Mostrar mensagens com a etiqueta CP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta CP. Mostrar todas as mensagens

18 de setembro de 2015

Rádio Portalegre: comboios regressam
à linha do Leste a partir de 25 de Setembro

Os comboios de passageiros vão voltar a circular na linha do Leste entre Portalegre e o Entroncamento, a partir do dia 25 de setembro, cerca de quatro anos depois do serviço ter sido suspenso.
A CP celebra, esta sexta feira, um protocolo com vários municípios do Alto Alentejo, nomeadamente Portalegre, Alter do Chão e Ponte de Sor, comprometendo-se a realizar o transporte de passageiros às sextas feiras e aos domingos.
O serviço de passageiros será restabelecido por um período de seis meses e depois será feita uma avaliação, que pode ditar a sua manutenção ou supressão.
Em declarações a esta estação emissora, a presidente da Câmara de Portalegre, Adelaide Teixeira, lembrou que foi a autarquia que preside que há cerca de um ano e meio contactou a CP para restabelecer o serviço de passageiros na Linha do Leste.
A autarca mostrou-se satisfeita por as negociações com a CP terem chegado a “bom porto”, considerando que o restabelecimento deste serviço será “uma mais valia para todos”.
Adelaide Teixeira revelou ainda que a Câmara Municipal compromete-se a assegurar o transporte, em autocarros, entre a estação de comboios de Portalegre e a cidade.
O protocolo para restabelecimento do serviço de passageiros na Linha do Leste é assinado, esta sexta feira às 12:00, nos serviços centrais do IPP, pela CCDR Alentejo, CP-Comboios de Portugal, Infraestruturas de Portugal, Instituo Politécnico de Portalegre (IPP) e os municípios de Alter do Chão, Ponte de Sor e Portalegre.
A cerimónia será presidida pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro. © Gabriel Nunes/Rio Portalegre/NCV

1 de fevereiro de 2011

CP suprime a partir de hoje
o serviço de passageiros no Ramal de Cáceres

 
 
 
 
 
 
 
 



FOTOS de Valério dos Santos (comboios.org)

A CP suprime a partir de hoje o servoiço de passageiros no Ramal de Cáceres. A linha fica apenas a servir para a circulação do combóio espanhol Talgo (antigo Lusitânia Expresso), que faz diariamente o percurso Lisboa-Madrid e Madrid-Lisboa com paragem fronteiriça em Marvão-Beirã, e ainda de alguns comboios de carga da empresa e de duas outras operadoras privadas.
A estação de Castelo de Vide fica assim praticamente sem movimento, uma estação quase fantasma, como também já está a acontecer do lado espanhol a seguir a Valência de Alcântara. © NCV

26 de janeiro de 2011

Câmara Municipal “não acolhe de bom grado” supressão do serviço de passageiros pela CP


A Câmara Municipal de Castelo de Vide aprovou, na sua última reunião, uma moção apresentada por António Ribeiro na ual refere que “não acolhe de bom grado o cancelamento do serviço de passageiros no Ramal de Cáceres”.
Esta tomada de posição segue-se à counicação formal por parte da CP da supressão do serviço regional de passageiros, e foi enviada à CP e aos deputados da Assembleia da República eleitos pelo distrito de Portalegre.
Para a Autarquia castelovidense, “esta linha podia ser aproveitada para fins turísticos, pela beleza da paisagem do seu percurso bem como os painéis de azulejos com que estão ornamentadas as suas estações e apeadeiros”.
Nos considerandos da moção, António Ribeiro refere que o ramal de Cáceres é centenário, que as “directrizes da União Europeia aponta para uma promoção, cada vez maior, do transporte ferroviário, por este ser mais ecológico e mais económico”, e alega que “a CP apenas em em consideração o aspecto económico, esquecendo a vertente social, de um serviço público que há mais de cento e trinta anos vem sendo prestado à população desta zona fronteiriça”.
Esta tomada de posição autárquica acusa ainda que “esta situação ajuda a promover o isolamento, a desertificação e o empobrecimento desta região” e sublinha “a falta de articulação entre os horários dos comboios e dos expressos”. © NCV

Comunicado da Câmara Municipal de Marvão
sobre supressao de comboios no Ramal de Cáceres


