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10 de abril de 2014

Agricultura: Parlamento Europeu confirmou "Reforma Capoulas Santos"

O Parlamento Europeu (PE) encerrou anteontem, finalmente, o processo de aprovação da nova PAC de que foi Relator o deputado português Capoulas Santos, ao aprovar por larga maioria a posição defendida pelos socialistas europeus, os chamados "actos delegados" da PAC, cuja rejeição era defendida por deputados de diversos grupos políticos da direita europeia.
Tal significa que a totalidade dos textos da nova Política Agrícola Comum viram hoje a sua aprovação definitiva, só possível pela alteração do sentido de voto de muitos deputados no último minuto, depois de perceberem que arriscavam ser responsabilizados pelo atraso da implementação da nova política agrícola europeia, colocando em causa os últimos 3 anos de trabalho e pondo em risco os pagamentos de acordo com as novas regras que beneficiam Portugal e outros Estados-membros, pelo menos por um ano.
No final da votação, Capoulas Santos declarou-se "muito satisfeito com o resultado, que confirma a justeza e o sentido de responsabilidade dos socialistas europeus, que sempre se manifestaram intransigentes quanto à necessidade de um voto favorável da Comissão de Agricultura quanto a esta matéria".
Capoulas Santos acrescentou que "aqueles que queriam ganhar na secretaria o que já tinham perdido em campo tiveram a merecida lição" e registou o facto do Coordenador Agrícola alemão, do PPE, o maior grupo politico, ter sido desautorizado e obrigado a votar contra a sua própria bancada.
A nova PAC, que integra muitas das proposta de Capoulas Santos que favorecem os países do sul e leste europeu, irá permitir que Portugal receba, até 2020, mais de 8000 milhões de euros, mais de metade dos quais financiados a 100% pela UE. Graças ao PE, e contra a vontade inicial da Comissão Europeia, também o investimento para novos regadios voltou a ser elegível para Portugal, até 2020, com taxas de comparticipação que, nalguns casos, também por proposta de Capoulas Santos, poderão atingir os 90% de comparticipação financeira comunitária. © NCV

18 de fevereiro de 2014

Comissão da Agricultura do Parlamento Europeu
deverá rejeitar a lei das sementes

A chamada lei das sementes deverá ser devolvida à Comissão Europeia para reavaliação e reformulação segundo a Comissão da Agricultura do Parlamento Europeu (PE) que votou a semana passada sua rejeição. 
Esta proposta de rejeição deverá agora ser devidamente fundamentada e confirmada pela Comissão do Ambiente que tem a competência de fundo na matéria e subsequentemente pela totalidade dos membros do PE em sessão plenária. 
Este texto legislativo suscitou uma reação concertada da sociedade civil e de grupos de interesse especializados na conservação e proteção da biodiversidade que se têm manifestado contra a nova configuração legislativa que, defendem, representa um impedimento para a manutenção e desenvolvimento de variedades tradicionais de sementes a favor das grandes empresas que tendem a desenvolver apenas um número restritivo de variedades orientadas para o mercado. 
Capoulas Santos liderou este debate no grupo dos socialistas europeus, na qualidade de coordenador para as questões agrícolas, e reuniu a unanimidade dos seus colegas para o voto de rejeição da proposta. 
"Temos dúvidas quanto ao conteúdo desta nova proposta e para podermos debatê-las precisamos obviamente de tempo. Temos também dúvidas quanto às intenções da Comissão Europeia quando nos impõe um calendário inevitavelmente apertado para trabalhar tendo em conta as eleições europeias em maio, já que é esta instituição que tem, e bem, a responsabilidade de decidir quando e o que submeter à consideração do co-legislador." 
O eurodeputado referiu ainda que "colocar ordem na legislação existente não é mais urgente do que encontrar a forma adequada de garantir a proteção da biodiversidade e dos utilizadores de sementes, portanto, nestas circunstâncias, resta-nos pedir à Comissão Europeia que repense o termos da sua proposta inicial”. © NCV

6 de fevereiro de 2014

Capoulas Santos defende no Parlamento Europeu
apoios para a pequena agricultura familiar

