13 de agosto de 2012

Autarcas portugueses e espanhóis na Beirã
contra mudança do Lusitânia Expresso
e desactivação do ramal de Cáceres


Os Presidentes das Câmaras Municipais e os Alcaides dos Ajuntamentos e afetados pela mudança do percurso do comboio Lusitânia Expresso Hotel e pela desativação do ramal de Cáceres irão reiterar o total apoio ao Manifesto da Beirã na estação dos Caminhos de Ferro de Marvão-Beirã no dia 14 de Agosto (terça-feira), pelas 12:30 horas.
A esta iniciativa irão juntar-se o Conselho Sindical Interregional Alentejo/Extremadura e as estruturas de defesa do ambiente de ambos os lados da fronteira.

“Por considerarmos que estamos no caminho certo ao defender a manutenção de uma infraestrutura ferroviária que nos serviu (a Portugal e Espanha) desde 1880 apelamos a todos os que queiram mostrar a sua solidariedade com a nossa causa para estarem presentes na estação de Caminhos de Ferro da Beirã no dia e hora acima referidos”, refere um comunicado de imprensa da Câmara Municipal de Marvão.
O Manifesto da Beirã foi assinado por 14 autarcas de ambos os lados da fronteira, entre eles Vitor Frutuoso, presidente da Câmara Municipal de Marvão, António Pita, vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide, Joviano Martins Vitorino, presidente da Câmara Municipal de Alter do Chão, e João Teresa Ribeiro, presidente da Câmara Municipal do Crato. Para além de Armando Varela, presidente da Câmara Municipal de Sousel , na sua qualidade de Presidente da CIMAA-Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo.
Contra o “ o isolamento e empobrecimento de um território”
Em relação ao encerramento e abandono do Ramal desde Torre das Vargens à Beirã, que pretende o governo português”, os signatários do Manifesto declaram que “se devem ter em conta as directrizes da União Europeia que apontam para uma promoção cada vez maior do transporte ferroviário, pelo seu carácter ecológico e económico; se considerem como causas do declive da linha a falta de interesse pela sua exploração nos últimos anos, o que levou a uma falta de manutenção adequada, uma falta de renovação da linha e um ajustamento dos horários, o que conduziu a este progressivo abandono; por parte do Governo Português se mude a política que está a promover o isolamento e empobrecimento de um território, ainda mais nos momentos de crise económica e social, e ante o paulatino aumento dos combustíveis”.
Entendemos assim mesmo, que o “Ramal de Cáceres”, não só não deve ser fechado, senão que deve ser potenciado, melhorando as suas infra-estruturas para que possa ser considerado um trajecto de qualidade nas rotas internacionais ferroviárias, permitindo um aumento dos fluxos internacionais de mercadorias e de viajantes, incidindo na economia das populações que integram o território, criando por parte das entidades regionais e nacionais uma verdadeira e firme aposta no desenvolvimento de uma zona rica em belas paisagens e com umas potencialidades turísticas que devem ser aproveitadas e não anuladas”. © NCV

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