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| Foto © JFPM/NCV (melhorada por IA) |
A Junta de Freguesia de Póvoa e Meadas anunciou este fim-de-semana que foi recentemente exposta na sua sede de uma “estela funerária” encontrada, há cerca de 26 anos, durante a reconstrução de uma habitação na Rua de Baixo, alegadamente “depois de ter permanecido desaparecida durante algum tempo”.
Segundo a leitura de Pedro Quintas Filipe, o texto da estela é: BOVTIA CAMALI F(ilia) AN(norum) XL H(ic) S(ita) E(st) S(ic) T(ibi) T(erra) L(evis). Ou seja: “Aqui jaz Búcia, filha de Câmalo, de 40 anos. Que a terra te seja leve”.
Este elemento, “de valor histórico e simbólico para a nossa freguesia”, foi gentilmente cedido à Junta por João Manuel Pires e seu filho Nuno Pires, “permitindo assim a sua preservação e valorização junto da comunidade”.
Ao divulgar a notícia, a Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas “expressa o seu agradecimento” aos munícipes que lhe entregaram esta peça arqueológica “pela disponibilidade demonstrada e pelo contributo dado à preservação da memória e identidade da nossa terra”.
Monumento que assinala uma sepultura
Uma estela funerária é um monumento comemorativo em forma de pilar, coluna ou laje vertical de pedra (ou madeira), cravado no solo para assinalar uma sepultura. Assinalavam exatamente onde o corpo estava sepultado e serviam como antepassadas das lápides modernas e tinham um profundo significado simbólico, social e religioso. © NCV


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