A C.P. - Comboios de Portugal assume como sua missão, operar em todo o território nacional, oferecendo serviços de transporte público ferroviário essenciais para o desenvolvimento do país e para a sua coesão social e  territorial.
No entanto a partir de 1 de Fevereiro, o serviço de passageiros no Ramal de Cáceres, inaugurado a 6 de Junho de 1880, será reduzido a um comboio internacional se até lá não for alterada a intenção da C.P. – Comboios de Portugal.
Não entendemos as políticas adoptadas pela C.P. – Comboios de Portugal, que tem, apenas, em consideração a vertente económica/rentabilidade numa perspectiva redutora e de curto prazo, esquecendo a vertente social de um serviço público contrariando o isolamento, a desertificação e o empobrecimento da região.
Entendemos, ainda menos, porque inferimos que na sua gestão, a C.P., se desinteressou completamente pelo potencial deste ramal pois só assim se explica a permissividade perante uma degradação continuada da qualidade da oferta no que respeita ao transporte de passageiros no Ramal de Cáceres durante as últimas três décadas, designadamente, horários inadequados, mau atendimento, falta de informação, transbordos, má qualidade das automotoras, dando assim, escandalosamente, todas as oportunidades à concorrência, (transporte rodoviário) para se apoderar de uma clientela conquistada durante quase um Século.
Há cerca de 30 anos, uma viagem de comboio entre Marvão/Beirã e Lisboa levava, em média, quatro horas e vinte minutos, sem qualquer transbordo, hoje essa mesma viagem demora cinco horas, com transbordo e ainda sem a possibilidade de comprar um bilhete directo para Lisboa. Assim, obrigam-se as pessoas a deslocarem-se mais uma vez á bilheteira e a saltitar de comboio para comboio. Quase parece que falamos de um negócio em que a gerência não quer vender os seus produtos.
Acreditamos que uma melhor gestão do transporte associada às potencialidades da vertente turística tornarão possível a sustentabilidade, promovendo uma alternativa real ao transporte rodoviário, pelo que em meu nome e da Câmara Municipal manifestamos o nosso desacordo nesta intenção e solicitamos uma alteração da mesma.
O Presidente da Câmara Municipal de Marvão
Victor Frutuoso
Marvão, 25 de Janeiro de 2011

19 de janeiro de 2011

Grupo de Amigos de Castelo de Vide
manifesta preocupação pela supressão
do serviço de passageiros no Ramal de Cáceres

A Direcção do Grupo de Amigos de Castelo de Vide (GACV), reunida no passado dia 15 de Janeiro de 2011 decidiu por unanimidade “manifestar a sua preocupação, pelas notícias trazidas a público, que nos dão conta da decisão da CP de suprimir o serviço regional de passageiros no Ramal de Cáceres a partir do dia 01 de Fevereiro próximo” e dar “conhecimento público” imediato desta sua tomada de decisão.
Estiveram presentes nesta reunião José Raposo, Joaquim Canário, Augusto Manso, António Manuel Busca e João Santos Carlos.
“Consideramos ser uma grande perda do serviço público prestado até agora às populações desta região, votando-as ainda mais ao isolamento. Decidimos ainda, dar o nosso apoio e solidariedade a todas as iniciativas que tenham como objectivo evitar a supressão deste serviço regional”, sublinha a Direcção do GACV.
Os dirigentes do Grupo de Amigos tinham ainda na sua agenda de trabalho “analisar diversos assuntos ligados à actividade da Associação e à Programação de iniciativas para o ano em curso”.
“Foram apresentadas várias propostas e sugestões que após ponderação das parcerias e dos meios que dispomos para a sua concretização, os membros da Direcção presentes aprovaram por unanimidade uma Proposta do Plano de Actividades para o ano de 2011”, cujos pontos principais serão divulgados brevemente. © NCV

Rádio Portalegre: GAFNA impotente para travar supressão do serviço regional no Ramal de Céceres

O presidente do Grupo de Amigos da Ferrovia do Norte Alentejano(GAFNA) admitiu hoje que não é crível que consigam suspender a decisão da CP de suprimir, a partir do dia 1 de Fevereiro, os serviços regionais no ramal ferroviário de Cáceres, entre Torre das Vargens (Ponte Sor) e Beirã (Marvão).
O GAFNA lançou recentemente uma petição com o objectivo de combater a supressão do serviço regional ferroviário no ramal de Cáceres, mas Paulo Fonseca não espera recolher as quatro mil assinaturas necessárias para que o assunto seja debatido na Assembleia da República, antes da decisão da CP entrar em vigor.
A CP justifica a supressão do serviço regional ferroviário no ramal de Cáceres com uma questão de racionalidade de serviços e de sustentabilidade económica e financeira da empresa, adiantando que a média de procura é de três passageiros por comboio.
Gabriel Nunes

29 de dezembro de 2010

Funcionamento do Ramal de Cáceres
volta a estar em perigo e poderá acabar em 2011


