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8 de abril de 2022

"Descobrir as aves do Parque Natural da Serra de São Mamede" este sábado com o portal Aves de Portugal

Foto © F. Barroqueiro/NCV
O portal Aves de Portugal (ver AQUI) vai realizar no próximo sábado, dia 9 de Abril, das 21:30 às 22:30 horas um webinário gratuito de 60 minutos com o título "Descobrir as aves do Parque Natural da Serra de São Mamede".
Participação livre via Zoom
A participação nesta atividade é livre, não sendo necessária qualquer inscrição, basta usar o seguinte link de acesso: https://videoconf-colibri.
Situado no norte alentejano, o Parque Natural da Serra de São Mamede é uma zona de enorme riqueza avifaunística, reconhece o “Aves de Portugal”.
Nesta sessão, que está a ser promovida com uma foto da autoria de Francisco Barroqueiro os participantes ficam a conhecer melhor esta área protegida e as aves que nela ocorrem. Serão igualmente sugeridos alguns locais de observação. © NCV

19 de janeiro de 2014

Barragem de Póvoa e Meadas “ é um local excelente para observar o mergulhão-de-crista”
e um excelente leque de espécies nidificantes

A Barragem de Póvoa e Meadas constitui “um local excelente para observar o mergulhão-de-crista” e um “excelente leque de espécies nidificantes” nas suas zonas envolventes, segundo o portal Aves de Portugal que sugere um passeio ornitológico muito detalhado (ver mapa junto), tal como fez para Castelo de Vide e o NCV também publicou (ver notícia AQUI). Recorda-se que, em conjunto, aquele portal especializado considera o nosso concelho como “um dos destinos ornitológicos mais interessantes de todo o Alentejo”. 

