Alberto. © NCV


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