Volta a estar em perigo o funcionamento regular do Ramal de Cáceres. O primeiro alerta surgiu da parte do GAFNA- Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana, que nas suas Boas Festas se declara já “em luta contra a decisão da CP de suprimir os comboios regionais no Ramal de Cáceres prejudicando as populações dos Concelhos de Alter do Chão, Crato, Nisa, Castelo de Vide e Marvão”. O GAFNA anuncia desde logo que em breve vai colocar à subscrição das populações locais uma petição tentando obviar a esta decisão da CP.
A decisão está prevista para 2011 e foi depois confirmada por uma notícia inserta no diário “Público” que dá conta de que serão “abatidos” cerca de mais “450 quilómetros do serviço regional - o mais deficitário da empresa e onde já foram abatidos 144 quilómetros de linhas -, tornando-o residual em termos da sua área de operação”.
De facto os planos da empresa apontam para que em 2011 o serviço regional “irá acabar nos troços Torre das Vargens-Beirã (65 km), Abrantes-Elvas (129), Beja-Funcheira (62), Ermesinde-Leça (11), Setil-Coruche (32), Pinhal Novo-Beja (138) e Casa Branca-Évora (16)”. Mas “a estes há que somar os 144 quilómetros de linhas que já foram encerradas no primeiro mandato deste Governo, o que significa um total de 597 quilómetros sem regionais”, adianta a mesma fonte.
De facto, desde Janeiro de 2009, “os comboios (já) deixaram de apitar entre a Figueira da Foz e Pampilhosa (51 quilómetros) e nas linhas do Tua (54), do Tâmega (13) e do Corgo (26)”.
Além disso, prevêem-se ainda “reduções do número de comboios nas linhas do Algarve, do Douro, do Oeste e do Minho.
Em 2009, o serviço regional da CP terá registado “prejuízos de 56,6 milhões de euros, sobretudo nas linhas do interior, onde, muitas vezes, as automotoras circulam com menos de dez passageiros”. O jornal PÚBLICO apurou que, por exemplo no ramal de Cáceres, entre Marvão e Torre das Vargens, “cada passageiro transportado custou à CP 68 euros, sendo nesse troço a taxa de cobertura das despesas pelas receitas inferior a seis por cento”.
A oferta actual no Ramal de Cáceres
Recorda-se que, neste momento, a oferta da CP no ramal de Cáceres está resumida a duas circulações diárias em cada sentido. Entre Torre das Vargens e Marvão-Beirã a circulação faz-se às 10:08 horas com chegada a Castelo de Vide às 10:54 horas; à tarde a circulação tem início no Entroncamento às 15:53 horas e chegada a Castelo de Vide às 17:57 horas.
Em sentido inverso, os comboios partem de Castelo de Vide às 12:05 e 19:06 horas e chegam ao Entroncamento às 14 e às 21:20 horas, respectivamente.
Para além destas circulações existe ainda, para quem se desloca de e para Lisboa a possibilidade de utilizar o comboio espanhol Lusitânia Expresso, mas a horas menos próprias, com partidas de Santa Apolónia às 22:30 e chegada a Marvão-Beirã à 01:41 horas do dia seguinte e regressos às 03:34 horas com chegada a Lisboa às 07:41 horas. © NCV

12 de maio de 2007

Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana propõe comboios históricos/turísticos nas linhas do Ramal de Cáceres

O Grupo de Amigos da Ferrovia Norte Alentejana (GAFNA) sugeriu em comunicado à CP a “promoção, em parceria com as autarquias locais, de comboios históricos/turísticos no ramal de Cáceres, aproveitando a beleza paisagística da região, potencializando simultaneamente o turismo no triângulo turístico Castelo de Vide – Marvão – Portalegre”.
E às autarquias da região propõe a “implementação, em parceria com a Rodoviária do Alentejo, de transportes complementares entre as estações e os principais centros urbanos, de forma a melhorar a mobilidade em modo público de transporte”.
Noutro registo, o GAFNA lamentou que os horários recentes não tenham comtemplado as suas sugestões e que “o horário do comboio regional da tarde tenha sido antecipado 30 minutos, facto que muito vem prejudicar os utentes (a título de exemplo uma pessoa que chegue no comboio da manhã a Elvas e queira regressar no da tarde tem somente uma 1 hora e 30 minutos para tratar de qualquer assunto e ainda almoçar)”.
Propôs ainda o GAFNA à CP a “criação de um comboio inter-regional na Linha do Leste com destino a Lisboa com partida de Elvas ao início da manhã e ao final da tarde em sentido inverso, com paragem nas estações dos principais centros urbanos de modo a servi-los mais eficazmente”.
Sugere ainda a “adopção de novos horários para os comboios regionais no sentido Elvas – Entroncamento e Marvão – Entroncamento, com partida de Elvas cerca das 7h00 e 17h30 e meia hora depois de Marvão, de modo a servir melhor os utentes, em especial os habitantes da região e os estudantes das escolas superiores de Elvas e Portalegre” e a melhoria da informação aos passageiros nas estações.
Durante um encontro do GAFNA com a imprensa foi também apresentado o seu website (http://www.gafna.net/) e divulgado um interessante folheto desdobrável de divulgação/promoção turística do Ramal de Cáceres, editado em parceria com a Junta de Freguesia da Beirã, com textos e fotos de Paulo Fonseca.
No site do GAFNA disponibilizam-se os horários sobre os comboios que servem a região, transportes complementares de e para as estações, informação sobre localização das estações, história e geografia das várias linhas, descrição dos percursos e, para os turistas, fotos de monumentos e paisagens da região, bem como informações sobre hotelaria e restauração da região, entre outras informações. © NCV