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3 de dezembro de 2021

Filmado em Castelo de Vide:
filme “O Nosso Cônsul em Havana” esta sexta-feira (22:53 horas) na RTP1

O filme “O Nosso Cônsul em Havana”, parcialmente filmado em Castelo de Vide e com figurantes locais, é exibido pela primeira vez esta noite (22:53 horas) na RTP1.
A obra é livremente inspirada no período em que Eça de Queiroz foi Cônsul de Portugal em Cuba, à época colónia espanhola.
No ano de 1872, Eça de Queiroz é nomeado Cônsul em Havana por Andrade Corvo, ministro dos Negócios Estrangeiros do novo governo, este de carácter mais liberal. Em Cuba, colónia espanhola, continua a escravatura, agora alimentada pelos chineses contratados, os quais saem da China via Macau, com documentos portugueses, sendo já cerca de 100 mil. Eça vai para Havana com a missão de resolver o problema dos chineses, tratados como escravos nas plantações de cana-de-açúcar.
Com Elmano Sancho como protagonista, O Nosso Cônsul em Havana é um filme inspirado em factos reais, que se desenrola durante o período em que Eça de Queiroz iniciava a carreira diplomática como Cônsul Português em Havana. Do elenco fazem também parte Joaquim Nicolau, João Lagarto, Pedro Frias, Luísa Cruz, António Capelo, Ivo Arroja, Mafalda Banquart, Rodrigo Santos, Luísa Cruz, entre outros.
Com a duração de 109 minutos, a realização é de Francisco Manso e a produção de Francisco Manso Audiovisuais, com argumento de António Torrado e José Fanha e música de Luís Cília. © NCV

19 de novembro de 2020

Filme “O Nosso Cônsul em Havana” estreia esta quinta-feira em 14 cinemas de todo o país
- exibição em Castelo de Vide ainda sem data

O filme “O Nosso Cônsul em Havana” estreia hoje quinta-feira dia 19 de Novembro em 14 salas de cinema em todo o país.
Realizado por Francisco Manso e com Elmano Sancho no papel de Eça de Queiroz o filme acompanha o lado menos conhecido do escritor: o de defensor dos Direitos Humanos enquanto Cônsul Português em Cuba.
O filme, com uma duração de 110 minutos, é considerado uma “ficção biográfica” e resulta da série televisiva com o mesmo título, que contou com filmagens em diversos locais do país entre os quais Castelo de Vide e Portalegre. Tal como na série de TV o guião é da responsabilidade de António Torrado com a colaboração de José Fanha.
Numa mistura de ação, drama, romance e até um toque de comédia, o filme acompanha a chegada de Eça a Havana e o desfilar de personagens com quem convive, desde as mais altas eminências políticas a fazendeiros e grandes proprietários, às mulheres por quem se apaixonou e aos inimigos que fez no Casino de Havana e noutros palcos de jogo e de decisões geopolíticas.
O filme pode ser visionado em Lisboa (5 salas) e também no Porto, Setúbal, Santarém, Leiria, Albufeira, Coimbra, Viseu, Funchal e Ponta Delgada.
Em Castelo de Vide só em 2021
Segundo o NCV conseguiu saber junto da empresa distribuidora ainda não está aprazada qualquer data para exibição da obra em Castelo de Vide, onde também foi filmada a série de televisão com o mesmo título. Essa exibição muito provavelmente só será programada para o ano de 2021, tal como aliás acontece com outros concelhos onde decorreram as filmagens em Portugal. © NCV

10 de novembro de 2020

Filme “O Nosso Cônsul em Havana” (110 minutos) apresentado em Lisboa e nos cinemas a partir de dia 19

