A mesma fonte considera além disso que ”a zona é particularmente rica em passeriformes” e sugere um percurso ornitológico muito elaborado (ver mapa junto) aconselhando como “melhor época” o período de quatro meses que vai de Abril a Julho.
Para esta situação concorre o facto de que, “devido à proximidade da serra e da planície, a diversidade de habitats é bastante grande, podendo encontrar-se carvalhais, pinhais, soutos, e olivais. Este facto reflecte-se positivamente na diversidade de aves”. © NCV
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| Clicar na imagem para ampliar o mapa. |
O
percurso ornitológico sugerido
A
vila de Castelo
de Vide merece
uma visita atenta, pois aqui ocorrem algumas espécies interessantes.
No centro urbano podem ver-se dezenas de andorinhões-pretos
e, no meio deles, alguns andorinhões-pálidos.
Ao
lado da Câmara Municipal existe uma colónia
de andorinhas-dos-beirais,
enquanto que nos frisos da gigantesca Igreja de Santa Maria é
habitual encontrar algumas andorinhas-das-rochas.
Subindo ao burgo medieval, entra-se no território do melro-azul,
que pode frequentemente ser visto a cantar sobre as muralhas do
castelo ou junto a alguma chaminé. Também o rabirruivo-preto é
frequente neste local. A torre de
menagem do castelo e o melhor local de observação.
menagem do castelo e o melhor local de observação.
Penedo
Monteiro: chmariz, pintassilgos e abelharucos
As
imediações da vila são muito ricas em aves muitos locais podem ser
explorados a pé, enquanto que para os mais distantes poderá ser
preferível fazê-lo de carro. Contornando a vila pelo lado norte
chega-se ao miradouro do Penedo
Monteiro.
Este local é frequentado pelo chamariz e
pelo pintassilgo,
não sendo raro ouvir abelharucos a
sobrevoar. Continuando para norte ou leste por um dos muitos caminhos
e estradas
municipais, desce-se para a planície. Aqui o habitat dominante são os olivais, que depois dão lugar aos carvalhais. Algumas espécies frequentes nesta zona incluem o rabirruivo-de-testa-branca e o papa-figos.
municipais, desce-se para a planície. Aqui o habitat dominante são os olivais, que depois dão lugar aos carvalhais. Algumas espécies frequentes nesta zona incluem o rabirruivo-de-testa-branca e o papa-figos.
Senhora
da Penha: trepadeiras, chapins, pica-pau, águia calçada...
Do
lado sul vê-se a Senhora
da Penha,
uma pequena capela situada no topo da encosta. A estrada até aotopo
atravessa interessantes manchas de castanheiros e carvalhos, que
merecem uma paragem. Este éum bom local para ver e ouvir espécies
florestais, como a trepadeira-azul,
a trepadeira-comum,
o chapim-de-poupa,
o gaio e o pica-pau-malhado-pequeno.
Chegando ao topo, pode estacionar-se, subindo
depois a pé ao miradouro junto à capela. Este um local bom para observar aves de rapina(não é raro ver-se a águia-calçada neste local). Entre os passeriformes típicos deste local podem referir-se o melro-azul e o rabirruivo-preto. À noite ouve-se frequentemente a coruja-do-mato.
depois a pé ao miradouro junto à capela. Este um local bom para observar aves de rapina(não é raro ver-se a águia-calçada neste local). Entre os passeriformes típicos deste local podem referir-se o melro-azul e o rabirruivo-preto. À noite ouve-se frequentemente a coruja-do-mato.
Estrada
municipal 1006: cotovias,
chapins, tentilhão, pega rabuda, cucos...
Vale
a pena explorar o territorio para norte, que é coberto por uma boa
rede de estradas municipais. Uma das melhores opções consiste em
tomar a estrada
municipal 1006.
Esta estrada tem com pouco tráfego, o que permite observar aves
tranquilamente. Atravessa terrenos agrícolas e bosquetes de
carvalho-negral, onde ocorrem diversas especies de aves florestais,
particularmente passeriformes e piciformes. Entre as
espécies mais frequentes ao longo da estrada são de referir a cotovia-arbórea, o chapim-real, a trepadeira-azul e o tentilhão. Nas zonas mais abertas podem ver-se a pega-rabuda e o cuco-rabilongo.
espécies mais frequentes ao longo da estrada são de referir a cotovia-arbórea, o chapim-real, a trepadeira-azul e o tentilhão. Nas zonas mais abertas podem ver-se a pega-rabuda e o cuco-rabilongo.
Coureleiros:
peneireiros, gralhas, águia-cobreira, trigueirão
Logo
após cruzar a passagem de nível, surge à esquerda o desvio para
o Parque
Megalítico de Coureleiros,
composto por quatro antas megalíticas. Este parque fica situado
junto a uma pedreira, onde nidificam o peneireiro-vulgar e
a gralha-de-nuca-cinzenta.
Embora o acesso à pedreira seja vedado, as aves
são geralmente vistas em voo. Outras espécies que aqui se observam incluem a águia-cobreira, a pega-rabuda e o trigueirão.
são geralmente vistas em voo. Outras espécies que aqui se observam incluem a águia-cobreira, a pega-rabuda e o trigueirão.
Ribeira
de S. João: pica-pu, papa-figos, pega-azul...
Voltando
à estrada municipal 1006, e prosseguindo por mais alguns
quilómetros, surge um areeiro; nesse local pode virar-se à esquerda
pela 1006-3, que começa a descer e atravessa a ribeira
de São João.
Aqui existe uma pequena ponte e vale a pena fazer uma paragem para
observação Este é um bom local para procurar
o pica-pau-malhado-pequeno.
Outras espécies que aqui ocorrem são a trepadeira-comum,
o papa-figos e
a pega-azul.
As
espécies
mais interessantes
cuco-rabilongo, pica-pau-malhado-pequeno, calhandra-real, rabirruivo-de-testa-branca,
gralha-de-nuca-cinzenta, bico-grossudo
Outras espécies:
gralha-de-nuca-cinzenta, bico-grossudo
Outras espécies:
águia-cobreira, águia-calçada,cuco-canoro, coruja-do-mato, andorinhão-preto, andorinhão-pálido, abelharuco, poupa, pica-pau-malhado-grande, cotovia-montesina, cotovia-arbóre,andorinha-das-rochas, andorinha-dáurica, alvéola-cinzenta, carriça, melro-azul, rabirruivo-preto,felosa-poliglota, chapim-de-poupa, trepadeira-comum, trepadeira-azul, papa-figo,picanço-barreteiro, gaio, pega-azul, pega-rabuda, estorninho-preto, pardal-espanhol, pintarroxo,
escrevedeira-de-garganta-preta, trigueirão.
(subtítulos
da responsabilidade da Redacção do NCV)


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