O deputado Capoulas Santos exortou hoje os Estados-membros a implementar medidas concretas para apoiar a agricultura familiar e a pequena agricultura. Enquanto relator do Parlamento Europeu e negociador dos principais dossiês da nova PAC, o eurodeputado português defendeu a importância de reforçar as ajudas às pequenas explorações agrícolas da UE. 
2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar
O plenário do Parlamento Europeu, reunido em Estrasburgo, aprovou um relatório que chama a atenção para os desafios específicos com que se deparam as pequenas explorações agrícolas. 2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar, e os deputados instam a UE a aplicar todas as modalidades de apoio aos pequenos agricultores previstas na nova PAC, defendem um apoio específico às organizações de produtores e propõem ações destinadas a promover o aumento das vendas diretas de produtos tradicionais.
Capoulas Santos apresentou uma declaração escrita em que reafirma a importância do Ano Internacional da Agricultura Familiar. "Mas não podemos ficar por aqui. É preciso apontar medidas concretas para apoiar a agricultura familiar e a pequena agricultura". 
Pequenas explorações têm uma importância crucial
Segundo o eurodeputado socialista, as pequenas explorações têm uma importância crucial no auto-aprovisionamento e como complemento de rendimento. Esta agricultura assume particular dimensão no momento que atravessamos de falta de oportunidades e de emprego. "Tem também um papel fundamental na dinamização dos mercados de proximidade e na produção de qualidade", destaca Capoulas Santos. 
"A reforma da PAC introduziu uma série de possibilidades para a pequena agricultura. Exorto por isso os Estados-membros a dar-lhes expressão concreta nomeadamente no que diz respeito a ajudas ao investimento nos programas de desenvolvimento rural", afirma o deputado na sua declaração. © NCV

29 de novembro de 2013

Deputado Capoulas Santos atento à implementação da nova política agrícola em Portugal

"Temos uma nova política agrícola europeia, mas cabe agora ao governo português fazer as devidas opções políticas para a implementar", afirmou esta semana o deputado do Parlamento Europeu Capoulas Santos a quem foi confiada a responsabilidade sobre nova política agrícola comum, no que diz respeito aos pagamentos directos e ao desenvolvimento rural.
Capoulas Santos reuniu esta semana com representantes da Confagri - a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas - e da Cna - a Confederação Nacional da Agricultura - para uma troca de impressões com membros destas organizações sobre as suas preocupações quanto aos contornos que poderá vir a assumir a política agrícola em Portugal. 
"Esta reforma oferece possibilidades claras para uma política agrícola mais justa entre agricultores em Portugal", referiu o eurodeputado socialista. "Entre outros, há instrumentos que promovem a redistribuição de recursos de forma a beneficiar as pequenas explorações e a agricultura familiar e isto foi uma grande conquista ao nível europeu. Mas estes instrumentos só terão expressão concreta se o governo português assim o decidir". 
O acordo político sobre o pacote da reforma da Política Agrícola Comum foi aprovado pelo Parlamento Europeu no passado dia 21 de Novembro e está pendente a aprovação formal pelo Conselho de Ministros da Agricultura. 
Esta nova legislação entra em vigor já em 2014 e é acompanhada de um regulamento transitório até ao fim desse ano para as necessárias adaptações a fazer pelos Estado Membros quanto à sua implementação. © NCV

13 de junho de 2013

Parlamento Europeu aprova propostas
de Capoulas Santos que isentam
pequenos agricultores de cortes nos subsídios

O Parlamento Europeu aprovou ontem, em Estrasburgo, as propostas do deputado Capoulas Santos que isentam os pequenos agricultores da UE que recebem anualmente um montante inferior a 5 000 euros de contribuir para o ajustamento do orçamento global. 
Em Portugal, 87% dos agricultores estão abaixo deste limiar e serão assim contemplados pela isenção.
O ajustamento do orçamento global implica que os agricultores poderão potencialmente sofrer um corte nas suas ajudas diretas para acomodar os montantes das ajudas e as disponibilidades financeiras do orçamento global que vier a ser aprovado para o próximo período financeiro 2014-2020, sobre o qual não existe ainda o acordo final. O relatório de Capoulas Santos aprovado em plenário vem isentar, para o ano de 2014, os pequenos agricultores deste ajustamento mas "as negociações ainda vão no adro e é preciso fazer a mesma discussão para a totalidade do período financeiro, ou seja até 2020", afirma o eurodeputado socialista.
O relator da proposta do Parlamento Europeu mostrou a sua satisfação por a medida ter sido aprovada para 2014 "tendo em conta as dificuldades estruturais da pequena agricultura na UE, dificuldades estas acrescidas no atual contexto de crise". Capoulas Santos referiu ainda que "as pressões têm sido muitas para eliminar esta franquia o que considero, no mínimo, pouco aceitável para proteger a agricultura de subsistência e familiar e os pequenos agricultores e evitar a dupla penalização daqueles que pela sua dimensão já têm dificuldades estruturais". © NCV