“Enquadrada por blocos de granito e carvalhais de carvalho-negral, esta barragem situa-se numa zona especialmente rica e com uma envolvente de grande beleza”. “Contrariamente a outras barragens do Alentejo, a barragem da Póvoa não costuma atrair um grande número de patos, mas é um local excelente para observar o mergulhão-de-crista e as zonas envolventes oferecem um excelente leque de espécies nidificantes”. 
O período de Março a Junho é indicado como a melhor época para as visitas vai de Março a Junho (os restantes percursos de Castelo de Vide indicam Abril a Julho). © NCV 
O percurso de observação sugerido 
A zona a visitar compreende o paredão, a albufeira e os terrenos envolventes da barragem. A estrada 1007 atravessa inicialmente alguns terrenos agrícolas, que são habitualmente frequentados pela pega-rabuda e pela cotovia-montesina - esta última pousa frequentemente nos muros junto à estrada. O trigueirão é frequente nos campos envolventes, que são igualmente frequentados pela codorniz e pelo alcaravão. 
No início da Primavera, esta é um bom local para observar o cuco-rabilongo. Ao longo da estrada há pequenas manchas de giesta, onde ocorre a toutinegra-tomilheira. 
Junto aos pequenos eucaliptais é possível ouvir, ao crepúsculo, o canto do noitibó-de-nuca-vermelha. 
Durante os meses de Inverno podem ser vistos pequenos bandos de pardal-espanhol e alguns abibes.
Ponte sobre a Ribeira de Nisa 
Um pouco mais adiante, surge a ponte sobre a Ribeira de Nisa - aqui é possível estacionar do lado esquerdo, cerca de 100 metros antes da ponte, prosseguindo a pé até ao tabuleiro, a fim de prospectar as margens ribeira. O nível de água nesta ribeira é muito variável e em anos secos apenas se vê uma linha de água enquanto que noutros o plano de água da barragem chega até aqui. Este local é especialmente interessante no Inverno, época em que é frequente observar-se a narceja-comum, o maçarico-bique-bique e a petinha-ribeirinha.(Quando o nível de água está muito baixo, estas aves apenas são observáveis cerca de 1 km mais adiante, junto ao plano de água. Outras espécies que habitualmente ocorrem junto à ponte incluem o guarda-rios e a andorinha-das-rochas. 
A estrada prossegue ao longo da margem esquerda da albufeira, havendo diversos pontos de paragem e caminhos de terra para a direita, que permitem observar os vários recantos do plano de água, que permitem geralmente ver o mergulhão-de-crista, bem como o corvo-marinho-de-faces-brancas, o pato-real, a garça-branca-pequena e a garça-real, para além das limícolas já referidas. 
Durante a Primavera e o Verão, o borrelho-pequeno-de-coleira e uma presença regular ao longo das margens, o milhafre-preto pode ser visto a voar sobre a albufeira e a águia-calçada também é vista com frequência. 
De um lado e de outro da estrada começam a surgir carvalhais, que são frequentados pela trepadeira-comum, pela trepadeira-azul e, na Primavera, e pelo picanço-barreteiro. 
Paredão da barragem 
Por fim chega-se ao paredão da barragem - o melhor local de estacionamento fica do lado nascente do paredão, junto aos enormes eucaliptos. Este é um sítio privilegiado para observar o mergulhão-de-crista, que é uma presença constante nesta albufeira (ocasionalmente chegam a ver-se, no Inverno, até 20 indivíduos). Os rochedos ao longo da margem servem geralmente de pouso ao corvo-marinho-de-faces-brancas e à garça-real, enquanto que a andorinha-das-rochas voa frequentemente junto ao paredão, procurando os insectos de que se alimenta. 
Os quatro enormes eucaliptos servem de suporte a ninhos de cegonha-branca, por baixo dos quais há uma pequena colónia de pardal-espanhol. Este é também um bom local para observar a andorinha-dáurica na Primavera. Os estorninhos-pretos sao frequentes nas imediações. 
“Uma pequena estrada desce, por entre o arvoredo, até à base do paredão, onde a vegetação se adensa e forma uma galeria ripícola ao longo da ribeira. Aqui ocorre habitualmente o pisco-de-peito-ruivo (que é pouco comum no Alentejo durante a época de reprodução), bem como diversas outras espécies típicas de zonas ripícolas, tais como o rouxinol-comum, a carriça, o rouxinol-bravo e a felosa-poliglota. O canto do papa-figos pode ouvir-se neste local durante os meses de Maio e Junho”. 
“O percurso de regresso pode ser feito pelo lado oriental da barragem, usando a estrada M525 que liga Povoa e Meadas a Castelo de Vide. Prossegue-se então até ao próximo cruzamento e vira-se à direita, virando novamente à direita no cruzamento seguinte. A estrada prossegue agora por carvalhais bem desenvolvidos, que são frequentados pela pega-azul. Nesta zona ocorrem também algumas aves de rapina, como a águia-cobreira e a águia-d'asa-redonda”. 
Espécies mais interessantes
Outras espécies
(subtítulos da responsabilidade da Redacção do NCV)

Castelo de Vide é “um dos destinos ornitológicos mais interessantes de todo o Alentejo”

