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26 de junho de 2023

Grupo de Trabalho interministerial discutiu “in loco” na sexta-feira as propostas municipais de reordenamento dos espaços na Barragem de Póvoa e Meadas

Fotos © DR/NCV
No âmbito das reuniões do Grupo de Trabalho recentemente constituído por Despacho do Governo, que junta à mesa Serviços tutelados por três Secretarias de Estado, a Autarquia de Castelo de Vide pôde finalmente discutir “in loco” na passada sexta-feira, dia 23 de Junho, as suas propostas apresentadas sobre o futuro da Barragem de Póvoa e Meadas. A passada sexta-feira poderá assim ter sido “um dia decisivo para o futuro da Barragem de Póvoa e Meadas”, de acordo com o Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide.
Recorda-se que este grupo de trabalho foi encarregue também de propor reajustamentos aos perĩmetros urbanos de Póvoa e Meadas e de Castelo de Vide também previstos e já propostos pela Câmara Municipal no sentido de compatibilizar as regras diferenciadas neste momento existentes entre os diversos planos de ordenamento trerritorial aplicáveis.
António Pita esteve no terreno, acompanhado pelo vice-presidente da Câmara Municipal, Nuno Calixto e por técnicos municipais da Divisão de Planeamento e Projetos, que discutiram com a Administração Central e Regional a proposta municipal que visa a delimitação do Espaço Turístico na Zona de Proteção da Barragem de Póvoa e Meadas, com a identificação dos “usos das edificações, espaços e equipamentos existentes, e os zonamentos/espaços e usos propostos”, para obtenção da emissão de um parecer conjunto favorável das entidades envolvidas.
O autarca recorda que, “depois da saída da então EDP do local nos anos 80, o Município celebrou um contrato de comodato a 7 de Janeiro de 1991, que permitia a utilização de grande parte dos terrenos propriedade da empresa, mas sem quaisquer garantias ou benefícios de direitos adquiridos sobre eventuais benfeitorias e infraestruturas que viessem a ser construídas. Porém, para além das questões de titularidade predial, a montante estará sempre a redefinição das regras do ordenamento do território que determinam todo o tipo de licenciamento de projetos que se pretendam implementar.
“Assim, o edifício para o Centro de Interpretação da Albufeira de Póvoa e Meadas e a Área de Serviço de Autocaravanismo, imóveis recentemente reabilitados e já licenciados, constituem as únicas parcelas propriedade da Autarquia”, adianta António Pita.
“O caminho faz-se caminhando, mas nesta já muito longa caminhada de negociações acredito que estará agora para breve uma nova vida para a Barragem que a todos nós tanto nos toca”, remata o Presidente da Câmara Municipal numa nota sobre a reunião.
“Ordenar e gerir o espaço com racionalidade”
Segundo adiantou o autarca castelovidense nesse documento, o Município considera para o futuro da Albufeira:
1. O histórico dos locais utilizados para fruição pública, recreio e atividade balneares informais, e hoje já a existência de rotas homologadas de Cycling e Walking que percorrem o espaço em questão;
2. A existência de estudos dos valores ornitológicos da albufeira;
3. A existência de levantamentos e estudos arqueológicos do espaço envolvente à albufeira, bem como de Arqueologia Industrial da Central Hidroelétrica;
4. A existência da atividade piscatória relevante que se pretende continuar a permitir, conforme regulamentação aplicável;
5. Que o Município pretende ordenar e gerir o espaço com racionalidade, tirando partido das sinergias e do potencial do espaço, salvaguardando obviamente os bens ambientais e naturais do território em causa, que esta Autarquia reconhece de valor excecional, e que tem defendido e contribuído para a sua preservação;
Atividades/programa para um “espaço turístico” da Barragem
Apresentaram-se as seguintes atividades/programa, de iniciativa pública e privadas, com vista à autorização de um Espaço Turístico da Barragem de Póvoa e Meadas, delimitado por zonas, de acordo com a base cartográfica desenhada para o efeito: ASA – Área de Serviço de Autocaravanas, Zona Balnear, Parque de Merendas, Zona de Lazer, Parque de Campismo, alojamentos de campos de férias, Centro de Interpretação da Barragem e estação Cycling, Zona de Estacionamento, Miradouro e ECO Parque.
Para cada uma destas diferentes zonas exiatentes (a melhorar) ou a criar de raiz, António Pita deixou numa nota nas redes sociais um descritvo resumido das valências previstas, que a seguir se republica.
1. ASA – Área de Serviço de Autocaravanas - equipamento existente e licenciado prevendo-se a sua eventual ampliação no futuro.
2. Zona Balnear – zona existente a requalificar, mas que permita a instalação de um centro náutico, abrangendo o seguinte conjunto de instalações de apoio às atividades recreativas, nomeadamente as que se desenvolvem no plano de água:
•Zona de banhos;
•Cais/Rampa para lançamento das embarcações à água;
•Pontão flutuante de amarração;
•Armazém para embarcações e material diverso;
•Pequena oficina/estaleiro (parte coberta e parte descoberta);
•Espaço de convívio;
•Campo de jogos;
•Estrutura/Posto de primeiros socorros;
•Vestiários, balneários e sanitários públicos, e
•Parque de estacionamento;
3. Parque de Merendas – zona existente e que se pretende requalificar com novos equipamentos/mobiliário e criar as seguintes áreas de apoio:
•Bolsa de estacionamento, e
•Instalações sanitárias.
4. Zona de Lazer - zona existente a requalificar que abrange o seguinte conjunto de instalações:
•Restaurante com cafetaria- Existente a reconstruir/alterar/ampliar, ou a deslocalizar prevendo instalações sanitárias;
•Parque Infantil e espaço lúdico – Existente a requalificar e ampliar;
•Piscina – Conversão de tanque existente, e
•Parque de manutenção física – a instalar
5. Parque de Campismo – Requalificação do parque de campismo e caravanismo existente, reconvertendo-o a Eco Campismo, e que se pretende ampliar com a integração das instalações sanitárias públicas existentes, dotando-o com as condições de segurança e infraestruturas necessárias, inserido na zona proposta do Eco Parque.
6. Residência para alojamentos de campos de férias – reabilitação/alteração e ampliação do edifício existente a afetar a residência para alojamentos de campos de férias e de visitação e exploração do Eco Parque, inserido na zona proposta para Eco Parque.
7. Centro de Interpretação da Barragem de Póvoa e Meadas e estação Cycling – Equipamentos existentes disponíveis ao público, inseridos na zona proposta do Eco Parque
8. Zona de Estacionamento – Área existente junto ao paredão, a infraestruturar para permitir o estacionamento organizado de veículos pesados de turismo, entre outros, inserido na zona proposta do Eco Parque.
9. Miradouro – Existente a requalificar, inserido na zona proposta do Eco Parque.
10. ECO Parque – Zona delimitada onde se encontram implantados os edifícios da antiga Central Hidroelétrica convertida em parte a museu, edifícios habitacionais (camaratas), cantinas e de apoio, dependências agrícolas entre outros, devidamente identificados na cartografia, e que se pretendem recuperar/reabilitar e ampliar. Pretende-se criar um Circuito interpretativo da linha de água e galeria ripícola que delimita a área do comodato. © NCV