Realiza-se na manhã de amanhã, quarta-feira dia 11 de Novembro, em Lisboa um visionamento de imprensa que serve de apresentação pública do filme “O Nosso Cônsul em Havana”, produzido e realizado por Francisco Manso, que se anuncia nos cinemas a partir de quinta-feira dia 19 de Novembro.
O filme, com uma duração de 110 minutos, é considerado uma “ficção biográfica” e resulta da série televisiva com o mesmo título, que contou com filmagens em diversos locais do país entre os quais Castelo de Vide e Portalegre. Tal como na série de TV o guião é da responsabilidade de António Torrado com a colaboração de José Fanha.
Sinopse do filme
Em 1872, Eça de Queiroz é nomeado Cônsul em Havana por um novo governo português de carácter mais liberal e parte com o objetivo de enfrentar as autoridades locais em defesa dos trabalhadores chineses que são atraídos para plantações de cana de açúcar, mas acabam explorados e escravizados.
“O Nosso Cônsul em Havana” é uma ficção que se inspira livremente no período em que Eça de Queiroz foi Cônsul de Portugal nas Antilhas espanholas. Seguimos a história de Lô, uma menina chinesa que embarca clandestinamente para Cuba e que é ajudada por um marinheiro de bom coração, Castellano, que a entrega às freiras do Convento de Santa Clara.
Para ajudarem Lô a escapar das garras do grande escravocrata da Ilha, Don Zulueta, vão convergir pessoas de bem e defensoras da liberdade: o jornalista e livre-pensador Vicente Torradellas; D. Antónia Morales, proprietária de terras; a Madre Filomena; o próprio Eça de Queiroz e o seu amigo Juan, um rapazito engraxador cheio de manhas e artimanhas necessárias à sobrevivência numa cidade como Havana.
Durante o tempo em que aí está, Eça não deixa por mãos alheias os seus méritos de sedutor e vive um amor escaldante com Mollie, filha do General americano Robert Bidwell (que viremos a descobrir ser traficante de armas), uma jovem moderna e apaixonada que se sente tão à vontade à mesa do póquer como no jogo da sedução.
O realizador e produtor Francisco Manso
Francisco Manuel Manso Gonçalves de Faria nasceu em Lisboa a 28 de Novembro de 1949. Frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa. Tem o Curso de Cinema e Audiovisuais do AR.CO e o Curso de Áudio e de Assistentes de Realização da RTP.
É membro da Academia Portuguesa de Cinema. Realizou 8 filmes de longa-metragem, tendo produzido 2 deles, 5 séries e filmes para televisão e mais de 120 documentários. Entre eles, destacam-se as produções “O Cônsul de Bordeús” (2010) e “O Testamento do Senhor Napumoceno” (1997). © NCV

9 de setembro de 2020

Filme “O nosso cônsul em Havana” chega aos cinemas provavelmente em Novembro


O filme “O Nosso Cônsul em Havana”, de Francisco Manso, chegará às salas de cinema, previsivelmente em Novembro, através da Zero em Comportamento / Projectos Paralelos. Trata-se de uma ficção livremente inspirada no período em que Eça de Queiroz foi Cônsul de Portugal nas Antilhas espanholas. O argumento é de António Torrado, com a colaboração de José Fanha, e o filme é um compacto da série de televisão que, entre outros locais, foi filmado em Castelo de Vide e Portalegre.
É do conhecimento geral que José Maria de Eça de Queiroz é considerado um dos mais brilhantes e internacionais escritores da literatura portuguesa, tendo escrito nove romances, vários contos e inúmeros artigos de jornais.
Mas talvez não seja tão difundido que Eça dedicou a sua atividade profissional à carreira diplomática, tendo começado precisamente por Cuba em 1873, daí seguindo para Newcastle e depois para Bristol, onde esteve entre 1874 e 1878. Finalmente, em 1888 seria nomeado cônsul em Paris, que foi o seu último posto consular.
Chegado a Havana com 27 anos, imbuído das novas correntes ideológicas (a Democracia, o Socialismo e a República) e literárias (o Positivismo e o Realismo) que circulavam pela Europa de então, Eça encontra uma ilha onde se defrontavam duas potências – uma em declínio, a Espanha, outra em ascensão, os Estados Unidos da América – e onde ainda vigorava a escravatura, mas também onde já fermentava o espírito independentista dos cubanos, através de conspirações e pronunciamentos, que culminaram na renúncia da Espanha à ilha, em Dezembro de 1898.
Em Cuba, Eça encontrou milhares de chineses que, acossados pela fome no seu país, embarcavam para a colónia Espanhola, sobretudo a partir do porto de Macau, atraídos para as plantações de cana-de-açúcar por intermediários gananciosos e que os exploravam como escravos.
Ao contrário de muitos países, que se colocaram à margem do problema (caso da Inglaterra, que se limitou a impedir a saída dos chineses pelo porto de Hong-Kong), o governo português reconheceu a esses chineses a protecção do consulado português, visto que possuíam documentação portuguesa, por terem partido do porto de Macau.
O seu empenhamento em defesa desses chineses (os coolies), e a forma como o cônsul-escritor enfrentou as inúmeras oposições das autoridades locais e dos fazendeiros, são um exemplo invulgar de humanitarismo, num tempo em que ainda não havia instâncias supra-nacionais (tipo Organização Internacional do Trabalho) que zelassem pelos direitos dos mais fracos.
Nesse sentido, Eça foi grande um precursor da Defesa dos Direitos Humanos.
Mas Eça era também um boémio e sedutor e enquanto está colocado em Havana, não deixa por mãos alheias os seus méritos e vive um amor escaldante com Mollie Bidwell, filha do General americano Robert Bidwell, com falsa aura de herói da guerra da Secessão dos Estados Unidos da América. Mollie é uma jovem moderna e apaixonada que se sente tão à vontade à mesa do póquer como no jogo da sedução. © NCV