A vila de Castelo de Vide é considerada pelo portal Aves de Portugal como “um dos destinos ornitológicos mais interessantes de todo o Alentejo”. 
A mesma fonte considera além disso que ”a zona é particularmente rica em passeriformes” e sugere um percurso ornitológico muito elaborado (ver mapa junto) aconselhando como “melhor época” o período de quatro meses que vai de Abril a Julho. 
Para esta situação concorre o facto de que, “devido à proximidade da serra e da planície, a diversidade de habitats é bastante grande, podendo encontrar-se carvalhais, pinhais, soutos, e olivais. Este facto reflecte-se positivamente na diversidade de aves”. © NCV
Clicar na imagem para ampliar o mapa.
O percurso ornitológico sugerido
A vila de Castelo de Vide merece uma visita atenta, pois aqui ocorrem algumas espécies interessantes. No centro urbano podem ver-se dezenas de andorinhões-pretos e, no meio deles, alguns andorinhões-pálidos.
Ao lado da Câmara Municipal existe uma colónia de andorinhas-dos-beirais, enquanto que nos frisos da gigantesca Igreja de Santa Maria é habitual encontrar algumas andorinhas-das-rochas. Subindo ao burgo medieval, entra-se no território do melro-azul, que pode frequentemente ser visto a cantar sobre as muralhas do castelo ou junto a alguma chaminé. Também o rabirruivo-preto é frequente neste local. A torre de
menagem do castelo e o melhor local de observação.
Penedo Monteiro: chmariz, pintassilgos e abelharucos
As imediações da vila são muito ricas em aves muitos locais podem ser explorados a pé, enquanto que para os mais distantes poderá ser preferível fazê-lo de carro. Contornando a vila pelo lado norte chega-se ao miradouro do Penedo Monteiro. Este local é frequentado pelo chamariz e pelo pintassilgo, não sendo raro ouvir abelharucos a sobrevoar. Continuando para norte ou leste por um dos muitos caminhos e estradas
municipais, desce-se para a planície. Aqui o habitat dominante são os olivais, que depois dão lugar aos carvalhais. Algumas espécies frequentes nesta zona incluem o 
rabirruivo-de-testa-branca e o papa-figos.
Senhora da Penha: trepadeiras, chapins, pica-pau, águia calçada...
Do lado sul vê-se a Senhora da Penha, uma pequena capela situada no topo da encosta. A estrada até aotopo atravessa interessantes manchas de castanheiros e carvalhos, que merecem uma paragem. Este éum bom local para ver e ouvir espécies florestais, como a trepadeira-azul, a trepadeira-comum, o chapim-de-poupa, o gaio e o pica-pau-malhado-pequeno. Chegando ao topo, pode estacionar-se, subindo
depois a pé ao miradouro junto à capela. Este um local bom para observar aves de rapina(não é raro ver-se a 
águia-calçada neste local). Entre os passeriformes típicos deste local podem referir-se o melro-azul e o rabirruivo-preto. À noite ouve-se frequentemente a coruja-do-mato.
Estrada municipal 1006: cotovias, chapins, tentilhão, pega rabuda, cucos...
Vale a pena explorar o territorio para norte, que é coberto por uma boa rede de estradas municipais. Uma das melhores opções consiste em tomar a estrada municipal 1006. Esta estrada tem com pouco tráfego, o que permite observar aves tranquilamente. Atravessa terrenos agrícolas e bosquetes de carvalho-negral, onde ocorrem diversas especies de aves florestais, particularmente passeriformes e piciformes. Entre as
espécies mais frequentes ao longo da estrada são de referir a 
cotovia-arbórea, o chapim-real, a trepadeira-azul e o tentilhão. Nas zonas mais abertas podem ver-se a pega-rabuda e o cuco-rabilongo.
Coureleiros: peneireiros, gralhas, águia-cobreira, trigueirão
Logo após cruzar a passagem de nível, surge à esquerda o desvio para o Parque Megalítico de Coureleiros, composto por quatro antas megalíticas. Este parque fica situado junto a uma pedreira, onde nidificam o peneireiro-vulgar e a gralha-de-nuca-cinzenta. Embora o acesso à pedreira seja vedado, as aves
são geralmente vistas em voo. Outras espécies que aqui se observam incluem a 
águia-cobreira, a pega-rabuda e o trigueirão.
Ribeira de S. João: pica-pu, papa-figos, pega-azul...
Voltando à estrada municipal 1006, e prosseguindo por mais alguns quilómetros, surge um areeiro; nesse local pode virar-se à esquerda pela 1006-3, que começa a descer e atravessa a ribeira de São João. Aqui existe uma pequena ponte e vale a pena fazer uma paragem para observação Este é um bom local para procurar o pica-pau-malhado-pequeno. Outras espécies que aqui ocorrem são a trepadeira-comum, o papa-figos e a pega-azul.
As espécies mais interessantes
(subtítulos da responsabilidade da Redacção do NCV)