11 de março de 2013

Parlamento Europeu vota esta semana
a reforma da PAC proposta por Capoulas Santos


O plenário do Parlamento Europeu prepara-se para debater amanhã, dia 12 de Março, e votar (dia 13), em Estrasburgo, a importante reforma da Política Agrícola Comum (PAC) para o período 2014-2020, proposta pelo deputado Capoulas Santos.
Este é um passo decisivo já que a votação vai definir a posição do PE nas negociações com os governos nacionais (Conselho de ministros da Agricultura da UE), que arrancam no final do mês.  
O deputado português e relator do Parlamento Europeu para os principais capítulos da Política Agrícola Comum (Pagamentos diretos aos agricultores e Desenvolvimento Rural) deverá assim receber um mandato claro do PE para poder negociar com os ministros europeus. É a primeira vez que o Parlamento Europeu legisla em pé de igualdade com o Conselho sobre a política agrícola. As negociações deverão estar concluídas até ao final deste semestre.
PAC do século XXI mais amiga do ambiente
Na sua proposta de reforma da PAC, Capoulas Santos propõe uma série de alterações para garantir que a PAC do século XXI seja mais amiga do ambiente, mais equitativa entre Estados-Membros e mais transparente. Segundo o relator do PE, as suas propostas consagram "as questões fundamentais para Portugal, onde se destacam o reforço do montante por hectare dos pagamentos diretos, o acréscimo dos apoios para os jovens e para os novos agricultores, um novo estatuto mais vantajoso e menos burocrático para os pequenos agricultores e um novo mecanismo de redistribuição através de um pagamento mais elevado para os primeiros hectares, visando reforçar o apoio para as pequenas e médias explorações". O eurodeputado socialista destaca também como positivo para Portugal a reposição do cofinanciamento comunitário para novos regadios (que a Comissão pretendia, depois de 2014, reservar exclusivamente para os países que aderiram à UE após 2004) e a comparticipação comunitária para seguros agrícolas e fundos mútuos.
Eis as principais propostas apresentadas pelo deputado Capoulas Santos que deverão ser votadas, em plenário, na próxima semana:
Uma PAC mais verde
- Para acabar com os diferentes sistemas do regime de pagamentos diretos na UE, as regras propostas preveem um novo regime de "pagamento de base". Este estará, como atualmente, subordinado ao respeito de certas normas ambientais (eco-condicionalidade), mas com diversas simplificações.
- Além deste pagamento de base, cada exploração deverá receber um pagamento por hectare por respeitar uma série de práticas agrícolas benéficas para o clima e o ambiente, podendo os Estados-Membros utilizar 30% das dotações nacionais para esse pagamento.
A comissão da Agricultura do PE, que já votou as propostas do eurodeputado socialista, defende que o chamado "greening", ou "ecologização", deve manter-se no 1° pilar da PAC (pagamentos diretos), como proposto pelo executivo comunitário. Introduz, no entanto, uma maior flexibilidade para estas medidas, para que sejam tidas em conta questões como a dimensão das explorações agrícolas e o impacto das medidas ambientais já aplicadas pelos agricultores.
Maior convergência entre regiões e entre países
- Os eurodeputados procuram reduzir as discrepâncias entre os níveis de pagamentos obtidos à luz das regras vigentes entre agricultores, entre regiões (convergência interna) e entre Estados-Membros (convergência externa).
- introduz-se uma nova base de cálculo para definir os montantes por hectare que os agricultores europeus deverão receber a partir de 2014.
Pagamentos só para os agricultores ativos
- Os pagamentos diretos só serão concedidos a agricultores ativos, e não a outras entidades, como aeroportos ou campos de golfe, que não utilizem os seus terrenos primordialmente para atividades agrícolas.
Mais apoio aos pequenos, jovens e novos agricultores
- um estatuto mais vantajoso e menos burocrático para os pequenos agricultores, prevê a majoração do pagamento obrigatório para os jovens agricultores nas ajudas diretas, juntamente com apoios ao acesso à terra através de garantias bancárias ou juros de empréstimos, e a majoração do pagamento para novos agricultores que possam instalar-se pela primeira vez, independentemente da idade. © NCV

