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8 de outubro de 2016

Proposta de fim-de-semana: destaque para a desfolhada no Domingo e sugestão de visita ao Castelo

A proposta municipal sobre o que fazer este fim-de-semana destaca o cartaz da tradicional recriação da desfolhada pelo Rancho Folclórico (Domingo às 16 horas no Lajeado) e sugere aos interessados “subir até ao Burgo Medieval de Castelo de Vide e conhecer um pouco da sua história” sobre o castelo, incluindo a Igreja de Nossa Senhora da Alegria e os antigos Paços do Concelho. Embora sem qualquer referência ao Dia Nacional dos Castelos celebrado ontem mesmo, as sugestões são acompanhadas de um texto e 3 fotos que a seguir se republicam.
“O que fazer no fim-de-semana? Porque não subir até ao Burgo Medieval de Castelo de Vide e conhecer um pouco da sua história.
O Castelo de Castelo de Vide
Feitas e desfeitas as fortificações medievais ao longo do séc. XIII, ao sabor dos interesses senhoriais que quase sempre brigavam com os interesses da coroa e também com os da população, que preferia ter como senhor o longínquo rei, levanta-se definitivamente o castelo, por iniciativa de D. Dinis, concluindo-se já no reinado de seu filho, Afonso IV, em 1327.
Foi assim que Vide passou a Castelo de Vide.
O castelo situa-se no canto S das fortificações medievais, que integram o primitivo burgo, constituindo as suas muralhas o prolongamento das da cerca urbana. Os muros desenham um polígono ligeiramente trapezoidal que apresenta a Torre de Menagem, de secção rectangular, no ângulo S, e, no tramo NO um cubelo que flanqueava o ângulo N do primitivo pátio.
A Torre de Menagem, maciça até ao nível do adarve, apresenta uma sala de planta octogonal com aljube cilíndrico descentrado e grandes janelas rectangulares.
As Portas da Vila, desalinhadas e em arcos quebrados, situam-se a SE, dando acesso à Rua Direita. Esta atravessa o velho burgo para sair no tramo oposto pelas Portas de São Pedro, também desalinhadas mas em arcos redondos. Uma rua perpendicular a esta dá acesso a duas portas secundárias, com arcos redondos, que se encontram emparedadas nos tramos SO e NE.
A Torre de Menagem apresentou-se esventrada durante muitos anos em resultado da explosão que a mutilou no ano de 1705, quando os espanhóis a ocuparam. Mais tarde, com o terramoto de 1755, voltou a sofrer danos.
Após várias intervenções, as obras de reconstrução da torre foram dadas como concluídas em 1978.
Está protegido como Monumento Nacional desde o Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910.
Igreja de Nossa Senhora da Alegria
Uma bonita igreja que está situada no terreiro da Nossa Senhora da Alegria lindíssimos.
Os azulejos de padrão da Igreja de Nossa Senhora da Alegria encontram-se aplicados no interior e também no exterior do edifício, numa manifestação rara da presença de elementos cerâmicos de padronagem sobre o portal principal e a envolver e a revestir o nicho com a imagem da padroeira do templo, ela própria em cerâmica com a legenda pintada no azulejo que lhe serve de plinto: N.S.DA / ALEGª / RIA.
Os Antigos Paços do Concelho
Num recanto da rua do Relógio encontra-se uma velha e pequenina casa de pórtico ogival, escada exterior e arco aberto, a ligar aquela rua com a rua do Balcão que se diz ter sido o primeiro Paço do Concelho, onde os Vereadores ditaram as regras e posturas municipais, nos séculos XIV e XV”. © CMCV/NCV

15 de outubro de 2012

Artigo em revista inglesa sobre azulejos das igrejas de Santiago, Senhora da Alegria e Senhora da Penha

A última edição da revista inglesa “Glazed Expressions” (The Magazine of TACS, the Tiles and Architectural Ceramics Society), inclui um artigo da castelovidense Rosário Salema de Carvalho (em co-autoria com A. Pais, A. Almeida, I. Aguiar, I. Pires, L. Marinho e P. Nóbrega)  intitulado “17th Century Patterned Azulejos from Portugal” (Azulejos padrão do século 17 em Portugal). 
O artigo sobre azulejos de padrão do século XVII utiliza como caso de estudo os azulejos de três igrejas em Castelo de Vide: Santiago, Nossa Senhora da Alegria e Nossa Senhora da Penha, incluindo muitas ilustrações). 
A “Glazed Expressions” é uma revista ilustrada que se publica duas vezes por ano e inclui sempre uma ampla gama de artigos nacionais (ingleses) e internacionais sobre azulejaria e cerâmica, questões de conservação, entrevistas, revistas de livros, identificação de azulejos, coleccionismo, etc.. © NCV



19 de setembro de 2012

Igreja de Nª Sra da Alegria vai ser classificada
como Monumento de Interesse Público
- criada “zona especial de protecção”

Clicar para ampliar.