28 de junho de 2010

Turismo do Alentejo iniciou discussão com operadores turísticos e Municípios sobre revisão do ordenamento do Parque Natural

Teve lugar na passada 6ª feira, dia 25 Junho, de manhã, no Auditório da Câmara Municipal de Marvão, uma sessão de discussão sobre a revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede.
A iniciativa foi promovida pela Turismo do Alentejo, ERT, e teve por objectivo “induzir a reflexão com os agentes económicos privados e Municípios relativamente àquilo que poderá ser a optimização do aproveitamento turístico daquela área protegida”.
As propostas concretas serão enviadas ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, autoridade que tem por missão conduzir o respectivo processo de revisão.
Este é o segundo processo de revisão de um plano de ordenamento em que a Turismo do Alentejo, ERT intervém activamente, depois das sessões similares realizadas no passado mês de Abril no âmbito do processo do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. © NCV

31 de maio de 2010

Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede
em auscultação pública durante 30 dias

O Plano de Ordenamento do Parque Natural da Serra de São Mamede (POPNSSM) encontra-se em revisão e um aviso recente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I.P. (ICNB) refere que no prazo de 30 dias úteis a partir da sua publicação todos os interessados podem formular sugestões e apresentar informações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas no âmbito do procedimento de revisão
Este Aviso vem na sequência do Despacho n.º 22008/2009, de 02 de Outubro, do Gabinete do Secretário de Estado do Ambiente que determinou a revisão do POPNSSM. Inicia-se assim, finalmente, a revisão de um Plano de Ordenamento que muitos sectores têm vindo a referir ser, em muitos aspectos, muito penalizador para os Concelhos abrangidos por esta Área Protegida. © NCV