Os Presidentes das Câmaras Municipais e os Alcaides dos Ajuntamentos e afetados pela mudança do percurso do comboio Lusitânia Expresso Hotel e pela desativação do ramal de Cáceres irão reiterar o total apoio ao Manifesto da Beirã na estação dos Caminhos de Ferro de Marvão-Beirã no dia 14 de Agosto (terça-feira), pelas 12:30 horas.
A esta iniciativa irão juntar-se o Conselho Sindical Interregional
Alentejo/Extremadura e as estruturas de defesa do ambiente de ambos
os lados da fronteira.
“Por considerarmos que
estamos no caminho certo ao defender a manutenção de uma
infraestrutura ferroviária que nos serviu (a Portugal e Espanha)
desde 1880 apelamos a todos os que queiram mostrar a sua
solidariedade com a nossa causa para estarem presentes na estação
de Caminhos de Ferro da Beirã no dia e hora acima referidos”,
refere um comunicado de imprensa da Câmara Municipal de Marvão.
O Manifesto
da Beirã foi assinado por 14 autarcas de ambos os lados da
fronteira, entre eles Vitor Frutuoso, presidente da Câmara Municipal
de Marvão, António Pita, vice-presidente da Câmara Municipal de
Castelo de Vide, Joviano Martins Vitorino, presidente da Câmara
Municipal de Alter do Chão, e João Teresa Ribeiro, presidente da
Câmara Municipal do Crato. Para além de Armando Varela, presidente da Câmara Municipal de Sousel , na sua qualidade de Presidente da CIMAA-Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo.
Contra o “ o
isolamento
e empobrecimento de um território”
Em relação ao encerramento
e
abandono do Ramal desde Torre das Vargens à Beirã, que pretende
o governo português”, os signatários do Manifesto declaram que
“se devem ter em conta as directrizes da União Europeia que
apontam para uma
promoção cada vez maior do transporte
ferroviário, pelo seu carácter ecológico e
económico;
se
considerem como causas do declive da linha a falta de interesse pela
sua
exploração nos últimos anos, o que levou a uma falta de
manutenção adequada, uma
falta de renovação da linha e um
ajustamento dos horários, o que conduziu a este
progressivo
abandono;
por parte do Governo Português se mude a política que
está a promover o isolamento
e empobrecimento de um território,
ainda mais nos momentos de crise económica e
social, e ante o
paulatino aumento dos combustíveis”.
“Entendemos assim mesmo,
que o “Ramal de Cáceres”, não só não deve ser fechado, senão
que
deve ser potenciado, melhorando as suas infra-estruturas para
que possa ser considerado um
trajecto de qualidade nas rotas
internacionais ferroviárias, permitindo um aumento dos fluxos
internacionais de mercadorias e de viajantes, incidindo na economia
das populações que
integram o território, criando por parte das
entidades regionais e nacionais uma verdadeira e
firme aposta no
desenvolvimento de uma zona rica em belas paisagens e com umas
potencialidades turísticas que devem ser aproveitadas e não
anuladas”.
©
NCV


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