7 de junho de 2026

Marvão celebra Dia de Portugal em Valência de Alcântara com evento sobre os 800 anos do primeiro foral da Vila

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No próximo dia 10 de Junho, por ocasião das comemorações do Dia de Portugal, Valência de Alcântara acolhe uma atividade institucional e cultural integrada na cooperação transfronteiriça com o município português de Marvão.
O ato terá lugar às 19 horas locais no Castelo Fortaleza de Valência de Alcântara, um espaço patrimonial que servirá de cenário para uma jornada dedicada a reforçar os laços culturais, históricos e de vizinhança entre ambos os territórios.
A iniciativa dará destaque à comemoração dos 800 anos da concessão do primeiro foral da Vila de Marvão, outorgado pelo rei Afonso II em 1226. Este não foi um simples documento administrativo, mas sim uma ferramenta de sobrevivência geopolítica que concedeu independência a um município que abrangia parte do atual distrito de Portalegre e parte da província de Cáceres. O foral oferecia isenções fiscais, terras e direitos jurídicos inexistentes no interior do reino, e incluía normas específicas para proteger os mercadores judeus, fomentando assim o comércio local. O foral original foi posteriormente renovado pelo rei Afonso III, atualizado pelo rei Dinis em 1299 após os tratados definitivos de fronteira, e reformado por Manuel I em 1512 com o chamado Foral Novo.
Conferência do Professor Jorge Oliveira
O programa inclui um Ato Institucional, seguido de uma conferência proferida por Jorge de Oliveira, professor catedrático jubilado da Universidade de Évora, que abordará o valor histórico desta comemoração e a sua importância no contexto do território transfronteiriço.
A jornada terminará com um concerto do grupo “Ferro em Brasa“ e da Tuna Sénior de Marvão, que acrescentarão a componente musical e cultural a um encontro concebido como ponto de ligação entre instituições, habitantes e visitantes de ambos os lados da fronteira.
Com esta atividade, Valência de Alcântara e Marvão reafirmam o seu compromisso com a cooperação transfronteiriça, a valorização do património partilhado e a promoção de intercâmbios culturais que fortalecem a identidade comum de dois membros da Rede de Vilas e Cidades Medievais. © NCV

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