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23 de maio de 2018

Ministério Público e Judiciária fizeram ontem em Marvão buscas em Junta de Freguesia, Câmara Municipal, residências particulares e empresas

No âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do DIAP de Évora foram ontem “realizadas diligências de busca e apreensão de elementos de prova em Junta de Freguesia, Câmara Municipal, residências particulares e sociedades, do concelho de Marvão”, segundo confirma uma nota do Departamento de Investigação e Ação Penal da Comarca de Évora.
“Está em causa a eventual prática dos crimes de desvio de subsídio e de peculato, praticados por titular de cargo político”, mas não foram constituídos arguidos. Nestas diligências e no inquérito, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária.
Factos entre 2012 e 2016 com fundos públicos do PRODER
“De acordo com a denúncia apresentada e os elementos de prova já recolhidos, os factos, que terão ocorrido entre 2012 e 2016, decorrem da suspeita de existência de eventuais irregularidades no âmbito de um programa envolvendo fundos públicos do PRODER”, refere o mesmo documento.
Luís Vitorino está "tranquilo"
Sobre este assunto, o presidente da Câmara de Marvão, Luís Vitorino, referiu à Lusa que está “tranquilo” e que acredita que o caso “provavelmente” será arquivado, visto que “não há provas de nada, não houve corrupção”. Luís Vitorino também referiu que as buscas na Câmara Municipal ocorreram "nos serviços informáticos" e nos "serviços de obra”.
Dinheiros da “defesa da floresta contra incêndios”
O responsável disse ainda que o caso está ligado ao um projeto sobre a “defesa da floresta contra incêndios”. “O projeto, no total, envolvia qualquer coisa como 70 mil euros. Na altura, foi todo executado fisicamente no terreno, depois houve problemas processuais nos pedidos de pagamento ao programa, houve despesas que não foram validadas, entre outras coisas que não foram validadas na altura", referiu. © NCV


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