9 de abril de 2013

Município impugna despachos sobre tarifas
da Valnor lesivos do Município e dos munícipes

A Câmara Municipal de Castelo de Vide analisou na sua reunião uma proposta veiculada pelo seu Presidente para “tomada de posição do Município sobre a Valnor”. E decidiu por unanimidade instaurar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco uma providência cautelar de pedido de suspensão de eficácia e simultâneamente instaurar uma ação administrativa especial de impugnação dos referidos despachos pedindo a “declaração da sua nulidade ou anulação com fundamento na invalidade dos pressupostos de facto e de direito em que assentam”. 
Trata-se de uma acção concertada pelos municípios accionistas da empresa que não aceitam que a imposição de retorno accionista por parte da Águas de Portugal à Empresa Geral de Fomento e esta às suas participadas seja reflectida nas tarifas praticadas aos Municípios. 
Os dois despachos da Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território que estão em causa são considerados “altamente lesivos para os Municípios acionistas da Valnor e indirectamente para todos os munícipes”. 
Tarifa aumentou 15% este ano 
Um dos despachos de Assunção Cristas, datado de 25 de Janeiro passado, determina considerar o valor de referência de 7,46% para 2012 e 2013 “para cálculo da taxa de rentabilidade de OT's a 10 anos”, e outro datado de 8 de Fevereiro que fixa para 2013 a tarifa de 31,16 euros/tonelada, o que representa um aumento de 15% face ao ano anterior”. 
A deliberação da Câmara Municipal alega ainda que aquando do alargamento do sistema intermunicipal em 2004 foi “indevidamente alterada a taxa de referência de TBA para OT”, que existem sistemas intermunicipais em que a taxa de refercia continua a ser a TBA, o que “consubstancia um tratamento discriminatório para os municípios integrantes da Valnor e violador do princípio da igualdade”. 
A Valnor é a empresa responsável pela recolha, triagem, valorização e tratamento de resíduos sólidos em 25 Municípios do Alentejo, Ribatejo e Beira Interior que em conjunto são detentores de 49% do respectivo capital, pertencendo os restantes 51% nas mãos da Empresa Geral de Fomento SA, integralmente detida, por sua vez, pela Águas de Portugal. © NCV

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