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30 de maio de 2021

Depois do “Jardim Sensorial” no Museu de Tiflologia: Casa da Inquisição apresentada esta semana também como “uma experiência sensorial”

© D.R./NCV
A Casa da Inquisição foi esta semana apresentada nas redes sociais pelo Presidente da Câmara Municipal apresentada como “uma experiência sensorial” (“The Inquisition experience”). A referência surge ao divulgar excertos – que junto se republicam - dos estudos de normalização visual e gráfica da nova entidade museológica e terá que ver com a aplicação de “realidade aumentada” adquirida para utilização em vários espaços.
Apesar de ter sido anunciada apenas em Dezembro passado a sua abertura neste mês de Maio, é ainda desconhecida a data efetiva de inauguração deste equipamento.
Para o autarca está a ser ultimada “uma nova era da oferta turística do concelho”, certamente com referência também aos outros dois novos espaços museológicos: a Casa da Cidadania Salgueiro Maia (inauguração no dia 1 de Julho com a presença do Presidente da República) e o Centro de Interpretação Garcia d’Orta que se prevê possa entrar em funcionamento que “durante os meses de verão” ou talvez já em Outubro.
“Jardim Sensorial” do Centro de Experiência Viva - Museu de Tiflologia
Curiosamente em meados deste mês de Maio a Fundação Nossa Senhora da Esperança anunciou (ver AQUI) a integração de um projeto tecnológico denominado “Pôr as Árvores a falar” ou “As Oliveiras Dialogantes” no espaço do “Jardim Sensorial” do Centro de Experiência Viva - Museu de Tiflologia que será inaugurado no próximo dia 15 de Junho em Castelo de Vide.
Este projeto terá como passos seguintes a generalização da proposta a outras árvores daquele “jardim sensorial”, bem como a duas árvores do Jardim Público de Castelo de Vide e, a médio prazo, a sua implementação em âmbitos diversos, como por exemplo à Muralha Medieval da Vila, aos monumentos históricos ou apenas a um simples banco de jardim. © NCV
“As Oliveiras Dialogantes” do Museu da Tiflologia.

14 de maio de 2021

Fundação Nossa Senhora da Esperança anuncia projeto “As Oliveiras Dialogantes” no “Jardim Sensorial” do Centro de Experiência Viva - Museu de Tiflologia

Fotos © CEV-MT/NCV
A Fundação Nossa Senhora da Esperança anunciou a integração de um projeto tecnológico denominado “Pôr as Árvores a falar” ou “As Oliveiras Dialogantes” no espaço do “Jardim Sensorial” do Centro de Experiência Viva - Museu de Tiflologia que será inaugurado no próximo dia 15 de Junho em Castelo de Vide.
“Um jardim sensorial que é basicamente um olival, com oliveiras que se pretendem dotadas de dispositivos tecnológicos para iniciar e manter um diálogo com uma criança cega, esse é o objetivo maior”, adianta João Palmeiro, presidente do Conselho de Administração da Fundação.
Este “Jardim Sensorial” é fruto da parceria da FNSE com o CPTei (Centro Português de Tiflologia) “é ímpar no panorama nacional e pretende interpretar a História da intervenção da Fundação na área tiflológica, com início no séc XIX, através de uma exposição permanente e exposições temporárias, alavancando ao mesmo tempo a investigação contemporânea nas áreas da equidade e inclusão de pessoas com deficiência”, refere o dirigente.
O projeto tecnológico “As Oliveiras Dialogantes” recorrerá aos recursos tecnológicos disponíveis e a desenvolver no CPTei, e está de algum modo conceptualizado no livro “Jardim da Esperança”, parcialmente ficcionado, de Manuel da Costa Leite.
Reconhecer e dialogar com visitantes cegos e de baixa visão
“Através do recurso a dispositivos simples de identificação, uma primeira oliveira - a Celeste - e depois mais duas das 37 oliveiras implantadas nos 1170 m2 deverão reconhecer os visitantes cegos ou com baixa visão encetando, através de dispositivos de diálogo, uma conversa que se pretende amena e afável. A conversa deverá ser mantida em histórico, ficando o registo em arquivo para que, numa próxima visita, a conversa possa ser retomada onde foi deixada”, explica João Palmeiro.
Alargamento da experiência a outros locais de Castelo de Vide
“O projeto inicia-se, numa primeira fase, com apenas uma oliveira - a Celeste. Logo que testadas e confirmadas as soluções tecnológicas adotadas, o passo seguinte será a generalização da proposta a outras árvores do jardim, bem como de duas árvores do Jardim Público de Castelo de Vide e, a médio prazo, a sua implementação em âmbitos diversos, como à Muralha Medieval da Vila, aos monumentos históricos ou apenas a um banco de jardim”, antecipa o Presidente da Fundação.
“Pensemos num futuro em que uma pessoa cega, para aceder à informação de determinado objeto ou ação, precisa apenas de estar no raio de alcance da tecnologia identificativa e ter consigo um dispositivo comunicacional, um telefone móvel ou um tablet. A visita a uma exposição passa a ter as etiquetas e legendas das obras, a sua audiodescrição e interpretação oferecidas diretamente à pessoa”. © NCV