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| Ilustração © NCV Aguarela de LP Cruz. |
“Para já, irei ficar por cá ainda algum tempo porque há livros que pretendo acabar”, refere em mensagem nas redes sociais de despedida e agradecimento “a todos e a todas”, depois de “mais de metade da minha vida foi passada nesta região (Nisa, Évora e Castelo de Vide) onde trabalhei com dedicação e fiz o melhor que sei”.
“Vir de longe para uma terra desconhecida não foi fácil, embora, felizmente, o tempo se encarregue de ajustar as peças fora do baralho. Chama-se a isso sobrevivência e capacidade de adaptação desde que para isso haja abertura”, adianta Luís Pedro Cruz.
“Aqui, conheci pessoas maravilhosas que me souberam acolher desde o início. Com elas aprendi e me fiz homem. Pelo meu lado, mantive uma relação afável e acessível e ajudei as pessoas sempre que pude, envolvi-me e dei o máximo, mas, provavelmente, nem sempre agi bem, a vida é assim, e é-nos difícil reconhecer os erros”.
“Certo que (a) divulguei” (…) “procurei preservar e modernizar esta terra”
“Despeço-me humildemente, certo que procurei preservar e modernizar esta terra, certo que formei técnicos que partilham a minha paixão pela reabilitação e que se fixaram em Castelo de Vide e têm desenvolvido projetos fantásticos e, certo que divulguei a terra, acima de tudo, perdoem-me por ações mais irrefletidas com repercussões menos agradáveis que possam ler lesado alguém”.
“O meu objetivo foi trabalhar com dedicação para a comunidade, valorizando o concelho de Castelo de Vide dentro das minhas possibilidades. O futuro dirá se assim foi. Por tudo o que correu mal, na parte que me diz respeito, só me resta pedir desculpa!.
“E que quem venha a seguir que seja melhor que eu, porque Castelo de Vide merece. Obrigado a todos e a todas”, remata o arquiteto Luís Pedro Cruz. © NCV


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