Foi já publicado em Diário da República o “projeto de decisão” relativo à classificação da Igreja de Nossa Senhora da Alegria em Castelo de Vide, como Monumento de Interesse Público (MIP) e à fixação da respetiva Zona Especial de Proteção (ZEP), conforme planta de delimitação que junto publicamos. 
Parecer de Dezembro de 2011
De acordo com esse documento (datado de 6 de Setembro e publicado oficialmente na passada semana) da responsabilidade de Elísio Summavielle, Diretor-Geral do Património Cultural, “com fundamento em parecer da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura  (SPAA — CNC), de 19/12/2011, é intenção da Direção-Geral do Património Cultural propor a S. Ex.ª o Secretário de Estado da Cultura a classificação como Monumento de Interesse Público (MIP), da Igreja de Nossa Senhora da Alegria, sita dentro da muralha do Castelo”
30 dias de consulta pública
O proceso de consulta pública que se segue, nos termos da lei, terá a duração  de 30 dias úteis. As observações dos interessados deverão ser apresentadas  junto da DRCA (Direcção Regional de Cultura do Alentejo, em Évora), que se pronunciará num prazo de 15 dias úteis.  
“Caso não sejam apresentadas quaisquer observações, a classificação   e a ZEP serão publicadas no Diário da República, (…) data a partir da qual se tornarão efetivas”.
De sublinhar que “os imóveis  incluídos na ZEP ficarão abrangidos pelo disposto nos artigos 36.º, 37.º  e 43.º da Lei n.º 107/2001, de 8 de setembro, e no artigo 43.º do Decreto-Lein.º 309/2009, de 23 de Outubro”. 
Consulta do processo
O processo administrativo original está disponível para consulta  (mediante marcação prévia) na Direção Regional de Cultura do Alentejo  (DRCA), Rua de Burgos, n.º 5, 7000 -863 Évora.
Para além disso, “nos termos dos artigos 27.º e 46.º do Decreto -Lei n.º 309/2009,  de 23 de outubro, os elementos relevantes do processo estão disponíveis  nas páginas eletrónicas dos seguintes organismos: a) Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCA), b) Direção-Geral do Património Cultural e c) Câmara Municipal de Castelo de Vide. © NCV
N. R. Não podemos deixar de assinalar que este anúncio n.º 13415/2012 da Direção-Geral do Património Cultural refere por duas vezes o concelho de Castelo de Vide como pertencendo ao distrito de Évora… um lapso insistente que, convenhamos, não fica nada bem a uma Direcção-Geral destas! A geografia e a organização administrativa do território também fazem parte do “património cultural”.

16 de junho de 2008

Igreja Matriz vai entrar novamente em obras
"logo que o tempo o permita"

A Igreja Matriz vai entrar em obras logo que o tempo o permita” - segundo anuncia o Boletim Paroquial em mais uma nota sobre o assunto que adianta que “desta vez iremos reparar os telhados que ficaram por reparar, da última reparação, por falta de dinheiro, e tentaremos pintá-la por dentro.
O orçamento das obras necessárias já obtido pela Paróquia acende a 112 634 Euros (mais IVA). “Mas confiamos na generosidade de todos” adianta a referida publicação que informa já estarem a ser angariados fundos e apela mesmo a que “talvez alguém possa emprestar dinheiro, sem juros, pagável depois, em dez anos...”.
Recorda-se que há 3 anos foi substituído o telhado e a cúpula, ficando ainda por reparar o telhado da capela mor e da sacristia do lado Norte. Entretanto, a água das chuvas tem entrado na Igreja e provocado avultados danos. E recentemente o Conselho Paroquial resolveu pedir orçamentos, contrair um empréstimo e “proceder quanto antes às obras”.
Telhado da residência paroquial “avagou”
Por outro lado, também o telhado da residência paroquial, na Carreira de São Tiago, “avagou um pouco e precisa de reparação”, de acordo com a mesma fonte, que indioca estarem a ser efectuadas “diligências para repor o telhado”.
Igreja de São Vicente
As senhoras do Bairro da Boavista” procederam à limpeza da capela de São Vicente Ferrer pelo que a Paróquia lhes deixou uma nota de “reconhecimento público” através do Boletim Paroquial. A igreja “estava muito suja”porque “as aves cobiçam-na para lá fazerem os ninhos”.
Agora a Paróquia está também “a tentar a caiação da frontaria e a reparação da porta principal”.
Painéis aguardam douramento
O restauro do retábulo do altar da Igreja de Nossa Senhora da Alegria no Castelo “vai ficar em 35 000 Euros” de acordo com uma nota do Boletim Paroquial que explica também o atraso no restauro.
Os painéis de madeira que foram reconstruídos e se encontram encostados às paredes dentro da Igreja, estão à espera do douramento antes de serem colocados no retábulo do altar” - explica a mesma nota. © NCV