30 de outubro de 2009

Deputada Rita Calvário defende na AR
que EDP requalifique as infraestruturas
da barragem de Póvoa e Meadas

A deputada pelo Bloco de Esquerda (BE) à Assembleia da República, Rita Calvário*, defende em requerimento ao Governo (Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional) – datado de 28 de Outubro - que “a EDP tem a obrigação de executar as obras de reabilitação e requalificação da infra-estrutura da barragem e da área envolvente, conforme estabelecia o contrato de concessão que agora findou, e que é nestas condições que a barragem deve reverter para o Estado”.
Manter produção de electricidade?
A deputada do BE quer ainda saber do Governo se “a barragem de Póvoa e Meadas vai manter a produção de energia hidroeléctrica” e em caso afirmativo “a quem vai ser atribuído o novo título para a captação de água para esta função”.

Empreendimento Village
Mas o requerimento da deputada não se fica por aqui e questiona se conhece “o Ministério o motivo pelo qual o empreendimento turístico Village, com edifícios a degradar-se junto à barragem, foi abandonado” e se está previsto “proceder à demolição dos mesmos e à requalificação ambiental deste espaço”.

Aliás, Rita Calvário adianta pretender conhecer “que medidas vai o Ministério adoptar para apoiar a valorização do espaço envolvente à infra-estrutura da barragem de modo a maximizar o usufruto para actividades de recreio e lazer das populações”.
Abastecimento a 8 concelhos em causa ?
"Depois de 75 anos de concessão à EDP, a barragem de Póvoa e Meadas volta às mãos do Estado em condições degradadas por completa ausência de quaisquer obras de manutenção e requalificação. As perdas de água através das fissuras da barragem são evidentes, o que coloca em causa a capacidade de abastecimento dos cerca de 8 concelhos do distrito de Portalegre pelo sistema multimunicipal Águas do Norte Alentejano (AdNA), que tem nesta barragem a sua principal fonte de água” - considera a deputada do BE.

Recreio e lazer das populações
A barragem é também importante para o recreio e lazer das populações pela sua albufeira, praia fluvial e paisagem de grande beleza. No entanto, o estado de degradação do empreendimento e de toda a área envolvente não permitem maximizar o seu usufruto. A sujidade, falta de limpeza da vegetação, ruínas de edifícios outrora destinados a um empreendimento turístico, ausência de equipamentos com condições dignas de utilização, como acontece com o actual parque de merendas e instalações sanitárias, são exemplos do estado lastimável, de desleixo e abandono, a que chegou todo este espaço” - refere também Rita Calvário. © NCV

*Engenheira agrónoma. Membro da Comissão Política do Bloco de Esquerda. Eleita pelo círculo de Lisboa.

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