7 de julho de 2015

Estudo da Universidade Católica: 60% dos alentejanos querem receber cuidados paliativos

A Universidade Católica Portuguesa em parceria com a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), apresenta o primeiro Estudo de Percepção sobre o Testamento Vital. O Alentejo é a região do país que apresenta a maior percentagem (66,7%) de pessoas que, a fazer o testamento vital, indicaria “não querer ser submetida a tratamento de suporte artificial das funções vitais”.
“O documento aponta para um significativo défice de conhecimento geral, tanto por parte da população, como dos próprios profissionais de saúde que não se deveriam demitir desta função. 
É preciso relembrar que o Testamento Vital é um direito que assiste a todos os portugueses. Qualquer pessoa pode declarar as suas Directivas Antecipadas de Vontade, que serão respeitadas quando não se está em condições cognitivas para uma tomada de decisão consciente”, explica Manuel Luís Capelas, Professor e Investigador da UCP e Presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos. 
“O que é o Testamento Vital?”, “Como pode ser feito?”, “A quem recorrer?” e “Estarão os profissionais de saúde aptos para a sua orientação e explicação’?” foram algumas das questões consideradas neste documento. 
“A zona do país, o grau de instrução e os rendimentos são factores que influenciam o conhecimento sobre o Testamento Vital. Conseguimos extrair algumas conclusões por região bastante interessantes que nos mostram, por exemplo, que a opção pela indicação de “não ser submetido a tratamento de suporte artificial das funções vitais” é influenciada pela região, sendo que os que mais referem esta opção são os do Alentejo (66.7%), seguidos pelos de Lisboa (15%) e do Norte com 10.5%. 
Por outro lado, a região do Alentejo apresenta a maior percentagem de pessoas que expressam no Testamento Vital querer receber cuidados paliativos (60%)”, mostra o Coordenador do Estudo. © NCV

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