19 de janeiro de 2014

Castelo de Vide é “um dos destinos ornitológicos mais interessantes de todo o Alentejo”

A vila de Castelo de Vide é considerada pelo portal Aves de Portugal como “um dos destinos ornitológicos mais interessantes de todo o Alentejo”. 
A mesma fonte considera além disso que ”a zona é particularmente rica em passeriformes” e sugere um percurso ornitológico muito elaborado (ver mapa junto) aconselhando como “melhor época” o período de quatro meses que vai de Abril a Julho. 
Para esta situação concorre o facto de que, “devido à proximidade da serra e da planície, a diversidade de habitats é bastante grande, podendo encontrar-se carvalhais, pinhais, soutos, e olivais. Este facto reflecte-se positivamente na diversidade de aves”. © NCV
Clicar na imagem para ampliar o mapa.
O percurso ornitológico sugerido
A vila de Castelo de Vide merece uma visita atenta, pois aqui ocorrem algumas espécies interessantes. No centro urbano podem ver-se dezenas de andorinhões-pretos e, no meio deles, alguns andorinhões-pálidos.
Ao lado da Câmara Municipal existe uma colónia de andorinhas-dos-beirais, enquanto que nos frisos da gigantesca Igreja de Santa Maria é habitual encontrar algumas andorinhas-das-rochas. Subindo ao burgo medieval, entra-se no território do melro-azul, que pode frequentemente ser visto a cantar sobre as muralhas do castelo ou junto a alguma chaminé. Também o rabirruivo-preto é frequente neste local. A torre de
menagem do castelo e o melhor local de observação.
Penedo Monteiro: chmariz, pintassilgos e abelharucos
As imediações da vila são muito ricas em aves muitos locais podem ser explorados a pé, enquanto que para os mais distantes poderá ser preferível fazê-lo de carro. Contornando a vila pelo lado norte chega-se ao miradouro do Penedo Monteiro. Este local é frequentado pelo chamariz e pelo pintassilgo, não sendo raro ouvir abelharucos a sobrevoar. Continuando para norte ou leste por um dos muitos caminhos e estradas
municipais, desce-se para a planície. Aqui o habitat dominante são os olivais, que depois dão lugar aos carvalhais. Algumas espécies frequentes nesta zona incluem o 
rabirruivo-de-testa-branca e o papa-figos.
Senhora da Penha: trepadeiras, chapins, pica-pau, águia calçada...
Do lado sul vê-se a Senhora da Penha, uma pequena capela situada no topo da encosta. A estrada até aotopo atravessa interessantes manchas de castanheiros e carvalhos, que merecem uma paragem. Este éum bom local para ver e ouvir espécies florestais, como a trepadeira-azul, a trepadeira-comum, o chapim-de-poupa, o gaio e o pica-pau-malhado-pequeno. Chegando ao topo, pode estacionar-se, subindo
depois a pé ao miradouro junto à capela. Este um local bom para observar aves de rapina(não é raro ver-se a 
águia-calçada neste local). Entre os passeriformes típicos deste local podem referir-se o melro-azul e o rabirruivo-preto. À noite ouve-se frequentemente a coruja-do-mato.
Estrada municipal 1006: cotovias, chapins, tentilhão, pega rabuda, cucos...
Vale a pena explorar o territorio para norte, que é coberto por uma boa rede de estradas municipais. Uma das melhores opções consiste em tomar a estrada municipal 1006. Esta estrada tem com pouco tráfego, o que permite observar aves tranquilamente. Atravessa terrenos agrícolas e bosquetes de carvalho-negral, onde ocorrem diversas especies de aves florestais, particularmente passeriformes e piciformes. Entre as
espécies mais frequentes ao longo da estrada são de referir a 
cotovia-arbórea, o chapim-real, a trepadeira-azul e o tentilhão. Nas zonas mais abertas podem ver-se a pega-rabuda e o cuco-rabilongo.
Coureleiros: peneireiros, gralhas, águia-cobreira, trigueirão
Logo após cruzar a passagem de nível, surge à esquerda o desvio para o Parque Megalítico de Coureleiros, composto por quatro antas megalíticas. Este parque fica situado junto a uma pedreira, onde nidificam o peneireiro-vulgar e a gralha-de-nuca-cinzenta. Embora o acesso à pedreira seja vedado, as aves
são geralmente vistas em voo. Outras espécies que aqui se observam incluem a 
águia-cobreira, a pega-rabuda e o trigueirão.
Ribeira de S. João: pica-pu, papa-figos, pega-azul...
Voltando à estrada municipal 1006, e prosseguindo por mais alguns quilómetros, surge um areeiro; nesse local pode virar-se à esquerda pela 1006-3, que começa a descer e atravessa a ribeira de São João. Aqui existe uma pequena ponte e vale a pena fazer uma paragem para observação Este é um bom local para procurar o pica-pau-malhado-pequeno. Outras espécies que aqui ocorrem são a trepadeira-comum, o papa-figos e a pega-azul.
As espécies mais interessantes
(subtítulos da responsabilidade da Redacção do NCV)

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