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8 de junho de 2022

Faleceu o arquiteto João Vasconcelos e Sousa Lino

Fotos © D.R./NCV
Faleceu o arquiteto João Vasconcelos e Sousa Lino. “Partiu um homem bom, um excelente técnico, um arquiteto a quem Castelo de Vide e o Alto Alentejo ficam a dever muita obra, competência, dedicação e paixão”, como refere António Pita, Presidente da Câmara Municipal de Castelo de Vide.
O autarca recorda uma “figura incontornável da nossa arquitetura” que “deixou a sua marca indelével no GAT e em vários projetos particulares, sendo que em Castelo de Vide o seu nome ficará para sempre ligado a várias obras públicas: Centro Municipal de Cultura, Biblioteca Municipal Laranjo Coelho, Porta do Parque, Topo do Bairro da Eira, Bairro da Cooperativa, Bairro da Muralha, Hotel Garcia de Orta e, em co-autoria com o arquiteto Vasco Pestana, Bairro da Eira, são algumas das grandes referências da sua autoria”.
“Enorme paixão” por Castelo de Vide
Em nome do Município, António Pita reiterou publicamente “o profundo agradecimento e o enorme pesar à família e amigos por esta lamentável perda”. “Recentemente, tive o grato prazer de reunir com Sousa Lino e ouvir da sua enorme paixão por Castelo de Vide. Um amigo que agora partiu mas que ainda nos deixou provas da sua passagem pela pintura com aguarelas das nossas muralhas. Um abraço eterno e que descanse em paz!”.
Curador-fundador da Fundação Cidade de Ammaia
Também a Fundação Cidade de Ammaia, de que o arquiteto Sousa Lino foi curador-fundador, expressou publicamente o seu mais profundo pesar pelo seu falecimento e transmitiu as suas sinceras condolências à familia e amigos.
“O Arquiteto Sousa Lino foi desde a primeira hora fervoroso entusiasta e amigo do projeto Ammaia, sendo muito estimado por toda a equipa. Será sempre recordado por todos com carinho e gratidão”. © NCV

21 de maio de 2022

Duas aguarelas de Maria Flores retratando o Fratel em foco esta tarde no Museu de Francisco Tavares Proença Júnior em Castelo Branco

Aguarela © Maria Flores
(reserva do Museo FTPJ)
Aguarela © Maria Flores
(reserva do Museo FTPJ)
A Sociedade dos Amigos do Museu de Francisco Tavares Proença Júnior promove este sábado, dia 21 de Maio, pelas 15:30 horas, nas instalações do Museu, a conferência “Ambientes da Beira Baixa – Imagens do Fratel Anos 20 a 50 do século XX”, integrada no ciclo “As coisas & as palavras - Olhares sobre a reserva”.
Vão estar no centro do debate duas aguarelas de Maria Flores que retratam vivências de Fratel e fazem parte da reserva do museu albicastrense e serão apresentadas por Maria José de Araújo Martins e João Filipe Flores Bugalho, sobrinho neto da autora.
João Filipe Bugalho e Maria José de Araújo Martins 
Segundo relata o jornal "A Reconquista", estas duas obras, datadas de 1948 e 1954, respetivamente, “representam ruas da aldeia do Fratel e estão datadas pela própria pintora”. João Bugalho é engenheiro silvicultor e sobrinho da pintora Maria Flores, com intensa atividade no campo da conservação dos recursos naturais, em projetos de âmbito nacional e internacional. Nos últimos anos, tem-se dedicado sobretudo à pintura, às artes e à cultura. 
Maria José Martins também tem origem familiar em Fratel. É professora de Ciências da Educação, com trabalho diversificado na formação de professores e em projetos de inovação integrada na ação educativa. Mais recentemente, tem desenvolvido investigação no domínio da história local.
Trabalho académico de contextualização
Nesta sessão é também apresentado um trabalho académico, de Joaquina Matoso de Oliveira Flores (1907-1992), familiar da pintora Maria Flores e professora do ensino secundário, que “contextualiza expressivamente as pinturas expostas”. Intitulado “Contrastes da nossa terra. Apontamentos para um estudo de Geografia Humana” (publicado na Revista Biblos da Universidade de Coimbra, em 1933), este trabalho “constitui um valioso documento etnográfico sobre a vida rural até meados do século XX, reeditado por Maria José Martins, em 2013”.
Quem foi Maria Flores?
Maria da Ascensão Pereira Flores (1899-1981), que assinava as suas aguarelas apenas como Maria Flores, nasceu em Lisboa, filha do fratelense António Pé de Flores que se estabeleceu na zona de Alfama. 
Dotada de talento artístico, dedicou-se à pintura desde jovem, tendo sido orientada pelo pintor Roque Gameiro. As suas aguarelas captam com sensibilidade os ambientes que melhor conheceu, como sejam o Fratel, Castelo de Vide e Lisboa.
Ficou intimamente ligada a Castelo de Vide, onde passaava grandes temporadas, na sequência do casamaento de seu irmão, o Professor Doutor António José Pereira Flores, com Cecília Baptista Mimoso Flores© NCV (com A Reconquista)

1 de abril de 2012

Castelo de Vide visto pelos artistas:
as aguarelas e os croquis de Guy Moll

© Guy MOLL (direitos reservados)

© Guy MOLL (direitos reservados)

© Guy MOLL (direitos reservados)

© Guy MOLL (direitos reservados)

© Guy MOLL (direitos reservados)

© Guy MOLL (direitos reservados)

© Guy MOLL (direitos reservados)

29 de maio de 2007

Aguarelas “Entre a Serra e o Mar”
no Átrio dos Paços do Concelho

Desde 26 de Maio, e até ao dia 22 de Junho o Átrio dos Paços do Concelho alberga uma exposição de aguarelas da autoria de Jacek Krenz, a que o autor deu o título sugestivo de “Entre a Serra e o Mar”. © NCV