18 de março de 2026

Câmara Municipal de Portalegre lançou o Prémio Literário "Luzia" (conto)

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A Câmara Municipal de Portalegre anuncia o lançamento do Prémio Literário "Luzia", em homenagem à escritora portalegrense LUZIA (pseudónimo de Luísa Susana de Freitas Lomelino Grande, 1875-1945), realçando a necessidade e importância de promover e incentivar a criatividade literária, fomentando o gosto pela escrita, enquanto dimensões essenciais para um bom desenvolvimento intelectual do ser humano.
Organizado em colaboração com a Associação Cultural UMCOLETIVO, o Prémio LUZIA tem o valor monetário de 1000 euros, está aberta a todos os cidadãos e galardoará uma obra inédita em prosa (conto), com o prazo de entrega até ao próximo dia 15 de Julho.
As Normas de Participação do Prémio Literário "Luzia" podem ser consultadas AQUI.
Luísa Susana de Freitas Lomelino Grande (“Luzia)
Luísa Grande nasceu a 15 de Fevereiro de 1875, em Portalegre, filha do capitão Eduardo Dias Grande e de Antónia Isabel Caldeira de Andrade que faleceu durante o parto.
Ao fim dos seis meses passados em Portalegre, o pai de Luzia, que sofria de uma grave doença pulmonar, decidiu mudar-se para a Madeira com as duas filhas, em busca de um clima mais favorável à sua doença.
Com nove anos apenas, Luzia vê a vida levar-lhe a pessoa que mais adora, o pai, que falece de tuberculose, e é de novo enviada para Portalegre, para casa da tia Sofia.
Aos catorze anos, é enviada pelos tios para o colégio das Salésias em Lisboa.
Atingida a maioridade, Luísa viveu algum tempo em Lisboa em casa dos viscondes de Geraz de Lima. Seguidamente acompanhou-os até à Madeira e passou a residir em casa da avó Ana, na Rua dos Netos, nº 19.
É na Madeira que Luzia casa com Francisco João de Vasconcelos, a quatro de Abril de 1896. Mas o casal não era feliz, e a Lei do Divórcio (de 3 de Novembro de 1910), que foi um dos primeiros atos legislativos do Governo Provisório saído da revolução de 5 de Outubro de 1910, foi imediatamente aproveitada por Luzia.
Posteriormente a esta fase da sua vida, Luzia vai ainda passar por grandes sofrimentos, já que para além do divórcio, terá vários problemas de saúde entre os quais a tuberculose e a neurastenia, cultivará a solidão, com receio de uma nova desilusão, o que quase a conduziu à loucura, à destruição dos seus sonhos, a um desequilíbrio emocional e físico que a levaram a desejar a morte.
Luzia recorre a um sanatório em França para se restabelecer e após esse período passa anos de uma interessante vida intelectual, tendo começado a publicar os seus livros, envolvendo-se na vida em sociedade, que era circunscrita a um pequeno mundo elegante, e inicia as suas viagens pelo estrangeiro.
Nos primeiros anos, no Funchal, tudo lhe correu a seu gosto, num ambiente calmo e alegre, mas o seu estado de saúde agrava-se a cada dia. Após sofrimentos físicos e morais que se prolongaram ao longo da vida, Luzia falece a 10 de Dezembro de 1945, pelas 14 horas, na Quinta Carlos Alberto. © NCV

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