25 de fevereiro de 2013

Capoulas Santos insta Conselho e Comissão
a divulgarem verbas da PAC para 2014-2020

O deputado Capoulas Santos interveio, esta semana, na Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu exortando a Comissão Europeia e o Conselho Europeu para divulgarem os envelopes financeiros da PAC (Política Agrícola Comum) atribuídos a cada Estado-membro e que foram acordados na cimeira europeia de 8 de fevereiro. 
Falta de transparência
O eurodeputado socialista e relator do Parlamento Europeu para a reforma da PAC criticou com dureza "a falta de transparência" das duas instituições que, 13 dias após o acordo alcançado, pelos Vinte e Sete continuam sem revelar as verbas nacionais". 
Nestes 13 dias fiz várias tentativas para obter os valores dos envelopes nacionais que os Estados-membros obtiveram e não obtive resposta", afirmou Capoulas Santos, tendo sido secundado por todos os grupos políticos. Segundo Capoulas Santos "esta ocultação pode significar que as perdas sejam superiores ao anunciado". 
Perda de 600 milhões de euros?
No caso português, o eurodeputado afirma que "segundo as contas do Governo, e cuja base de cálculo não sabemos qual é, a perda foi de 600 milhões de euros". Neste contexto, o relator do Parlamento Europeu desafia a Comissão Europeia e o Conselho Europeu a divulgarem os montantes dos envelopes da Política Agrícola Comum, a preços constantes, para que possam ser comparáveis, lançando o mesmo apelo ao Governo português. © NCV 

7 de fevereiro de 2013

Reforma da Política Comum de Pescas
aprovada no Parlamento Europeu

A Reforma da Política Comum de Pescas foi aprovada ontem no Parlamento Europeu. Capoulas Santos congratula-se por hoje ter visto confirmadas algumas das suas propostas no âmbito da reforma da Política Comum de Pescas. 
O eurodeputado salientou que "face à inadiável obrigação de desembarcar todas as capturadas, eliminando-se a prática de atirar borda fora as pescas acessórias, tornava-se premente garantir que o destino destas espécies não fosse só o das farinhas de peixe. Vivemos momentos difíceis e todos os recursos canalizados para fins de beneficência têm que ser patrocinados. Caberá agora ao governo de cada Estado-Membro garantir a executoriedade desta minha proposta."
Capoulas Santos conseguiu também o apoio dos seus pares para fazer face à ameaça da Comissão Europeia de obrigar à implementação de um sistema de quotas transferíveis entre embarcações e até entre países. "Corríamos o sério risco da concentração dos direitos de pesca nos intervenientes do setor com maior capacidade económica, a partir do momento que os direitos de pesca pudessem ser transacionados no mercado. Estou convicto de que deverá continuar na responsabilidade de cada Estado Membro gerir os seus direitos de pesca, sob compromisso de solucionarem o fenómeno da sobrecapacidade. Considero que só deste modo a reforma da política comum de pescas será coerente: uma reforma sustentável do ponto de vista ambiental, económicoe social exige que também o setor e os Estados Membros sejam participantes ativos e responsáveis pelo futuro dos mares e da atividade." © NCV

26 de janeiro de 2013

Parlamento Europeu vota reforma da PAC
apresentada por Capoulas Santos
favorável aos interesses de Portugal

