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16 de outubro de 2026

Festival Terras sem Sombra:
“Portalegre, Cidade Viva: O Património Cultural e o Quotidiano“ em tarde de sábado

Para sábado dia 17 de Outubro às 15 horas, a proposta do Festival Terras sem Sombra em Portalegre é dedicada ao património. “Portalegre, Cidade Viva: O Património Cultural e o Quotidiano“, convida a descobrir as marcas históricas da cidade numa leitura através de marcas distintivas do passado e dos usos que sucessivamente lhes foram atribuídos.
A visita, com ponto de encontro na Sé (Praça do Município) e guiada por Emília Mourato (Técnica Superior de Turismo), propõe uma abordagem à cidade como palimpsesto histórico, na sua continuidade de usos, na transformação funcional dos edifícios e na convivência entre património religioso, civil e industrial.
José Régio, que aqui viveu durante mais de três décadas, fixou a ligação entre cidade e território na abertura da Toada de Portalegre: «Em Portalegre, cidade / Do Alto Alentejo, cercada / De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros». Essa espessura histórica torna-se particularmente legível no castelo e no antigo recinto amuralhado, no Convento de Santa Clara, no Convento de São Bernardo e no conjunto de São Francisco e da antiga Fábrica Robinson.
Serra de S. Mamede e Concerto no Museu da Tapeçaria
No Domingo terá lugar pelas 9:30 horas a actividade dedicada à salvaguarda da biodiversidade leva os participantes à Serra de São Mamede, para explorar os seus ecossistemas, microclimas e pontos de conectividade, sob o tema “Tophills na Serra de São Mamede: Ecossistemas, Microclimas, Pontos de Conectividade”.
E pelas 16 horas o Auditório do Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino será palco do concerto “A Geometria dos Sons: Obras para Dois Violinos“ pelo Polish Violin Duo, formado por Marta Gidaszewska e Robert Łaguniak.
Todas as actividades propostas pelo Festival Terras sem Sombra são de acesso livre e gratuito. © NCV
Clicar na imagem para ampliar o programa.

28 de novembro de 2021

Escola de Hotelaria de Portalegre reuniu o mundo dos vinhos da Serra de São Mamede

Fotos © EHTP/NCV
A Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre reuniu produtores, enólogos e vários agentes relacionados com o mundo da vitivinicultura para discutirem as peculiaridades e o potencial dos vinhos da Serra de São Mamede. “Portalegre, a Serra e os Vinhos” foi o nome dado à iniciativa que a escola organizou e que serviu para valorizar e potenciar estes ativos produzidos a partir de vinhas velhas de altitude em solos de transição. Porque as vinhas velhas são determinantes para a especificidade dos vinhos da região, os produtores concordam com a necessidade de potenciar as micro-produções. 
Partilhar experiências e conhecimentos
Pela primeira vez, e a convite da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, o mundo dos vinhos da Serra de São Mamede reuniu-se para partilhar as experiências e conhecimentos muito particulares por resultarem de uma simbiose de fatores que lhes garante características únicas e que têm um potencial por explorar muito elevado.
Nesta primeira edição do “Portalegre, a Serra e os Vinhos, houve duas mesas redondas. A primeira foi sobre “Vinhos de Altitude, Vinhos de Solos de Transição e Vinhos de Vinhas Velhas” e contou com participantes como o produtor de vinho, João Afonso, o enólogo e produtor de vinho, Rui Reguinga, o consultor de vinicultura, José Luís Marmelo, Diogo Vieira, da adega Altas Quintas, e João Gabriel, da Adega de Portalegre Winery. 
Potencial gastronómico dos vinhos de altitude
Na sessão da tarde, que teve como tema “O potencial gastronómico dos vinhos de altitude”, contou com os contributos da produtora de vinho, Susana Esteban, de Luís Cabral de Almeida, da Sogrape, de João Azevedo Mendes, da Symington Family Estates, e de Paulo Soares, da Herdade da Malhadinha Nova.
No final, ficou claro que as características dos vinhos de São Mamede são únicas e têm um valor inestimável e que ainda há muito trabalho a trilhar para aproveitar todo o potencial em causa. Esta reunião contribuiu, de alguma forma, para que os diversos agentes estejam sintonizados em prol de um objetivo comum que é o de valorizar o valor acrescentado que estes vinhos têm. 
Criar uma zona demarcada da Serra de São Mamede?
Além disso, nas conversas que aconteceram em “Portalegre, a Serra e os Vinhos”, foram vários os intervenientes que defenderam a necessidade de criar uma zona demarcada da Serra de São Mamede porque os vinhos que ali se produzem são originais. Por outro lado, os agentes valorizam, essencialmente, a qualidade emprestada pelas vinhas velhas e sentem que é necessário potenciar um nicho de negócio que tire partido das micro-produções com origem na serra. © NCV