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31 de janeiro de 2008

Seminário em Arronches debateu
“A RAIA – Espaço de Oportunidades”

O Governador do Distrito de Portalegre presidiu durante a tarde de dia 29 de Janeiro, no Centro Cultural em Arronches, à abertura do Seminário “A Raia” – Espaço de Oportunidades, que se realizou no âmbito do projecto “Entre Duas Terras”.
O projecto “Entre Duas Terras” insere-se na iniciativa Comunitária INTERREG III-A, baseada na cooperação transfronteiriça tendo como base, o fomento do desenvolvimento regional integrado entre as regiões fronteiriças vizinhas, mediante estratégias e programas de desenvolvimento conjunto.

O projecto encontra-se ainda enquadrado pelo eixo estratégico 4: “Fomento da cooperação e integração social, laboral e institucional”; medida 4.1. “Cooperação e integração social, laboral e institucional”.

Conta como parceiros a UGT (Extremadura), as CC.OO (Extremadura), a CGTP-IN Alentejo/Portugal e a UGT (Portugal). As suas zonas de intervenção são o Alentejo (Portugal) e a Extremadura (Espanha).

A finalidade do projecto é a de aproximar as zonas fronteiriças do Alentejo e Extremadura, criando laços de união económicos, sociais e culturais. Os objectivos gerais são facilitar a informação e o apoio necessários para fomentar a cooperação transfronteiriça, promover a mobilidade transfronteiriça e potenciar o diálogo social.

Para mais informações podem os interessados consultar a página do projecto em
www.entredostierras.org © NCV

20 de março de 2007

Reunião científica em Badajoz prepara
candidatura conjunta dos baluartes da Raia
a Património Mundial da Unesco

Devido à sua “identidade, especifidade, universalidade, densidade e valor histórico e artístico, os conjuntos abaluratados fronteiriços de Marvão, Castelo de Vide, Alcántara, Brozas, Valencia de Alcántara, Ouguela, Campo Maior, Alburquerque, Elvas, Vila Viçosa, Estremoz, Évora, Olivença, Juromenha, Badajoz, Monsaraz, Alconchel, etc constituem um conjunto monumental digno de ser qualificado como “Local Cultural Património da Humanidade”' pela Unesco.
A ideia não é nova, como o NCV tem referido, e está a avançar a passos largos. Nos dias 23 e 24 de Março será nobvamente abnalsiada e defendida durante umas Jornadas Técnicas Transfronteriças que decorrem no Palacio de Congressos de Badajoz sobre “A raia abaluratda ibérica, paisagem cultural da humanidade”. Recorda-se que esta aspiração das fortificações da fronteira a serem consideradas Património Mundial da Unesco já figura na lista indicativa de Espanha, revista pelo Conselho de Património Histórico em Junho de 2005.
Para além de analisar o valor patrimonial dos baluartes históricos situados num e noutro lado daa fronteira luso-espanhola, o encontro pretende coordenar a conjugação de esforços científicos e políticos, públicos e privados, que culminem a apresentação de uma candidatura única destee “tesouro histórico-artístico” a Património Mundial da Unesco. Pretende-se niomeadamente que a candidatura seja avalizada por ambos os países ibéricos, envolvendo uma dezena de regiões fronteiriças e um grande número dede municípios raianos.
Desde há cerca de 25 anos que no quadro das relações transfronteiriças se alimentam os trabalhos de especialistas de ambos os países em relação à “raia abaluartada”: urbanistas, arquitectos, geógrafos, historiadores de arte e várias Universidades têm avalizado a singularidade destes sistemas de fortificação abaluartada, indissociáveis dos territórios envolventes. E, de acordo com Moisés Cayetano Rosado, doutorado em História e director da Revista de Estudos Extremeños, destaca na introducção às referidas jornadas que “os baluartes da fronteira têm todas las características para ser considerados Património Mundial”.
Entre os especialistas intervenientes estarão os portugueses Antonio Ventura, Maria Manuela Oliveira e Domingos Bucho, e os espanhóis Miguel Ángel Melón, José Campesino Fernández, José Manuel Pagés Madrigal, María Cruz Villalón, José Carlos Salcedo Hernández, María Rosa Suárez-Inclán, Adolfo Chautón Pérez e Moisés Cayetano. © NCV