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10 de maio de 2020

Três candidaturas de Marvão nas 7 Maravilhas da Cultura Popular (finalistas conhecidos a 7 de Junho)

Os Bordados com Casca de Castanha (Categoria Artesanato), a Feira da Castanha (Categoria Festas e Feiras) e as Choças de Marvão (Categoria Rituais e Costumes) estão na corrida às 7 Maravilhas da Cultura Popular. As três candidaturas submetidas pelo Município de Marvão foram validadas pelo Conselho Científico do Concurso, com a atribuição dos respetivos selos de nomeação. Mais informação AQUI.
No total, a organização das 7 Maravilhas de Portugal recebeu 504 candidaturas ao Concurso dedicado à Cultura Popular. Estas candidaturas foram avaliadas pelo Conselho Científico, que acabou por atribuir o selo de nomeado a 471.
Os resultados da avaliação pelo Painel de Especialistas, a terceira fase do Concurso, serão conhecidos a 7 de Junho e com atraso de um mês, em virtude dos constrangimentos causados pela pandemia Covid-19.
Nessa fase, o Painel de Especialistas composto por sete elementos de cada um dos 18 distritos e duas regiões autónomas, elege sete patrimónios de cada região, num total de 140 finalistas regionais, que participarão nas respetivas eliminatórias regionais.
A 7 de Junho, num programa em direto na RTP1, serão igualmente divulgadas as próximas etapas do Concurso que, neste momento, estão condicionadas à evolução da pandemia. © NCV

12 de abril de 2020

Choças de Marvão nomeadas para as 7 Maravilhas da Cultura Popular

A candidatura das Choças de Marvão que a Câmara Municipal submeteu às 7 Maravilhas da Cultura Popular obteve, esta semana, a validação pelo Conselho Científico do Concurso e o selo de nomeação na categoria Rituais e Costumes.
Quem percorrer a Serra de S. Mamede encontra em vários locais, mas sobretudo junto à fronteira com Espanha, testemunhos das tradicionais construções, popularmente conhecidas por choças.
Nas zonas mais raianas, certamente por influência da língua castelhana, são também conhecidas por sochas. Se da maior parte delas só hoje resta a estrutura pétrea, mais ou menos intacta, há algumas, especialmente no concelho de Marvão e Castelo de Vide, que continuam perfeitamente funcionais.
Dispersas pelos campos, ou em aglomerados, estas interessantes construções destinavam-se a diversos fins. Desde a pequena estrutura junto às terras de cultivo que serve de guarda às poucas alfaias necessárias ao amanho das terras e a dar proteção a algum gado ou a colheitas, até às choças de habitação continuada, encontramos na Serra de S. Mamede, diversas edificações que poderemos incluir no grande grupo das habitações com cobertura vegetal.
Das mais comuns, de planta circular, passando pelas quadrangulares até às raras de planta retangular, registam-se com várias dimensões, quer em planta, quer em alçado. Esta variabilidade resulta, naturalmente, dos diferentes fins a que se destinavam, independentemente da época de construção.
Nas imediações de Santo António das Areias, Porto da Espada e S. Julião é ainda possível observar algumas choças incluídas em pocilgas, destinadas a dar guarida a porcos. Estas, apresentam, na sua maioria, portas cuja altura raramente ultrapassa os cem centímetros, sendo, naturalmente a sua cobertura de dimensões reduzidas.
Na encosta norte de Marvão, por entre os grandes afloramentos graníticos e, especialmente nas imediações dos Cabeçudos e Barretos, podem encontrar-se as de maiores dimensões. Utilizadas até há pouco tempo como casas de habitação, estas choças, cujo diâmetro interno por vezes ultrapassa os cinco metros e da base ao topo do cone de cobertura chegam a atingir os oito metros, podiam encontrar-se aglomeradas formando pequenos aldeamentos.
Com uma técnica de construção rudimentar mas muito eficiente, estas choças utilizam no seu fabrico unicamente matéria-prima obtida localmente. A estrutura lítica é composta, invariavelmente, por blocos de pedra justapostos sem auxílio de qualquer tipo de argamassa. Sobre esta estrutura de pedra assentam vários barrotes, geralmente de madeira de castanho que infletindo para o interior, dão forma ao esqueleto da cobertura cónica que os irão cobrir.
Pelo Outono cortam-se as giestas que entrelaçadas e por vezes atadas cobrem completamente a estrutura de madeira previamente montada. Uma porta, por norma de castanho, possibilita o acesso ao interior formado por um só espaço. Na parte superior da porta abre-se geralmente um pequeno postigo ferrado.
Com esta técnica, obtém-se assim, uma construção impermeável, resistente aos ventos e propiciadora de um espantoso isolamento térmico. Com grande facilidade podem ser substituídas partes da cobertura, que por se encontrarem mais expostas aos elementos mais rapidamente se deteriorem.
Consideradas, nas últimas décadas, como sinónimo de pobreza, muitas foram abandonadas ou transformadas. As transformações mais comuns consistem na substituição da cobertura cónica por um telhado de uma ou duas águas revestido por placas de zinco ondulado, ou mesmo telha, alterando completamente o isolamento térmico que a cobertura vegetal facultava e inviabilizando a utilização da lareira no interior da construção, proporcionada anteriormente pela grande altura da estrutura cónica.
Na zona sul do Parque Natural da Serra de S. Mamede, onde a giesta não é tão abundante, outras soluções foram adotadas no revestimento destas construções. Fiadas de palha sobrepostas e entrelaçadas entre si substituem com algum êxito as vulgares coberturas de giesta.
As maiores dimensões, sobretudo em altura, alcançadas pelas choças da zona norte contrastam com a menor volumetria patente nas construções ainda bem vivas no concelho de Arronches.
Destaque merece ainda a significativa presença de choças quadrangulares, ou retangulares quando revestidas a palha, divergindo das de planta circular, revestidas maioritariamente por giesta e que marcam a paisagem da zona dos granitos.
As choças, construções intemporais desde sempre presentes na paisagem humanizada da Serra de S. Mamede, parecem ser testemunhos vivos das habitações pré-romanas.
Texto de Jorge de Oliveira

9 de abril de 2020

Validadas esta semana as três candidaturas de Marvão às 7 Maravilhas da Cultura Popular

As três candidaturas de Marvão às 7 Maravilhas da Cultura Popular foram validadas por parte do Conselho Científico do Concurso e obtiveram os respetivos selos de nomeação.
Recorda-se que a Câmara Municipal de Marvão candidatou os Bordados com Casca de Castanha (Categoria Artesanato), a Feira da Castanha - Festa do Castanheiro (Categoria Festas e Feiras) e as Choças de Marvão (Categoria Rituais e Costumes) às 7 Maravilhas da Cultura Popular. © NCV
Mais informação AQUI