O relator do Parlamento Europeu para os principais regulamentos da reforma da Política Agrícola Comum, Capoulas Santos, conseguiu esta semana uma votação muito favorável aos interesses de Portugal nas negociações do pacote agrícola para 2014-2020. 
A comissão de Agricultura do Parlamento Europeu aprovou na passada quarta-feira, em Bruxelas, todas as propostas de compromisso que o relator do PE apresentou no âmbito da futura reforma para uma PAC mais "amiga" do ambiente, mais equitativa entre Estados-membros e socialmente mais justa.
As propostas aprovadas representam ganhos significativos para Portugal relativamente ao que a Comissão Europeia tinha inicialmente proposto em termos da redistribuição das ajudas entre Estados-membros da UE.
Questões fundamentais para Portugal
O deputado português conseguiu incluir na maioria dos compromissos todas as questões fundamentais para Portugal. Capoulas Santos destaca:
- um novo estatuto mais vantajoso e menos burocrático para os pequenos agricultores;
- acréscimo dos apoios para os jovens: majoração do pagamento obrigatório para os jovens agricultores nas ajudas diretas juntamente com apoios ao acesso à terra através de garantias bancárias ou juros de empréstimos;
- acréscimo dos apoios para os novos agricultores: majoração do pagamento para novos agricultores que possam instalar-se pela primeira vez, independentemente da idade;
- uma nova base de cálculo para definir os montantes por hectare que os agricultores europeus deverão receber a partir de 2014;
- reposição do cofinanciamento comunitário para novos regadios, que a Comissão Europeia pretendia, depois de 2014, reservar exclusivamente para os Estados-membros que aderiram à UE após 2004;
- mais incentivos para as medidas ambientais e para a agricultura biológica: 25% do orçamento do 2º Pilar da PAC deverá ser obrigatoriamente canalizado para a agricultura biológica e para as chamadas "medidas agro-ambientais";
- comparticipação comunitária para seguros agrícolas e fundos mútuos.
Reforço de 350 milhões de euros para Portugal (2014-2020)
A posição do PE poderá representar um reforço de cerca de 350 milhões de euros para Portugal durante o período 2014-2020, mesmo num cenário do alargamento do número de beneficiários e de uma redução global do orçamento agrícola em cerca de 10%, como é proposto pela Comissão Europeia.
Na votação sobre a reforma da PAC, os deputados da comissão de Agricultura do PE pronunciam-se sobre cerca de 8000 emendas às propostas da Comissão, isoladamente ou integradas nos cercas de 200 "compromissos" que foram negociados entre os diversos Grupos Políticos ao longo de vários meses. Capoulas Santos manifestou a sua satisfação com o resultado alcançado hoje afirmando: " Não é a reforma da PAC perfeita. É a melhor reforma possível numa Europa ainda dominada pelas forças conservadoras".
Com esta votação, os deputados deram um passo importante para decidir o mandato do Parlamento Europeu nas duras negociações com o Conselho e a Comissão, que deverão estar concluídas até ao final do primeiro semestre deste ano. As propostas de Capoulas Santos deverão ser aprovadas na sessão plenária de março, em Estrasburgo. Enquanto relator, o deputado português participará depois nas negociações representando o Parlamento Europeu no processo de codecisão com os ministros da Agricultura dos 27 Estados-membros. © NCV

6 de setembro de 2011

Capoulas Santos co-organiza evento
no Parlamento Europeu para promover a floresta


Capoulas Santos é co-organizador de uma série de eventos a decorrer no Parlamento Europeu, entre os dias 6 e 7 de Setembro em Bruxelas, para celebrar 2011 como o Ano Internacional das Florestas. O envolvimento do eurodeputado português e porta-voz dos socialistas europeus para as questões agrícolas irá permitir chamar a atenção das instâncias comunitárias para os problemas com que se defronta, em particular, a floresta portuguesa.
"São necessários estímulos para preservar certos ecossistemas específicos, como é o caso do montado, cujo impacto ambiental e social têm uma grande relevância que urge cuidar, para além do seu valor económico e o seu impacto positivo na nossa balança comercial", defende Capoulas Santos na véspera da inauguração desta iniciativa.
O eurodeputado refere ainda que é "urgente incentivar medidas que contribuam para a gestão sustentável da floresta, como o ordenamento florestal, e para a prevenção e combate contra pragas e incêndios".
A convite de Capoulas Santos, deslocar-se-ão a Bruxelas dirigentes associativos e outras personalidades associadas ao sector florestal para marcar presença na celebração do Ano Internacional das Florestas, que inclui uma exposição com destaque para a cortiça, e uma conferência internacional sobre o futuro das florestas. Neste contexto, Capoulas Santos irá moderar a mesa redonda em que intervirá, entre outros, Franz-Fischler, ex-Comissário europeu da Agricultura, sobre as questões da segurança no aprovisionamento alimentar e Eduardo Rojas-Briales, Director-Geral Adjunto, Departamento das Florestas, FAO, sobre a situação geral das florestas no mundo. © NCV

1 de setembro de 2011

Parecer orçamental de Capoulas Santos aprova reforço dos programas de fruta e leite nas escolas


A Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu aprovou nopassado dia 30 de Novembro em Bruxelas por larga maioria um reforço orçamental de 40 milhões de euros para os programas de distribuição de fruta e leite nas escolas em 2012, na votação do parecer do eurodeputado Capoulas Santos sobre o orçamento agrícola da União Europeia para 2012.
Da iniciativa de Capoulas Santos foi ainda aprovado financiamento para uma campanha de informação sobre as causas e consequências do desperdício de alimentos, tendo em conta que este se estima em 179 kg "per capita" anualmente, e cerca de 30 outras propostas que contrariam a posição extremamente restritiva do Conselho de Ministros. © NCV

10 de junho de 2011

Capoulas Santos pede apoio para agricultores
e alerta para uso de antibióticos em animais


"O surto infeccioso desencadeado na Alemanha coloca-nos perante um dos mais difíceis exercícios de gestão de crises de saúde pública de que há memória", afirmou Capoulas Santos no debate que teve lugar na passada terça-Feira, 7 de Junho, no Parlamento Europeu reunido em sessão plenária em Estrasburgo, sobre o surto da bactéria Escherichia coli enterohemorrágica (EHEC). 
"Estamos perante uma enorme tragédia humana que inclui a perda de muitas vidas e que põe em perigo milhares de muitas outras e perante uma crise de confiança no consumo de alimentos básicos, com consequências económicas e sociais difíceis de prever", acrescentou.
Em presença do Comissário John Dalli, o Comissário Europeu responsável pela Saúde e Defesa do Consumidor, o eurodeputado e porta-voz dos Socialistas europeus para os temas agrícolas reivindicou uma resposta "rápida", "esclarecedora" e "eficaz" da parte das autoridades nacionais e comunitárias, de forma a colmatar as consequências nefastas que este incidente está a ter, referiu, "sobre outro universo de vítimas inocentes - os produtores hortofrutícolas - responsabilizados de forma precipitada e injusta e que viram os seus rendimentos e o seu futuro seriamente ameaçados".
Por fim, Capoulas Santos reiterou a necessidade de agir preventivamente, referindo a importância de reforçar os mecanismos de controlo e vigilância do uso de antibióticos em animais e, por outro lado, através da futura PAC, redireccionando os apoios para a produção sustentável e de qualidade.
No mesmo dia a Comissão Europeia anunciou uma ajuda de 150 milhões de euros, montante que foi alvo de forte contestação por parte de diferentes Estados-membros, incluindo Portugal, por se basear num cálculo destinado a cobrir apenas 30% dos preços de referência. As autoridades europeias vieram posteriormente a anunciar um valor de 210 milhões de euros para o plano de urgência, a ser discutido pelos peritos do Estados-membros a 14 de Junho, que deverá assim indemnizar os produtores europeus de alface, tomate, pepino, courgettes e pimentos até 50% das perdas, valor que pode ascender a 70% no caso das organizações de produtores. © NCV

2 de junho de 2011

Capoulas Santos sensibiliza o Parlamento Europeu para a importância da cortiça


Duas deputadas do PPE (Partido Popular Europeu), a luxemburguesa Astrid Lulling e a alemã Christa Klass, e o italiano Giancarlo Scotta, do Grupo EFD - Grupo da Europa da Liberdade e da Democracia, deslocaram-se a Portugal para uma visita em prol da cortiça e do montado, a convite do Deputado Capoulas Santos, e com o apoio do Intergrupo "Vinho" do Parlamento Europeu, da ELO - European Landowners Organization, da C.E.LiÉGE, Confederetion Européene de Liége e da APCOR, Associação Portuguesa da Cortiça.
"É preciso que a Europa saiba a importância para a biodiversidade de que se reveste o ecossistema do montado e que a sua manutenção depende da viabilidade da exploração do seu principal valor económico, a cortiça", referiu Capoulas Santos a propósito do avanço do uso de vedantes sintéticos.
Em Coruche, a inauguração da FICOR, a feira internacional da cortiça, contou com a presença deste grupo de eurodeputados, que durante a estadia visitou o Observatório do Montado, presenciou o processo de extracção da cortiça num montado e a sua transformação, tendo havido ainda tempo para contactos com o Ministro e Secretário de Estado da Agricultura.
Depois passou-se para a fileira do vinho, com contactos com a VINIPORTUGAL e visitas às vinhas e adegas da Fundação Eugénio de Almeida (Cartuxa - Évora) e do Esporão (Reguengos). © NCV