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27 de fevereiro de 2017

Federações da JS de Castelo Branco, Portalegre e Santarém exigem ponto final na poluição do Tejo

As federações distritais da Juventude Socialista de Castelo Branco, Portalegre e Santarém exigiram em comunicado conjunto “ao Governo um ponto final na poluição que se abate sobre o curso do rio”.
Transversalidade territorial
Trata-se de “problemas comuns ao Distrito de Castelo Branco, Portalegre e Santarém, motivando a concertação de vontades entre as lideranças das estruturas federativas, protagonizadas pelo João Marques, o Eduardo Alves e o Tiago Preguiça, respetivamente, e os seus órgãos distritais”. 
“O Rio Tejo reproduz, nos territórios que em seu redor orbitam, um conjunto de oportunidades lúdicas, turísticas e económicas que têm de ser tuteladas.Desde a rede de praias fluviais, eminentemente sob dependência da qualidade da água, passando pela atividade piscatória e agrícola, ou até à restauração umbilicalmente ligado ao rio”, refere o documento.
“Funciona como dínamo da economia daqueles que atravessa, sendo a sua contaminação um constrangimento suplementar em territórios já de si sufocados pelas assimetrias territoriais”. 
Tejo não pode ser a “lavandaria da atividade económica”
“Para mais, o fomento de políticas públicas assentes na proteção do ecossistema tem de ser erguida à condição de valor absoluto. O desenvolvimento só faz sentido se for integrado, de mãos dadas com a observância da preservação do meio ambiente. O Tejo não pode ser a lavandaria da atividade económica”.
O sobressalto em que mergulha não é de agora. Arrastam-se os diagnósticos e as coimas, sem que a delapidação do Tejo e do efeito dominó que tem para as populações circundantes tenha fim à vista. © NCV

18 de fevereiro de 2017

Deputado Luís Testa questionou ministro do Ambiente sobre poluição no Tejo

Clicar na imagem para ampliar.
Em busca de soluções para a problemática da poluição no Rio Tejo, o deputado socialista eleito pelo distrito de Portalegre, Luís Moreira Testa, submeteu na passada quinta-feira, dia 16, uma questão dirigida ao ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, para saber que medidas o ministério que lidera já tomou para inverter a situação e melhorar a qualidade da água.
Luís Moreira Testa quer saber o que está a ser feito para resolver os problemas identificados.
O intuito desta iniciativa levada a cabo por Luís Moreira Testa é a de questionar os responsáveis políticos pelo acompanhamento e pela regularização desta situação, sempre na defesa dos interesses da distrito de Portalegre e das suas populações. © NCV

14 de novembro de 2016

Comunicado da Associação Ambiental do Alto Tejo
denuncia nova onda de poluição no Tejo

O Núcleo da AZU Associação Ambiental do Alto Tejo denuncia em comunicado que, na sexta-feira da tarde do dia 11 de Novembro, “milhares de lagostins tentaram sair da água e refugiar-se nas margens do rio Tejo no Cais do Arneiro, Freguesia de Santana, Concelho de Nisa, fugindo á imensa mancha negra com origem nas indústrias de VV de Ródão”.
“Segundo alguns pescadores e populares, o cheiro era horrível e, no sábado dia 12, a mancha já se alongava para mais de 1,5km para jusante do referido cais, confirmando-se o pior, milhares de lagostins morreram “sufocados” nas armadilhas que são o único sustento para algumas famílias nesta época do ano”.
“Na tarde do Domingo, dia 13 de Novembro, populares descreveram que no cais de VV de Ródão estava a efectuar-se a maior descarga que há memoria com origem na empresa Celtejo. A mancha negra recuou para junto da tomada de água da citada empresa, numa situação inédita. Também aqui milhares de lagostins procuram refugio nas margens, com falta de oxigénio na água”.
A Celtejo é a responsável?
“Há cerca de uma semana e meia que as descargas se têm agravado, tornando-se visível nos concelhos de Vila Velha de Ródão, Nisa, Gavião, Mação e Abrantes. Segundo os pescadores e populares, a empresa Celtejo, é a responsável, argumentando com o facto das águas do rio Tejo, a montante do do cais de VV de Ródão estarem límpidas razão que leva alguns pescadores do Arneiro, a colocarem aí as suas gaiolas, salvaguardando assim os lagostins das descargas sucessivas da referida empresa”.
O comunicado da Associação Ambiental do Alto Tejo sublinha que “continuamos na mesma, o que vieram os deputados da Comissão de Ambiente fazer pelo Tejo acima desde Lisboa? Onde pára o Ministro do Ambiente? Denúncias, exposições, manifestações, tantas acções de cidadãos e cidadãs anónimos, dos partidos políticos, do SEPNA, o poder económico contínua imparável, incorrigível e insensível, disposto a acabar com o Tejo, a fazer deste esgoto. Onde está o poder local, que é feito das Câmaras de Nisa e VV de Ródão? Não há respeito pelos pessoas que tirem o seu sustento do rio, por milhares de cidadãos que vivem a jusante das Portas de Ródão?”. © NCV



28 de janeiro de 2016

Presidente da Câmara de Nisa em audição parlamentar
no dia 2 de Fevereiro na Assembleia da República
sobre os problemas da poluição no rio Tejo

Poluição no rio Tejo. Foto da Rádio Portalegre.
A Presidente da Câmara Municipal de Nisa vai ser recebida no próximo dia 2 de Fevereiro, na Assembleia da República, para expor na Comissão Parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação a situação de catástrofe que atinge o rio Tejo bem como as implicações daí resultantes, quer na qualidade das águas para a pesca quer para a saúde das pessoas e para todo o concelho de Nisa.
A iniciativa é considerada uma “tentativa de ultrapassar os constrangimentos e impactos negativos que esta situação de poluição está a provocar no Concelho de Nisa”, segundo avança a Autarquia em comunicado. 
O estado de poluição em que o Rio Tejo se encontra no seu percurso de 43 km, no concelho de Nisa, tem vindo a ser alvo de preocupação da Presidente da Câmara Municipal de Nisa no sentido de identificar, denunciar e encontrar as soluções necessárias para resolução deste grave problema que a persistir influenciará decisivamente o modo de vida e sustento de pescadores e das suas famílias, que fazem do peixe o elemento principal da gastronomia local, em especial na freguesia de Santana e afectará a crescente prática de atividades de turismo e lazer em Amieira do Tejo.
No início de Setembro, do ano transato, técnicos da Câmara Municipal deslocaram-se ao “Cais do Arneiro” freguesia de Santana, após denúncias relativas ao estado nauseabundo do caudal do rio. A cor escura das águas que, segundo os pescadores locais, deriva das descargas diárias das fábricas a montante do local de observação, ou seja das indústrias sediadas em Vila Velha de Ródão.
Das conclusões retiradas da observação, devidamente acompanhas de elementos ilustrativos foi enviado, em 28 de Setembro 2015, ao Senhor Secretário de Estado do Ambiente, à Agência Portuguesa do Ambiente – ARH Tejo e Oeste e à Guarda Nacional Republicana – Destacamento Territorial de Nisa uma comunicação no sentido de alertar para esta questão problemática para o concelho de Nisa.
“Esta nossa denúncia e preocupação foi igualmente comunicada às empresas AMS – Star Paper; Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo e Centroliva – Indústria e Energia, das quais apenas recebemos da primeira um ofício que indica que aquela empresa “cumpre todos os requisitos legais ambientais” não se responsabilizando pelo estado de poluição em que encontra o rio”. © NCV